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O
bom atendimento dos bancos
Aldous
Albuquerque Galletti*
Os resultados do ranking das instituições financeiras com
maior número de reclamações divulgado pelo Banco Central evidenciou
que os bancos estão entre as empresas brasileiras com o menor
índice de queixas em relação ao número de clientes e ao volume
de serviços prestados. No ranking das 10 instituições com
maior número de reclamações, para cada 100 mil clientes o
banco mais reclamado tinha 3,2 reclamações, o que ficou em
quinto lugar registrava uma única reclamação e o 10º lugar
apenas meia (0,52 por 100 mil clientes).
Num sistema que lida com um assunto tão sensível quanto o
dinheiro e que mantém uma relação quase diária com seus clientes,
processando anualmente mais de 18 bilhões de transações entre
depósitos, empréstimos, pagamentos e recebimentos de todos
os tipos de contas, transferências e aplicações financeiras,
o número de reclamações no Banco Central pode ser considerado
efetivamente muito baixo. É bom lembrar que o cliente eventualmente
insatisfeito tem acesso ao serviço de atendimento dos próprios
bancos e ao número do telefone de reclamações do BC para reclamar
disponível nos cartazes obrigatoriamente afixados em todas
as agências e postos de atendimento, e pelos meios de comunicação
que o divulgam permanentemente.
Para aprimorar o atendimento bancário, os bancos investem
cerca de R$ 3 bilhões anualmente em novas tecnologias e disponibilizam
o que há de mais moderno no mundo em serviços de auto-atendimento:
por telefone, caixas automáticos, agências automatizadas e
interligadas on-line real time e Internet. Os sistemas de
débito automático e de débito programado também estão sendo
fortemente divulgados e seu uso estimulado, pois facilitam
a vida dos clientes e reduzem substancialmente as filas nas
agências.
Os bancos também estão realizando convênios que permitem disponibilizar
serviços bancários nos Correios, nas lotéricas, nos supermercados,
postos de gasolina, locadoras e noutros estabelecimentos comerciais.
Essa rede atenderá não só a clientes, mas também a usuários
não clientes que formam atualmente a maior parte das filas
nas agências. Esse é um ponto importante, pois a maior parte
das filas nas agências é formada por usuários não clientes,
que passam a ser atendidos nessa nova rede alternativa, com
mais comodidade, próximo de suas casas ou locais de trabalho,
sem a necessidade de se deslocarem até uma agência bancária.
Existem ainda outras medidas importantes para a redução de
filas, tanto nas agências bancárias quanto no comércio, que
não dependem dos bancos. Entre elas: o arredondamento dos
valores das contas pelos seus emitentes para facilitar o troco,
tornando mais rápido o atendimento nos caixas das agências
e do comércio; e a possibilidade de os consumidores escolherem
a data de vencimento de seus pagamentos, podendo, assim, quitar
o maior número possível de contas de uma única vez, e reduzindo
sua necessidade de ir até uma agência e, conseqüentemente,
as filas.
*Diretor
do Itaú e membro da Comissão de Relacionamento com Clientes
da Febraban
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