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R$ 26,8 bilhões de tributos oneram tomadores de empréstimo

O total de tributos incidentes sobre a intermediação financeira no Brasil atingiu, em 2000, o montante de R$ 26,8 bilhões. O resultado foi obtido em levantamento realizado pela Febraban - Federação Brasileira de Bancos junto a um conjunto de bancos e suas subsidiárias, incluindo financeiras, empresas de leasing, de seguros, de previdência, de capitalização, distribuidoras, corretoras de valores e empresas administradoras de cartão de crédito e de asset management etc, que representam 88,4% dos ativos do SFN - Sistema Financeiro Nacional.

A quantia representa 16,1% da arrecadação de R$ 166,2 bilhões obtida pela Secretaria da Receita Federal no mesmo ano e aproximadamente 2,17% do PNB (base R$1,230 trilhão, segundo dados do BC de outubro).

Desse montante de R$ 26,8 bilhões, os impostos e contribuições sobre a atividade de intermediação financeira somaram R$ 18,9 bilhões, incluindo apenas os tributos que incidem diretamente sobre as operações financeiras - IRF, IOF e CPMF. Os bancos recolheram também R$ 5,4 bilhões referentes a tributos próprios e das subsidiárias - IR, CS, PIS, Cofins e CPMF - e R$ 599,7 milhões de Imposto de Renda na Fonte retido dos acionistas referentes aos juros sobre o capital próprio. Mais R$ 1,8 bilhões referem-se a Imposto de Renda na Fonte - IRF incidente sobre valores pagos a empregados e a terceiros por serviços prestados.


Impostos e contribuições incidentes sobre as instituições financeiras

Ano base: 2000

em R$ bilhões.......................
 
Tributos
Sobre a intermediação financeira
Sobre valores pagos a empregados e a terceiros
Próprios
Sobre os juros do capital próprio pago aos acionistas
Total
IR na fonte
6,4
1,8
0,6
8,9
IOF
1,9
1,9
CPMF
10,5
0,3
10,8
IR
1,3
1,3
Contrib. Social
0,8
0,8
PIS
0,5
0,5
Cofins
1,9
1,9
Total
18,8
1,8
4,8
0,6
26,8
Fonte: instituições associadas à Febraban, cujos ativos representam 88,4% dos ativos totais do SFN- Sistema Financeiro Nacional


O valor eleva-se a R$ 30,8 bilhões, se forem somados os gastos dos bancos com contribuições ao INSS e ao Fundo Garantidor de Créditos - FGC, que atingiram, em 2000, R$ 3,94 bilhões.

em R$ bilhões.......................
 
Contribuições
INSS
3,29
Fundo Garantidor de Créditos
0,65
Total
3,94
Fonte: Relatório da Administração do FGC e Balanço Social dos Bancos, ambos de 2000

Se for somada a receita que os bancos deixaram de obter pela obrigatoriedade de manter recolhimentos compulsórios junto ao Banco Central sem remuneração, esse total alcança R$ 34,3 bilhões - cerca de 3,1% do PNB.

A seguir é apresentado o volume de impostos e contribuições que incidiram sobre a atividade de intermediação financeira, comparativamente com o patrimônio e o lucro líquido do sistema bancário, em 2000.

em R$ bilhões.......................
 
Impostos e contribuições
26,8
Patrimônio Líquido
78,8
Lucro Líquido
7,9
Fonte: Austin Bank

O estudo assinala, em suas conclusões, que a elevada carga fiscal tem grandes reflexos sobre o custo dos empréstimos, reduz a competitividade dos meios de produção, dificulta o crescimento da poupança interna e prejudica o crescimento econômico do País.