Pronunciamento do Presidente da Federação Brasileira de Bancos - Febraban,
Dr. Márcio Cypriano, na abertura do 6º Seminário de Atendimento Bancário,
realizado no dia 12 de agosto 2005, no Hotel Inter-Continental, em
São Paulo.
Bom dia a todos
É
uma grande honra presidir a abertura deste Sexto Seminário
de Atendimento Bancário e quero agradecer, em nome da diretoria
da Febraban, a presença dos representantes do Ministério
da Justiça, do Banco Central, da imprensa e dos Procons de
vários estados.
Gostaria
de salientar este aspecto: esta é uma reunião democrática,
com o objetivo de tomar contato com problemas e buscar soluções,
num ambiente de respeito mútuo e boa vontade.
O
nosso tema é o atendimento bancário.
Todos
os anos, nós agregamos novos e expressivos contingentes de
consumidores. E, todos os anos, nós ampliamos a rede de atendimento.
No encerramento de 2004, já contávamos com quase 100
mil pontos de acesso ao público.
A
nossa base de clientes é estimada em 74 milhões de
pessoas físicas e empresas. As contas de poupança
chegam a 68 milhões.
O
cliente bancário caracteriza-se por um relacionamento contínuo
e sistemático com o Banco. Ele demanda inúmeros produtos
e serviços, com a utilização das mais diferentes
tecnologias.
Os
Bancos também são um dos segmentos da economia com
o maior volume de atendimento à população em
geral. Não há sistema financeiro no mundo com a mesma
variedade e quantidade de serviços prestados a não-clientes.
O
volume de transações bancárias cresce todos
os anos. Hoje, realizamos cerca de 30 bilhões operações,
mais de 50% mais do que realizávamos no ano 2000.
Isso
porque o cliente e o não-cliente acessam serviços
bancários na agência, no correspondente bancário,
na máquina de auto-atendimento, na Internet ou pelo telefone.
As pessoas podem realizar um grande número de operações
relacionadas com sua rotina financeira diária: pode sacar
e depositar, conferir seu extrato, receber seu talão de cheques,
realizar um investimento, pagar suas contas.
Essa
ampla rede de atendimento, a multiplicação de serviços
e produtos, o cuidado constante com a segurança, a fluidez
e a rapidez das operações, exigiram ao longo dos anos
esforços e investimentos que, hoje, alcançam R$ 4,2
bilhões por ano.
O
setor bancário se preparou e hoje pode ser considerado um
símbolo da democracia brasileira. Atende desde cidadãos
com renda mais baixa até as grandes corporações
empresariais.
Com
a recente experiência do Banco Postal, e também com
os correspondentes bancários, praticamente já não
há mais cidadãos excluídos do Sistema Financeiro.
Raras são as cidades neste País imenso que não
tenham acesso aos serviços de um Banco.
Pela
própria dimensão do Sistema, é óbvio
que os Bancos estão permanentemente atentos à qualidade
do atendimento.
A
questão do atendimento é preocupação
permanente e diária dos Bancos. Permanentes também
são as pesquisas que fazemos para avaliação
de nosso desempenho.
Nossos
serviços de atendimento ao cliente, que estão entre
os mais antigos em funcionamento no País, nos dão
a cada dia informações importantes. Em 2005, em sintonia
com a tradição de respeito aos direitos do consumidor,
os principais Bancos anunciaram a constituição de
áreas de Ouvidoria.
Já
temos resultados concretos. Como exemplo, podemos citar os dados
dos registros no Procon de São Paulo, que vêm em queda
constante. Foram 846 registros em 2004. Eram mais de 1 mil em 2001.
Recentemente,
o Procon e a Febraban criaram a Câmara Técnica Financeira.
É mais uma ferramenta no sentido de ampliar os esforços
para a qualidade do atendimento.
Temos
certeza de que o respeito ao consumidor e o serviço eficaz
prestado ao cliente serão dos mais importantes instrumentos
de construção da cidadania plena. Por isso, defendemos
o diálogo permanente.
O nosso objetivo é trabalhar na construção
de parcerias firmes com os representantes dos consumidores e os
órgãos de regulação. Acreditamos que
assim vamos encontrar os caminhos para as soluções
concretas.
Este
Seminário, realizado desde 1998, é mais um passo nesse
intento.
Bom
trabalho a todos.
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