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A
Indústria Bancária: Uma Visão para 2020
Considerando
o cenário de integração
regional da América Latina, bem como
as circunstâncias do processo de globalização,
analisemos, a seguir, as condições
de sobrevivência dos bancos brasileiros.
Acredito que a configuração
dos bancos brasileiros, para os próximos
20 anos, cristaliza-se num desenho de forte
dependência de alguns fatores, a saber:
Uma condução bem sucedida
do processo de integração
da América Latina, na medida em que
tal processo levaria os bancos brasileiros
a liderar a integração financeira,
em função de sua alta especialização.
Tal movimento ensejaria a criação
de uma moeda própria da América
latina (nos moldes do Euro) sob a liderança,
sem dúvida, destes bancos.
Propiciaria também o surgimento de
instrumentos e produtos próprios
de investimento, dando fôlego ampliado
ao previsível processo de expansão
e crescimento dos bancos brasileiros no
cenário internacional e globalizado.
Isto na medida em que estariam asseguradas
as premissas de competitividade - exigidas
pela concorrência internacional -
tanto em função da escala
que se atingiria, como pela própria
tecnologia e experiência, acumuladas
no País, em inventar e operar um
banco em conjunturas extremamente voláteis
e de alto risco.
Outro fator determinante de sucesso futuro
para os bancos é um crescimento econômico
com distribuição de renda,
de modo a dar sustentabilidade e acesso
aos produtos e operações bancários
para uma ampla camada da população,
reduzindo os riscos e viabilizando a inclusão
de milhões de novos consumidores
bancários.
A automação crescente da sociedade
exigirá a criação de
alternativas, regionais e locais, de desenvolvimento
sustentado, devendo caminhar para um modelo
com milhares de núcleos, pólos
ou arranjos produtivos, com valor diferenciado
na produção e geração
de riquezas a partir das vocações
e condições locais.
Este processo, combinado com o estímulo
de setores tecnológicos portadores
de futuro (tais como TIC, biotecnologia,
biomassa, fármacos, nanotecnologia
e tecnologias agrícolas e de alimentos)
poderá assegurar um lugar na forte
arena econômica competitiva que se
vislumbra para os próximos 20 anos.
Fora das perspectivas acima apresentadas,
as alternativas de cenários para
os bancos brasileiros deixam pouca margem
para o otimismo. De modo que o futuro destes
bancos mostra-se, de fato, condicionado
e dependente do transcorrer e da condução
dos fatores mencionados. À parte
tal perspectiva pode ser resumir o atual
quadro com os seguintes insights:
Risco de Eliminação
Em primeiro plano, descortina-se um virtual
cenário de consolidação
radical e aceleração do processo
de concentração de renda.
Movimento este que é direcionado
pelos grandes bancos internacionais, com
a eliminação dos bancos regionais
da América Latina. Na melhor da hipóteses,
com a previsão de apenas alguns sobreviventes
nacionais, em regime de fusão ou
troca de ações.
Mega Bancos
Em paralelo, caminha-se para a formação
de mega bancos. Aliás, se compararmos
o processo de consolidação
bancária com o de outros setores
(alimentação, tecnologia,
transportes aéreos, defesa, etc)
estamos apenas começando este processo
que, de uma forma ou de outra, se aprofundará
nos próximos 20 anos.
Resta saber se tal aprofundamento se dará
com a participação ou a exclusão
dos bancos brasileiros.
Avanço no Próprio Terreno
Mas existe um cenário plausível,
no qual os Bancos Brasileiros podem conquistar
uma fatia do mercado internacional. Neste
caso, estariam iniciando tal processo com
a consolidação em seu próprio
território, a América Latina,
e partindo para disputar novos mercados
internacionais, com a vantagem da eficiência
e inovação adaptativa para
atuar e gerir situações e
cenários conjunturais de volatilidade.
Seria, portanto, um erro estratégico
irreversível subestimar a importância
da formação e consolidação
- de forma independente - dos blocos econômicos
regionais na dinâmica competitiva
das indústrias bancarias nacionais.
E inclui-se aí, especialmente, o
caso do Brasil e toda a América Latina
e Caribe.
DESINTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA
Da mesma forma que teremos avançado
na integração internacional
do mercado financeiro (através da
formação dos blocos econômicos
regionais e globais, ou ainda, através
dos mega bancos pós-fusões
intercontinentais), estaremos também
convivendo em um cenário onde as
empresas, de diferentes setores da economia,
se articularão em iniciativas de
integração da cadeia de valor,
criando, em muitos casos, os próprios
sistemas financeiros e instrumentos de financiamento
da produção e de suas atividades.
Desta forma, assistiremos a um forte deslocamento
das tradicionais operações
de empréstimos para instrumentos
de financiamento mais sofisticados do mercado
de capitais. Aí irá prevalecer
uma tendência de se compartilhar os
riscos entre os participantes e colaboradores
de determinada operação, estruturada
no "marketplace" , podendo, ou
não, os bancos participarem da operação.
Estará, assim, caracterizado um fenômeno
de desintermediação financeira.
Os bancos que não perceberem estas
mudanças e se recusarem a ampliar
os seus serviços, e modo de atuação,
poderão ficar fora das grandes articulações,
acordos e alianças.
Articulações, acordos e alianças
que se estabelecerão em torno de
cadeias verticais inteiras da economia local,
regional e global. E chegarão, inclusive,
às novas comunidades que se constituem
por identidade e afinidades, surgidas a
partir das recentes facilidades de comunicação
e agregação disponibilizadas
pelas novas mídias (tais como o Orkut,
os blogs, o e-mail, as home-pages, os portais
interativos etc), além do celular
e, mais futuramente, da tv digital.
Os portais poderão estar ancorados
por grupo de empresas de determinada cadeia
de valor, por associações
de interesses complementares, por clusters
de produção e por arranjos
produtivos regionais. Os quais se interligarão
com outras formas de colaboração,
tais como grupos ou comunidades de pessoas
físicas com afinidades e identidades
no espaço eletrônico.
Todo este processo se tornará viável
em função da convergência
dos meios de comunicação (dados,
voz e imagem) com tecnologias moveis e interativas,
através da Internet. Esta deverá
estar presente e incorporada definitivamente
na vida das pessoas e nos objetos móveis
(veículos, animais), bem como nos
utilitários e locações
(eletrodomésticos, vending machines,
escritórios e residências),
e ainda em confluência com a TV digital.
A Fidelização do Cliente
As estratégias de fidelização
dos clientes serão cada vez mais
complexas, exigindo mudanças profundas
no modelo de negócio e de abordagem
que os bancos realizam atualmente.
Todas as facilidades e conveniências
dos canais de acesso serão transformadas
em commodities, não constituindo
em diferencial para garantir a fidelidade.
As taxas de serviços bancários
tradicionais sofrerão forte concorrência
e também se nivelarão.
As taxas de juros, com a melhoria dos sistemas
de riscos e com a integração
dos blocos econômicos, tendem a se
reduzir, ampliando a oferta de crédito
e recursos para os clientes.
Os clientes exigirão, cada vez mais,
que os bancos - ou as recentes formas de
organização da economia digital
- solucionem as novas dificuldades do terceiro
milênio (emprego, ambiente, educação
e segurança). Valendo o mesmo para
as novas dificuldades colocadas para o cotidiano
da clientela, o que levará aos bancos
(se desejarem, de fato, manter a fidelidade
dos seus clientes) a buscarem associações
em diferentes estruturas econômicas
digitais, multifuncionais e de multi-propósitos;
de modo a garantir presença e participação
de mercado. Isto implicará em uma
mudança radial no atual paradigma
de segmentação de clientes
e mercado adotada pelos bancos.
A Necessidade do Risco
A habilidade de se tomar riscos e manter
sob controle suas carteiras de negócios
será, sem dúvida, fator crítico
de sucesso.Conforme foi colocado anteriormente,
o processo de migração das
tradicionais operações de
empréstimos bancários para
operações estruturadas mais
complexas exige uma posição
mais agressiva com relação
á tomada de riscos; além de
maior participação e colaboração
direta nos negócios dos clientes
.
