|
Apólice digital
Certificação
digital, processamento de imagens, Business
Intelligence e VoIP são algumas das
tecnologias que a Indiana Seguros, uma das
principais empresas do Brasil neste segmento,
adotou nos últimos anos. Perto de
completar 63 anos de existência e
com background de 300 mil apólices,
a companhia não poupou investimentos
para lançar mão das mais recentes
inovações tecnológicas
para gerir seu negócio: foram R$
14 milhões de 2003 a 2005. Para 2006,
os investimentos podem chegar aos R$ 6 milhões.
O reflexo desta automatização
é evidente: a Indiana tem perto de
500 funcionários e emite 10 vezes
mais apólices do que há dez
anos. Fora tecnologia, a seguradora tem
aplicado consideráveis somas em recursos
humanos e marketing.
O case da Indiana, na voz do seu presidente,
Guilherme Afif Domingos, será uma
das atrações do Ciab Febraban
2006. O executivo da Indiana também
falou para a Revista Ciab Febraban sobre
os planos de sua empresa.
Revista Ciab Febraban 2006 - O senhor
acredita que a tecnologia pode eliminar
totalmente a papelada dentro de uma seguradora?
Guilherme Afif Domingos - Sim. É
o nosso foco. Nossa estratégia está
consolidada há 10 anos na desburocratização
do seguro, e não na informatização
da burocracia. Os benefícios devem
ser sentidos gradualmente nos próximos
anos. A Indiana acredita que o corretor
e o segurado ganharão tempo, pois
o processo de emissão de apólice,
feito em 15 dias, acontecerá em 15
minutos. Outra vantagem para o segurado
é que poderá visualizar todas
as informações referentes
ao seu contrato e assinar o seu perfil,
tudo pela Internet.
RCF
2006 - Pode-se dizer que a tecnologia
vem balizando os negócios da Indiana
nos últimos anos?
GAD - Sim. Tomamos a decisão
histórica em 1995. Traçamos
aí a grande virada da companhia.
Apostamos em tecnologia como estratégia,
e não como investimento operacional.
Se tivéssemos decidido errado, perderíamos
seis meses de desenvolvimento, mas se acertássemos
ganharíamos dez anos. Na contramão
do mercado segurador que investia em grandes
mainframes para informatizar a burocracia,
acreditamos e partimos, na época,
para o Windows NT, hoje XP. E ganhamos!
RCF
2006 - Como está o mercado brasileiro
de seguros? O consumidor brasileiro já
adquiriu a cultura de "comprar seguros"
ou ainda falta evangelizá-lo neste
sentido?
GAD - Sim, falta uma evangelização.
Porém, o que ainda atrapalha o consumo
de seguro no Brasil é o baixo poder
aquisitivo do brasileiro. Se nós
olharmos nos últimos anos o crescimento
do comércio e do consumo de bens
em geral, estão diretamente ligados
ao crediário. E este, depois de muito
tempo de ausência, voltou com força
em prazos mais longos e prestações
menores que cabem no orçamento apertado
de cada um. O seguro vai ter de seguir essa
tendência. O seguro tem de garantir
as conquistas que o crediário proporcionou
ao cidadão, seja através do
seguro do bem adquirido ou do seguro de
vida, não o de morte.
RCF
2006 - Qual a porcentagem da população
brasileira que compra apólices?
GAD - Pesquisa realizada pela Fenaseg
(Federação Nacional das Empresas
de Seguros Privados e Capitalização)
indica que 62% dos homens e 38% das mulheres
economicamente ativos têm algum tipo
de seguro no Brasil.
RCF
2006 - Pela sua experiência, o que
mudou no perfil dos clientes nos últimos
anos?
GAD - Os consumidores aprenderam
sobre seus direitos. São cada vez
mais exigentes. Sabem o valor das coisas
e cobram mais. Querem ler as condições
gerais, questionam os corretores de seguros
quando surgem dúvidas e nos ligam
na central de atendimento quando algo acontece.
RCF 2006 - A Indiana possui cerca
de 300 mil apólices e registrou crescimento
de 17% em 2005. Quais as expectativas de
crescimento?
GAD - A Indiana trabalha com cerca
de três mil corretores de seguros.
Apostamos no relacionamento com esses parceiros
para continuar crescendo no mercado. Investimos
em serviços com diferenciais tecnológicos,
produtos novos, campanhas de incentivo e
treinamento de colaboradores, sempre priorizando
a redução de custos operacionais
aos nossos corretores. As perspectivas para
2006 são de melhoria no mercado segurador,
o que leva a companhia a projetar crescimento
de 17% sobre 2005.
Seguro
High Tech
Disputar
um mercado que movimenta R$ 250 bilhões
como o segurador, necessita muito mais do
que apenas investir em TI. É preciso
aplicar em tecnologias que transformem informação
em conhecimento. É o que a Indiana
Seguros faz nos últimos anos. O resultado
se evidencia com redução de
custos e aprimoramento dos processos.
"Com a tecnologia, conseguimos diminuir
o volume de papel. Para chegar ao seguro
sem papel, utilizamos digitalização
de documentos, de fotos e orçamentos.
Tudo é armazenado na pasta digital",
observa o superintendente de Informática,
Reinaldo D´Errico.
Mobilidade é outro projeto recente,
já disponível para 120 colaboradores.
A Indiana adotou a integração
de dados e voz por telefone celular para
disponibilizar informações
dos parceiros. Assim, os gestores de negócios
da Indiana passaram a ter acesso às
informações em qualquer parte
do País.
O "seguro digital" é outro
projeto da empresa. A Indiana contabiliza
300 mil apólices, sendo a grande
maioria voltada a automóveis. Com
o "seguro digital", gasta-se menos
de cinco minutos para emitir on-line uma
apólice, totalmente sem o uso do
papel. "Todas as informações
do segurado são gravadas em mini-CD.
Foi o primeiro passo para a certificação
digital", observa o executivo.
A Indiana começou a estudar o uso
da certificação em janeiro
de 2004. Firmou parceria com a Serasa e,
em dezembro do mesmo ano, emitiu a primeira
apólice com certificação
digital do mercado. O projeto piloto teve
início em 2005 com 10 corretores
da cidade de São Paulo.
Graças à ferramenta de Business
Intelligence (BI), a Indiana transforma
informação em conhecimento.
Com projeto vigoroso que abrange planejamento,
marketing, auditoria, jurídico, sinistros,
técnica e outros, a companhia tem
no BI uma ferramenta de tomada de decisão.
"São 50 usuários que
utilizam o sistema para gerar análises
e relatórios. É fundamental
para a condução dos trabalhos",
observa D´Errico.
A telefonia IP (VoIP) demandou investimentos
de US$ 250 mil e 90% dos funcionários
na matriz paulistana mantêm fluxo
constante de voz, dados e imagens via banda
larga. Nas filiais, 50% dos colaboradores
também utilizam VoIP. "Queremos
concluir todo o projeto ainda em 2006 e
reduzir os custos de telefonia em 15%",
finaliza o superintendente.
|