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O
seguro sem papel
Representantes
de seguradoras do Brasil e da Espanha mostraram,
no Ciab Febraban 2006, como a tecnologia
pode aumentar competitividade e facilitar
a vida dos clientes
Tecnologia
como diferencial de competitividade. Esta
foi, em síntese, a mensagem do presidente
da Indiana Seguros, Guilherme Afif Domingos,
que marcou presença no Ciab Febraban
no painel "Aplicações
de TI em seguradoras", dia 22. Foi
graças à aplicação
intensiva da TI que a Indiana, uma seguradora
média, conseguiu sobreviver e crescer
num mercado cada vez mais dominado por grandes
players.
Afif
apresentou a trajetória da empresa
a partir da adoção mais intensa
da Tecnologia, em 1995, com o uso de Windows
em plataforma baixa, até a conquista
do título de primeira seguradora
brasileira totalmente "paperless"
(sem uso de papel), com apólices
emitidas a partir de assinatura digital.
O
presidente da Indiana lembrou que a introdução
da inspeção eletrônica
foi fundamental para eliminar uma prática
"altamente corrosiva em termos de fraudes"
e dar mais agilidade às operações.
O "olho eletrônico" foi
introduzido em 1995, a partir de um modelo
copiado integralmente de uma companhia americana,
com câmeras VHS e internet discada.
Depois, vieram as primeiras câmeras
digitais (verdadeiros "trombolhos",
caras, grandes e pouco eficientes, como
conta Afif), as câmeras mais modernas
usadas atualmente, com trasmissão
por Internet banda larga e, finalmente,
os celulares com câmeras. O custo
e o risco de se apostar em novas tecnologias
que, muitas vezes ainda não se firmaram
no mercado tem sido recompensado pelos bons
resultados da Indiana.
Atualmente,
as apólices são geradas em
apenas três minutos. E todas as operações
são notificadas, on-line, aos corretores.
Em 2005 a companhia emitiu 300 mil apólices
e espera fechar esse ano com um crescimento
de 19,5%. "TI não é despesa.
É investimento estratégico",
conclui.
Representando
o presidente da Sanitas, John de Zulueta,
o consultor José Angel Galán,
da DMR Consulting, apresentou o seguro sem
papel na Espanha.
A
Sanitas realiza, todos os anos, 12 milhões
de operações. Desse total,
nada menos que 91% são realizadas
remotamente, por cartão, e o restante
(9%) presencialmente - basicamente operações
em regiões mais afastadas dos grandes
centros.
A
realização das operações
eletrônicas, explicou Galán,
proporciona muito mais agilidade e conta
com grande aprovação entre
os médicos. Operação
feita pela Internet está menos sujeita
a erros de preenchimento de guia, por exemplo
- o que implica liberação
mais rápida dos pagamentos por serviços
realizados. "O que é eletrônico
não se discute, se paga", concluiu
Galán.
Um
dos destaques da Sanitas é o chamado
Médico Virtual, serviço pelo
qual os usuários têm acesso
a consultas on-line com médicos -
o médico está "do outro
lado da linha", respondendo em tempo
real as perguntas dos clientes da empresa.
As dúvidas mais freqüentes são
em relação à forma
como seguir um tratamento e às formas
de se prevenir de doenças sexualmente
transmissíveis
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