|
O
Brasil fez um avanço impressionante na
reforma do seu sistema financeiro, melhorando
sua estrutura administrativa e atualizando seus
sistemas de gerenciamento de risco. Os ativos
do setor financeiro ultrapassam 150% do PIB embora
o crédito para o setor privado permaneça
ao redor de apenas 30% do PIB. O papel do setor
público é muito significativo já
que 40% dos ativos bancários e 25% dos
ativos dos fundos mútuos encontram-se em
instituições públicas. A
dívida do Governo reduziu em 2004, mas
ainda responde por 52% do PIB e representa a maior
categoria de ativo na maioria das instituições
financeiras. Os mercados derivativos cresceram
rapidamente e a BM&F se classifica entre as
dez maiores bolsas de valores de derivativos do
mundo, especialmente em títulos de renda
fixa.
A
regulamentação bancária brasileira
já implementou a supervisão baseada
em risco e estabeleceu uma relação
conservadora de capital, a qual atualmente ultrapassa
16%, deixando espaço suficiente para implementar
o novo acordo com base no capital. Nesse processo,
as práticas de administração
societária e gerenciamento de risco serão
no futuro fortalecidas em todo o setor financeiro.
Um levantamento global entre reguladores e bancos,
incluindo 10 grandes bancos Brasileiros revelou,
em 2004, que os profissionais da área de
risco visualizam quatro áreas como as prioridades
mais importantes: estrutura administrativa (incluindo
padrões contábeis e auditoria);
supervisão baseada em risco previdenciário;
gerenciamento de risco de crédito (especialmente
classificações e fusões de
dados); e gerenciamento de liquidez (especialmente
nos derivativos). O caso da Coréia pode
fornecer critérios e paralelos, especialmente
nessas questões.
Este
seminário de dois dias reúne formadores
de políticas, reguladores, supervisores
e os executivos responsáveis pela área
de risco das principais instituições
financeiras do Brasil, para discutir esforços
conjuntos para posterior atualização
do gerenciamento de risco nessas quatro áreas
prioritárias e para tecer considerações
sobre experiências em melhores práticas
internacionais. O seminário é organizado
conjuntamente pelo Banco Mundial, Banco Central
do Brasil e Febraban.
Público
Alvo
Executivos da área de risco das principais
instituições financeira do Brasil
bem como os formadores de políticas, reguladores,
supervisores e executivos de bolsas de valores.
Idiomas
Haverá tradução simultânea
para o inglês e português.
|