DISCURSO DE WILSON LEVORATO, DIRETOR-GERAL DA FEBRABAN, NA ABERTURA
DO 8º CONGRESSO DE RECURSOS HUMANOS, realizado dia 24 de novembro
de 2005, no Novotel Center Norte
Recursos financeiros e tecnológicos
Bom
dia a todos,
Estar
presente neste 8º Congresso Febraban de Recursos Humanos é
uma grande oportunidade e também uma grande responsabilidade
nestes dias que o sistema financeiro enfrenta questionamentos e
contestações praticamente diárias.
Uma
grande oportunidade porque a tradição deste encontro
demonstra que as exposições, debates e conclusões
do Congresso de Recursos Humanos constituem instrumentos úteis
para a contínua melhora da qualificação e da
capacidade técnica e gerencial do segundo ativo mais valioso
dos bancos - seus colaboradores.
E é
uma grande responsabilidade nestes dias porque o ativo mais valioso
dos bancos - seus clientes - estão cada vez mais conscientes
de seus direitos e, conseqüentemente, cobram sempre mais eficiência
e mais atenção as suas necessidades e conveniências.
Os
clientes, na verdade, exprimem em suas cobranças a percepção
na sociedade de que as empresas têm de ser mais éticas,
mais transparentes, mais justas, mais solidárias.
E os
bancos precisam se alinhar com esses movimentos profundos e disseminados
dos clientes e da sociedade.
Afinal,
os bancos dependem, em primeiro lugar, da satisfação
dos clientes para serem bem-sucedidos em um mercado em que a concorrência
é acirrada. Em segundo lugar, precisam estar atentos aos
sentimentos e anseios da sociedade para antecipar tendências
e posicionar-se para o futuro.
Muitos
anos atrás, os bancos atenderam às demandas da sociedade
pela rapidez na movimentação de recursos assumindo
uma série de serviços que não corresponderiam
à atividade bancária tradicional. Hoje, assistem aos
princípios de um processo de maciça bancarização.
A
resultante desses vetores é uma maior pressão sobre
as estruturas de atendimento, que precisará ser enfrentado,
sobretudo pelas áreas que gerenciam o capital humano dos
bancos.
Na
sua busca permanente de meios de aprimorar os serviços bancários,
tendo como objetivo final a qualidade no atendimento a todos os
públicos, a FEBRABAN e os bancos criaram recentemente uma
Comissão Multidisciplinar dedicada a analisar e dimensionar
corretamente o problema do tempo de atendimento, com medidas que
já estão em fase de implantação e contribuirão
para sua solução.
Mas
a solução só vira com a efetiva colaboração
dos vários segmentos e da identificação, ordenação
e canalização de energias destinadas a criar e a superar
limites e desafios.
Porque
novos desafios virão, na verdade, já estão
chegando às portas das agências bancárias. São
as pessoas com deficiências que cobram seu direito à
plena inclusão na sociedade. E, nas sociedades modernas,
a plena inclusão significa o acesso irrestrito também
aos serviços financeiros. Criar condições adequadas,
reciclar conceitos e relacionar-se consistentemente com novos públicos
é o que efetivamente constitui a melhoria do atendimento
bancário.
São
questões destacadas neste 8º Congresso de Recursos Humanos
da Febraban e que, sem dúvida alguma, trará não
só respostas a novas questões, mas também imporá
a reflexão sobre futuros desafios.
Muito
obrigado e um bom congresso a todos!
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