Ou seja: os tomadores de risco sobreviverão
se conseguirem atuar em sintonia com as
novas exigências dos clientes. Isto
leva à necessidade de se alterar
o seu modelo de negócio, compartilhando
de forma mais profunda o sucesso ou o fracasso
dos clientes. E estando estes, agora, compreendidos
em uma comunidade que se agrega em torno
de um objetivo, ou uma identidade de valor,
ou em função de uma necessidade
ou desejo compartilhado.
Esta demanda de tomar riscos exigirá
dos bancos a incorporação
das ferramentas de riscos em tempo real,
em todos os níveis da organização,
em todos os canais, em todos os pontos de
interação e integração
com as novas estruturas da economia digital
e com os clientes.
Vamos assistir a um forte processo de descentralização
de análise de riscos em função
dos avanços das ferramentas e modelos
de avaliação e controle de
riscos.
Estamos falando de ferramentas de identificação
precisa, utilização em massa
de biometria, complexas ferramentas de certificação
e autenticação de documentos,
como também de redes neurais e algoritmos
complexos para calcular a freqüência
esperada de inadimplências ou mitigar
potenciais riscos operacionais.
Avanço Tecnológico
O alto grau de integração
que atingiremos, através do mundo
web, introduzirá um novo paradigma
no desenho e administração
das infra-estruturas tecnológicas
que suportam os negócios bancários
e financeiros.
As fronteiras físicas das instalações,
o planejamento de capacidade, os planos
de continuidade de negócios, os procedimentos
monitoração, atualização
e gestão dos ativos na rede sofrerão
profundas mudanças. Mudanças
que serão necessárias se adaptar
a um modelo onde não se estabelece,
de forma nítida, o começo
e o fim de uma estrutura tecnológica.
Ou mesmo o começo e o fim de um software
aplicativo orientado a serviços.
O ponto de partida e de chegada da infra-estrutura
e seus aplicativos passa ser toda a Rede
Web de amplitude mundial.
As
aplicações tecnológicos
se integrarão no mundo web , interagindo
com milhões de servidores, ficando
dependentes e vulneráveis a milhares
de empresas de telecomunicações,
serviços de hospedagem, serviços
de aplicativos e infra-estruturas compartilhadas.
Configura-se, assim, um cenário de
infra - estruturas amorfas , onde a qualidade,
a continuidade dos negócios e os
níveis de serviços deverão
estar assegurados pela evolução
acelerada dos facilitadores tecnológicos
que continuarão a evoluir nos próximos
20 anos. E deverão ser propriedades
intrínsecas e organicamente incorporadas
na "genética de projeto, fabricação
e implantação" de todos
os elementos que comporão esta complexa
infra-estrutura.
Estes avanços tecnológicos
viabilizarão grandes transformações,
a saber:
- Reconhecimento
e domínio integral de imagens,
permitindo a eliminação
do uso de documentos bancários
em papel.
- Os
procedimentos de back-office caminharão
para a extinção, não
devendo mais fazer sentido manter o
processamento dos contratos , cheques
e documentos, no atual paradigma, por
uma questão de custos, viabilidade
tecnológica e a impossibilidade
de se acompanhar as demandas de integração
que serão solicitadas pelos clientes.
-
Haverá comunicação
natural por imagem e som, permitindo
a criação de serviços
interativos e viabilizando, de fato,
a presença do banco em qualquer
lugar e em qualquer hora junto aos clientes,
ao vivo e a cores.
- A
alta capacidade de processamento e armazenamento
viabilizará sofisticadas aplicações
de multimídia, reconhecimento
e síntese de voz, realidade virtual,
processamento de imagens, inteligência
e vida artificial e reconhecimento de
padrões.
- Haverá
uma integração em tempo
real dos ambientes tecnológicos
de processamento transacional e o ambiente
de processamento analítico (os
imensos bancos de dados, datawarehouse
ou silos de informações).
Ou ainda, poderíamos afirmar
que o ambiente em tempo real será
ao mesmo tempo transacional e analítico,
viabilizando maior eficiência
na tomada de decisão e alta velocidade
na autorização e gestão
de créditos e demais serviços.
Esta integração em tempo
real será extensiva ao "marketplace"
amorfo,criado pela integração
das aplicações orientadas
a serviços, viabilizando painéis
eletrônicos de indicadores multidimensionais
em tempo real associados aos clientes,
negócios, produtos,operações
e tecnologia.
