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Ciab Febraban 2006 - XVI Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras.

Márcio Cypriano
21/6/06


Bom dia a todos.

Estamos iniciando mais um Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras símbolo da permanente atualização do sistema bancário.

Pelo décimo - sexto ano, a Febraban promove este encontro de uma das indústrias de ponta do Brasil, que cresce e evolui ano a ano impulsionada, sobretudo pelo investimento dos bancos.

Os bancos são o setor que mais investe em tecnologia no Brasil. A pesquisa anual do Ciab Febraban mostra que no ano passado, investiram R$ 4,6 bilhões, um crescimento de pouco mais de 8% em relação a 2004, quando foram aportados R$ 4,2 bi.

O estudo também mostra as perspectivas para 2006, com uma evolução geral de investimento e despesas com TI atingindo 11%. No caso dos aportes com novas tecnologias e infra-estrutura o valor atingiria R$ 5,3 bilhões, sendo que as despesas chegariam a R$ 14,3 bilhões.

Um dado significativo revelado pela pesquisa é que dos R$ 4,6 bilhões investidos em 2005, mais da metade, ou R$ 2,6 bilhões, foi destinado à aquisição de equipamentos - mainframes, PCs, ATMs.

Esse aumento de 20% no investimento em equipamentos reflete o crescimento no número de clientes, impulsionado principalmente pela bancarização.

A tecnologia e a automação foram determinantes para dotar o sistema bancário brasileiro de um grau notável de capilaridade e tornar seus serviços disponíveis à maioria da população. A rede de atendimento em 2005 compreendia 17.515 agências, 9.527 postos de atendimento tradicionais, 27.405 postos eletrônicos e 69.546 correspondentes.

No total, os bancos estendem uma rede de atendimento com 124 mil pontos à disposição de clientes e não clientes, o que torna o sistema bancário brasileiro hoje um dos mais inclusivos do mundo.


A tecnologia tem tudo a ver com essa inclusão. Prova disso é que o número de terminais eletrônicos por milhão de habitantes, da ordem de 768 caixas eletrônicos por milhão de brasileiros, coloca o Brasil em pé de igualdade com países como a França, com 703 terminais por milhão de habitantes; a Itália, com 682 terminais por milhão de habitantes, e a Grã-Bretanha, com 909 terminais, segundo pesquisa do Banco Central recém divulgada.

O número de caixas eletrônicos aparentemente cresceu pouco em 2005 - apenas 5%. Mas esse dado esconde a intensificação da substituição de terminais que realizam uma única função por terminais multifuncionais, contribuindo para um aumento de 10% na quantidade total de transações em todos os terminais.

A expansão do número de transações financeiras a cada ano também é um indicativo da atuação dos bancos enquanto prestadores de serviços para a sociedade. Contas de concessionárias de água, energia, saneamento, telefone e gás, tributos municipais, estaduais e federais, pagamento do FGTS, de aposentados e pensionistas do INSS totalizaram 2,5 bilhões, com um crescimento de 28,5%, em 2005, enquanto que o volume total de transações bancárias registrou expansão de 16,9%.

A utilização de meios eletrônicos como o Internet Banking que cresceu significativamente no ano de 2005 - 55% entre as pessoas físicas e 44% entre as pessoas jurídicas, respectivamente - mostra que os clientes dos bancos são usuários cada vez mais regulares de canais que lhe proporcionam autonomia para realizarem suas movimentações financeiras, sem a necessidade de se dirigirem a uma agência bancária. Esta inovação tecnológica contrapõe e ajuda a explicar o baixo crescimento (apenas 3%) de transações presenciais nos caixas das agências no ano de 2005.

A mesma pesquisa do Banco Central verifica a tendência crescente do uso de cartões como instrumentos de pagamentos, superando a utilização do cheque, mesmo quando incluídos os cheques interbancários, de tal forma que a quantidade de pagamentos por meio de instrumentos eletrônicos já responde por cerca de 85% dos pagamentos que não os pagamentos em dinheiro vivo.

Farmácias, mercados, padarias. Todos esses estabelecimentos estão-se promovendo a bancarização das populações mais pobres. Os correspondentes são uma forma de promoção da cidadania e significam a expansão de novos negócios, mais arrecadação nos municípios em que os correspondentes fincam sua bandeira e mais geração de renda.

Todos esses avanços na prestação de serviços bancários a praticamente todas as camadas da população brasileira e em todo o País seria impossível sem a pesquisa, o desenvolvimento, a utilização e a disseminação por toda a sociedade da Tecnologia da Informação. E nada disso seria possível sem os lucros - geralmente tão criticados - que os bancos têm registrado nos últimos anos.

O Ciab é uma demonstração clara de como os bancos têm reaplicado seus lucros na redução das despesas e no aumento da eficiência, com pesados investimentos em automação, na ampliação dos meios eletrônicos e pagamentos e na ampliação da base de clientes.


Além de um painel do que há de mais atual na área da Tecnologia da Informação e do incentivo à inovação tecnológica, este Congresso também vem se tornando, ano a ano, um fórum de discussão, debate e desenvolvimento não só da Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, como das tendências, estratégias e melhores práticas do negócio bancário.

Sem dúvida, este XVI Ciab trará a todos os seus participantes motivos para reflexão e avaliação que serão estendidos a todas as empresas e organizações aqui presentes. Assim, desejo a todos um excelente Congresso e aos patrocinadores e expositores muito sucesso na parceria com o Sistema Financeiro no desenvolvimento de produtos e serviços cada vez melhores, mais seguros e de menor custo.

Muito obrigado.