
FEBRABAN ESTABELECE ACORDOS COM MEC, SEPPIR E SPM PARA PROMOVER DIVERSIDADE NO SETOR BANCÁRIO
A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Ministério da Educação (MEC) formalizaram, em julho último, a intenção de unir forças para promover a diversidade no sistema bancário. De acordo com o Termo de Cooperação Técnica, assinado com o MEC, e com os Protocolos de Intenções, firmados com a SEPPIR e a SPM, as instituições trabalharão juntas para colocar em prática as ações afirmativas previstas no Programa FEBRABAN de Valorização da Diversidade. Participaram da cerimônia o presidente da FEBRABAN, Fabio Barbosa, a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello, o ministro da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araújo, e a ministra da SPM, Nilcéa Freire.
As parcerias têm como objetivo o fortalecimento e a implementação de políticas voltadas à mulher e à população negra, bem como ao público jovem egresso do Programa Universidade para Todos (ProUni) e de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). A meta é ampliar a inserção desses públicos no mercado de trabalho, intensificando sua qualificação e a capacitação.
O protocolo prevê ações em diversas frentes. No caso da SEPPIR, o objetivo é buscar alternativas para a contratação, por exemplo, de negros. Será disponibilizado hotsite com possibilidade de inscrição de candidatos oriundos de universidades com programa de cotas raciais.
Com a SPM, a proposta é a de elaborar um programa de trabalho voltado para a contratação, qualificação e promoção das mulheres.
Já a parceria com o Ministério da Educação prevê o comprometimento de 10% das vagas de estágio nos bancos para estudantes do ProUni. Para o primeiro ano de vigência do acordo estima-se em 600 o número de jovens que poderão obter estágio nas instituições.
Programa FEBRABAN de Valorização da Diversidade
O Programa FEBRABAN de Valorização da Diversidade tem como objetivo transformar a cultura e o comportamento das organizações e das pessoas. Por isso, é um processo de médio e longo prazos, cujos resultados deverão consolidar-se em até 5 anos. Abaixo, alguns exemplos de iniciativas do programa.
Pesquisa em Recursos Humanos, Melhores Práticas e Censo da Diversidade
A FEBRABAN finalizou em 2009 a “Pesquisa em Recursos Humanos, Melhores Práticas e Censo da Diversidade” no setor bancário, o mais detalhado mapeamento sobre diversidade já realizado num setor econômico no Brasil. O levantamento aborda aspectos como raça, escolaridade, idade e carreira. Os bancos envolvidos no projeto empregam 95% dos bancários no país. Ao todo, 204,1 mil bancários responderam às perguntas do censo, que foram elaboradas pela FEBRABAN com a cooperação de representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), do Ministério Público do Trabalho e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT). A iniciativa contou com a assessoria do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e foi tema de várias Audiências Públicas na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Programa FEBRABAN de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário
Resultado de uma parceria entre o setor bancário, representado pela FEBRABAN, a Prefeitura Municipal de São Paulo, a UniSant’Anna, o Cursinho da Poli e a consultoria i-Social, o “Programa FEBRABAN de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário” teve início no segundo semestre de 2008 com o recrutamento dos candidatos. Ao todo, participaram do programa 497 ‘alunos-bancários’, divididos em dois grupos: Aprimoramento Educacional e Supletivo Ensino Médio, dependendo do grau de instrução. Posteriormente, todos receberam mais três meses de qualificação técnica, voltada inteiramente ao trabalho no mercado bancário. Os 497 alunos bancários foram contratados por oito bancos – BIC, Bradesco, Citi, Indusval, Itaú Unibanco, Safra, Grupo Santander Brasil e Votorantim. Devido ao sucesso do projeto, tratado até então como piloto, os bancos já se mobilizam para criar uma nova turma de ‘alunos-bancários’.
Jovem Aprendiz no Setor Bancário
O programa “Jovem Aprendiz no Setor Bancário” é voltado a jovens de 14 a 24 anos de idade, que estejam cursando ou já concluíram o ensino fundamental e estejam matriculados em curso de aprendizagem. O programa é regido pela Lei da Aprendizagem, dura 2 anos e inclui aprendizagem teórica e prática. Depois disso, o aprendiz pode se tornar funcionário efetivo dos bancos. Um total de 6 mil jovens participaram dos dois programas já implantados pelos bancos privados, nos períodos 2004/2006 e 2007/2009. Os bancos públicos também desenvolveram programas específicos até 2008, com milhares de jovens capacitados profissionalmente.