- Os
principais sistemas aplicativos deverão
estar adaptados ou substituídos
por soluções totalmente
componentizadas e orientadas a serviços,
de modo a viabilizar os processos de
integração que serão
demandados em alta velocidade.
- A
base mundial de computadores sofrerá
um crescimento exponencial até
2020 e praticamente estará incorporada
de forma definitiva na vida e nos objetos
dos clientes. E com a capacidade de
processamento de um simples telefone
celular ou mesmo de um cartão
será possível viabilizar
todos os serviços descritos neste
documento.
- A
queda dos custos dos insumos tecnológicos
será intensa, mas por outro lado,
o consumo também crescerá
de forma exponencial.
- Aprenderemos
a conviver com os autômatos inteligentes.
Estes serão integrados nos objetos
moveis e imóveis, conforme mencionado
acima, que incorporarão chips
de circuito integrado. Através
de sistemas sofisticados de sensores
tais utilitários se adaptarão
a condições diversas e
estarão "plugados"
na rede Web, 27 horas x 7 dias. E desta
forma integrados aos mais complexos
e sofisticados sistemas aplicativos
e de serviços em tempo real da
rede mundial.
- A
educação virtual, á
distancia, estará viabilizada
para milhões de novos entrantes.
E em que pese não ser esta a
condição suficiente para
inclusão das camadas excluídas
da população, é
com certeza condição necessária
e obrigatória.
- Os
bancos terão que desenvolver
serviços de suporte para as pessoas
e empresas que optarem pelo tele-trabalho,
tele-medicina, tele-advocacia e todos
os serviços executados de modo
remoto, que se tornarão viáveis
graças aos avanços tecnológicos.
- Com
as novas tecnologias de imagem, realidade
virtual e simulações,
bem como os processos de integração
de cadeias de valor, teremos profundas
mudanças na arena de comercio
eletrônico B2B, U2B, G2G, U2G,
G2B,U2U. Isto vale para todas as novas
combinações que surgirão
e se consolidarão, envolvendo
todos os setores da sociedade tais como:
judiciário ( U2J,B2J,J2G) e legislativo
(U2L,B2L,G2L,J2L), viabilizando consultas
para a sociedade de forma instantânea
e criando relações e vínculos
bilaterais ou multilaterais de comércio
entre diferentes comunidades .
- Todo
este processo de expansão das
operações comerciais deve
ser acompanhado pelos atuais Bancos,
sob pena de se criar grandes oportunidades
para a consolidação de
novos entrantes. Pois atrás de
cada operação comercial
se encontra uma operação
de pagamento e recebimento, ou ainda,
uma operação de financiamento
ou empréstimo; ou uma operação
de mutuo; ou uma operação
estruturada envolvendo recebíveis;
ou uma operação estruturada
envolvendo participação
nos negócios do cliente, bem
como da própria cadeia de valor
que estará se organizando - e
se integrando - para enfrentar os novos
desafios competitivos de seu setor econômico
de atuação.
A Virtualização do Dinheiro.
Conforme colocado anteriormente, haverá
um forte processo de desintermediação
financeira, em função de diferentes
fatores e potenciais já descritos.
No entanto, talvez uma das grandes ameaças
- e oportunidades - que se vislumbram está
associada ao fenômeno crescente de
virtualização do dinheiro.
Na realidade, os avanços do sistema
financeiro, nos últimos 30 anos,
na arena de meios de pagamento, consolidaram
as redes globalizadas de pagamentos Visa,
Mastercard e American Express. Tais redes
se preparam, neste momento, para a abertura
de capital, em uma forte tentativa de mitigar
os riscos operacionais e judiciais a que
estão sujeitas. Tanto em função
de fortes mudanças nos marcos regulatórios
dos sistemas financeiros de todo o mundo
quanto devido à reação
das grandes associações e
grupos empresarias do varejo mundial ás
políticas e práticas destas
bandeiras, gerando um alto volume de potenciais
passivos judiciais.
Também podemos afirmar que o cartão
plástico magnético se consolidou
definitivamente com meio de pagamento de
débito associado à conta corrente,
viabilizando a ampliação das
redes de caixa automáticos ( ATMS)
e as redes de POS para TEF para pagamento
de contas e compras em geral.
