Discurso do presidente da FEBRABAN, Márcio Cypriano, na abertura
do 5º Seminário de Atendimento Bancário, dia 18/06/04,
no Hotel Inter-Continental.
18/06/2004
Os
bancos trabalham em um mercado de alta competitividade, em que a
satisfação do cliente é a chave do sucesso.
Atentos às tendências, os bancos têm investido,
de modo sistemático, em estruturas dedicadas a conferir elevado
grau de qualidade no atendimento.
A
detecção de insatisfações não
é considerada negativamente, e sim como estímulo e
desafio para melhorias.
Como
sabemos, o Brasil tem hoje um dos sistemas financeiros mais evoluídos
do mundo, cuja solidez está sendo um trunfo para o País
assegurar a confiança dos investidores, sejam internos ou
externos, e dos organismos internacionais.
Essa
condição não só motiva como reforça
a nossa responsabilidade de continuar trabalhando pela melhoria
constante do atendimento. Afinal, sem um elevado padrão de
qualidade nenhum banco conseguiria sobreviver no mercado brasileiro,
cada vez mais competitivo, com forte atuação de grandes
instituições públicas e privadas, nacionais
e estrangeiras.
É
por isso que os bancos acompanham com muita seriedade os indicadores
de manifestações de clientes, que são compilados
pelo Banco Central, pelos Procons e demais órgãos
de defesa do consumidor.
Mesmo
que o volume não seja expressivo, as reclamações
são tratadas com a mais alta prioridade, não só
para saná-las, mas também para dispor de produtos
e serviços cada vez mais completos e ajustados às
necessidades dos clientes.
O
resultado desse esforço pode ser medido pelo balanço
nacional das principais reclamações dos consumidores,
por região do País, que o Ministério da Justiça
divulgou no Dia Internacional do Consumidor. As reclamações
contra bancos aparecem em apenas uma região brasileira, e
ainda assim em modesto oitavo lugar.
Também,
os últimos rankings das cinco instituições
financeiras com maior número de reclamações,
divulgados pelo Banco Central, mostram substancial melhora no atendimento
bancário. As reclamações não chegam
a duas em cada grupo de 100 mil clientes.
O
Sistema mantém uma relação quase diária
com seus clientes, que movimentam mais de 71 milhões de contas
correntes e 62 milhões de contas de poupança. Anualmente
são processadas mais de 23 bilhões e meio de transações
entre depósitos, empréstimos, pagamentos e recebimentos
de todos os tipos de contas, transferências e aplicações
financeiras. Considerada a magnitude desses números, que
se referem ao delicado assunto que é o dinheiro, a quantidade
de reclamações no Banco Central pode, sim, ser considerada
efetivamente muito baixa.
Entendemos
que tal situação é resultado do nosso compromisso
histórico com a qualidade do atendimento.
Aliás,
foi o Sistema Bancário um dos primeiros a criar um Serviço
de Atendimento ao Consumidor. Foi o "Alô Bradesco",
em 1985, antes mesmo da edição do "Código
de Defesa do Consumidor", estabelecendo uma linha aberta e
direta com o público, para reclamações e sugestões.
A
evolução no relacionamento dos bancos com seus clientes
é resultado do esforço de toda a sociedade. Como o
próprio Ministério da Justiça apontou, cabe
destacar o fortalecimento do controle social do consumidor - cada
vez mais exigente nos quesitos preço, atendimento e qualidade
-, que é fruto da parceria construtiva dos órgãos
de defesa do consumidor com o setor produtivo. Com esse espírito,
afirmamos que o contínuo aperfeiçoamento do atendimento
bancário exige estreitar essa parceria, que norteia o Seminário
de Atendimento Bancário, desde sua primeira edição,
em 1998.
Assim, é com muita honra que recebemos neste evento os representantes
do Ministério da Justiça, do Banco Central, de Procons
de diversas partes do País e dos principais bancos brasileiros,
para um diálogo franco, construtivo e transparente na busca
de soluções sistêmicas e de abrangência
nacional para aprimorar o atendimento bancário.
Muito
obrigado.
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