Dados do Setor
  Bancarização
  Arrecadação
  Transações Bancárias
 Revistas
   CIAB FEBRABAN
   CIAB FEBRABAN Ed.1
   CIAB FEBRABAN Ed.2
   CIAB FEBRABAN Ed.3
   CIAB FEBRABAN Ed.4
   Catalogo CIAB 2006
 CIAB FEBRABAN 2006
  Palestras CIAB 2006
  Sugestões CIAB 2007
  Keynote Speakers
  NewsLetter
  Artigos
  Localização
  Informações Gerais   
 Programa do Evento
  Dia 21 de Junho
  Dia 22 de Junho
  Dia 23 de Junho
 Expositores
  Participantes
  Mapa do Evento
  Downloads
  Visita à Exposição
 Imprensa
  Releases Evento
  Release Expositor
  Coletivas no CIAB
  Credenciamento
 CIAB Anteriores
  CIAB FEBRABAN 2005
  CIAB FEBRABAN 2004


Apólice digital

Certificação digital, processamento de imagens, Business Intelligence e VoIP são algumas das tecnologias que a Indiana Seguros, uma das principais empresas do Brasil neste segmento, adotou nos últimos anos. Perto de completar 63 anos de existência e com background de 300 mil apólices, a companhia não poupou investimentos para lançar mão das mais recentes inovações tecnológicas para gerir seu negócio: foram R$ 14 milhões de 2003 a 2005. Para 2006, os investimentos podem chegar aos R$ 6 milhões. O reflexo desta automatização é evidente: a Indiana tem perto de 500 funcionários e emite 10 vezes mais apólices do que há dez anos. Fora tecnologia, a seguradora tem aplicado consideráveis somas em recursos humanos e marketing.

O case da Indiana, na voz do seu presidente, Guilherme Afif Domingos, será uma das atrações do Ciab Febraban 2006. O executivo da Indiana também falou para a Revista Ciab Febraban sobre os planos de sua empresa.


Revista Ciab Febraban 2006 - O senhor acredita que a tecnologia pode eliminar totalmente a papelada dentro de uma seguradora?
Guilherme Afif Domingos - Sim. É o nosso foco. Nossa estratégia está consolidada há 10 anos na desburocratização do seguro, e não na informatização da burocracia. Os benefícios devem ser sentidos gradualmente nos próximos anos. A Indiana acredita que o corretor e o segurado ganharão tempo, pois o processo de emissão de apólice, feito em 15 dias, acontecerá em 15 minutos. Outra vantagem para o segurado é que poderá visualizar todas as informações referentes ao seu contrato e assinar o seu perfil, tudo pela Internet.

RCF 2006 - Pode-se dizer que a tecnologia vem balizando os negócios da Indiana nos últimos anos?
GAD - Sim. Tomamos a decisão histórica em 1995. Traçamos aí a grande virada da companhia. Apostamos em tecnologia como estratégia, e não como investimento operacional. Se tivéssemos decidido errado, perderíamos seis meses de desenvolvimento, mas se acertássemos ganharíamos dez anos. Na contramão do mercado segurador que investia em grandes mainframes para informatizar a burocracia, acreditamos e partimos, na época, para o Windows NT, hoje XP. E ganhamos!

RCF 2006 - Como está o mercado brasileiro de seguros? O consumidor brasileiro já adquiriu a cultura de "comprar seguros" ou ainda falta evangelizá-lo neste sentido?
GAD - Sim, falta uma evangelização. Porém, o que ainda atrapalha o consumo de seguro no Brasil é o baixo poder aquisitivo do brasileiro. Se nós olharmos nos últimos anos o crescimento do comércio e do consumo de bens em geral, estão diretamente ligados ao crediário. E este, depois de muito tempo de ausência, voltou com força em prazos mais longos e prestações menores que cabem no orçamento apertado de cada um. O seguro vai ter de seguir essa tendência. O seguro tem de garantir as conquistas que o crediário proporcionou ao cidadão, seja através do seguro do bem adquirido ou do seguro de vida, não o de morte.

RCF 2006 - Qual a porcentagem da população brasileira que compra apólices?
GAD - Pesquisa realizada pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização) indica que 62% dos homens e 38% das mulheres economicamente ativos têm algum tipo de seguro no Brasil.

RCF 2006 - Pela sua experiência, o que mudou no perfil dos clientes nos últimos anos?
GAD - Os consumidores aprenderam sobre seus direitos. São cada vez mais exigentes. Sabem o valor das coisas e cobram mais. Querem ler as condições gerais, questionam os corretores de seguros quando surgem dúvidas e nos ligam na central de atendimento quando algo acontece.

RCF 2006 - A Indiana possui cerca de 300 mil apólices e registrou crescimento de 17% em 2005. Quais as expectativas de crescimento?
GAD - A Indiana trabalha com cerca de três mil corretores de seguros.
Apostamos no relacionamento com esses parceiros para continuar crescendo no mercado. Investimos em serviços com diferenciais tecnológicos, produtos novos, campanhas de incentivo e treinamento de colaboradores, sempre priorizando a redução de custos operacionais aos nossos corretores. As perspectivas para 2006 são de melhoria no mercado segurador, o que leva a companhia a projetar crescimento de 17% sobre 2005.

Seguro
High Tech

Disputar um mercado que movimenta R$ 250 bilhões como o segurador, necessita muito mais do que apenas investir em TI. É preciso aplicar em tecnologias que transformem informação em conhecimento. É o que a Indiana Seguros faz nos últimos anos. O resultado se evidencia com redução de custos e aprimoramento dos processos.
"Com a tecnologia, conseguimos diminuir o volume de papel. Para chegar ao seguro sem papel, utilizamos digitalização de documentos, de fotos e orçamentos. Tudo é armazenado na pasta digital", observa o superintendente de Informática, Reinaldo D´Errico.

Mobilidade é outro projeto recente, já disponível para 120 colaboradores. A Indiana adotou a integração de dados e voz por telefone celular para disponibilizar informações dos parceiros. Assim, os gestores de negócios da Indiana passaram a ter acesso às informações em qualquer parte do País.

O "seguro digital" é outro projeto da empresa. A Indiana contabiliza 300 mil apólices, sendo a grande maioria voltada a automóveis. Com o "seguro digital", gasta-se menos de cinco minutos para emitir on-line uma apólice, totalmente sem o uso do papel. "Todas as informações do segurado são gravadas em mini-CD. Foi o primeiro passo para a certificação digital", observa o executivo.

A Indiana começou a estudar o uso da certificação em janeiro de 2004. Firmou parceria com a Serasa e, em dezembro do mesmo ano, emitiu a primeira apólice com certificação digital do mercado. O projeto piloto teve início em 2005 com 10 corretores da cidade de São Paulo.

Graças à ferramenta de Business Intelligence (BI), a Indiana transforma informação em conhecimento. Com projeto vigoroso que abrange planejamento, marketing, auditoria, jurídico, sinistros, técnica e outros, a companhia tem no BI uma ferramenta de tomada de decisão. "São 50 usuários que utilizam o sistema para gerar análises e relatórios. É fundamental para a condução dos trabalhos", observa D´Errico.

A telefonia IP (VoIP) demandou investimentos de US$ 250 mil e 90% dos funcionários na matriz paulistana mantêm fluxo constante de voz, dados e imagens via banda larga. Nas filiais, 50% dos colaboradores também utilizam VoIP. "Queremos concluir todo o projeto ainda em 2006 e reduzir os custos de telefonia em 15%", finaliza o superintendente.