Mais recentemente, se introduziram novas
tecnologias de identificação
e autenticação, baseadas em
certificados digitais, tokens, passwords
dinâmicas e biometria, com o objetivo
de viabilizar mecanismos seguros para o
uso da Internet como plataforma e canal
seguro para transações comerciais
e bancárias, como pagamentos ou transferências
eletrônicas.
Este processo de evolução
das tecnologias de identificação,
principalmente os processos de identificação
biométrica, deverão viabilizar
o dinheiro virtual, eliminando a necessidade
de cartão plástico, ou cartões
inteligentes, que ficariam restritos a uma
solução de porta moeda eletrônica
para pagamento de pequenos valores e troco.
Desta forma, a biometria viabilizará
a expansão dos sistemas de pagamento
e micro-pagamento, compensação
e liquidação financeira, já
em operação na Internet, e
que serão, ao longo dos próximos
anos, aperfeiçoados com relação
ao marco regulatório. Incluem-se
aí as fundações fiscal
e tributária, na medida em que são
modelos sem fronteiras físicas, exigindo
acordos e protocolos entre grupos de interesse
e, nos caso mais universais, entre países
ou blocos econômicos.
Estes modelos deverão se expandir,
através da sua adoção
por comunidades ou cadeias de valor, que
combinarão um sistema de pagamento
virtual com processos de liquidação
e compensação tradicionais,
mas por resultados líquidos , reduzindo
gradativamente o fluxo bruto financeiro
em circulação no sistema financeiro
tradicional.
Este processo se apresentará de forma
desigual e diferenciada, dependendo do grau
de confiança e integração
das comunidades de usuários ou empresas
que participam de determinada iniciativa.
Tal cenário está assim colocado
para que os bancos criem e disponibilizem
mecanismos para que cada grupo de interesse
econômico, e potenciais clientes,
possam configurar o seu sistema financeiro
virtual próprio. Com as suas próprias
regras de garantias, limites bilaterais,
mecanismos de liquidação,
critérios de avaliação
de riscos e diferentes tipos de pagamento
virtual. De forma que se estabeleça
e crie a oportunidade para diferentes modalidades
de relacionamento e participação
na nova arena de negócios da economia
digital.
Exigências do Marco Regulatório.
O alto nível de integração
e o surgimento de novos intermediários,
na arena do sistema financeiro exigirão
profundas mudanças no "framework"
regulatório.
Os sistemas de pagamento virtuais deverão
ter um alto nível de auto-regulação,
delegando para os responsáveis da
estrutura de governancia estabelecida, responsabilidade
de fiscalizar eletronicamente e punir potenciais
desvios ou fraudes, como também atribuindo
punições no caso de negligencia
no dever de diligencia.
Por sua vez nos Bancos não haverá
mais espaço para faltas de controle
ou desvios de regras e parâmetros
de conformidade.
Os bancos que não atingirem um limite
mínino de maturidade nos fatores
de conformidade não terão
condições de permanecer na
arena Apenas, o que de fato será
novidade, é que esta régua
mínima mudará em uma velocidade
muito grande, a tal ponto que poucos terão
condições de acompanhar em
um cenário de integração
regional ou global.
Tem se um exemplo recente em Basiléia
2, onde pudemos observar o grau de dificuldade
generalizado do bancos em se adequar e usufruir
de um novo patamar de precificação
de riscos e controles operacionais.
7- Conclusão.
As questões estão colocadas
na mesa !
Os Bancos necessitam refletir, com relação
ao seu posicionamento especifico, e tomar
decisões nos próximos anos,
que poderão ser chaves para a sua
consolidação ou eliminação
da arena que está instalada, palco
de ferozes competições de
leões.
As decisões de hoje afetarão,
com certeza, o futuro; e muitas vezes não
se percebe que o time pode também
necessitar de mudanças evolutivas.
Seja como for, o pior cenário para
um banco é ter que conviver - e agonizar
- com o fator surpresa e, neste contexto
que acabamos de descrever, o que não
faltará serão emoções
e inovação.
Portanto que todos se preparem a contento
e que nossos governantes tenham a lucidez
de colaborar e fazer o seu papel para com
o país.
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