|
Como
toda transformação começa em casa, qualquer
movimento de mudança em direção à
sustentabilidade e responsabilidade corporativa deve se iniciar
na relação entre os bancos e o seu público
interno. Ao estarem diretamente envolvidos com as atividades
e com o cotidiano bancário, os colaboradores são
partes fundamentais de qualquer política estratégica
sustentável. Portanto, estas ações devem
pautar-se, não só pelo envolvimento, mas também
pelo conhecimento dos bancos sobre as características
deste público em especial: suas peculiaridades setoriais,
suas diferenças e diversidades. Este conhecimento é
o primeiro passo no sentido da valorização da
diversidade interna, fundamental para uma gestão afinada
com a sociedade e com seus movimentos.
Nota
sobre o gráfico abaixo
O primeiro conjunto de barras refere-se
à média dos percentuais reportados de
colaboradores por gênero em relação
ao total de colaboradores. Os demais se referem ao
total de colaboradores homens ou mulheres pertencentes
a cada um dos grupos funcionais em relação
ao total de cargos existentes em cada um destes grupos.
Ex.: percentual de homens em cargos de gerência
em relação ao total de cargos de gerência.
|
Colaboradores por cargos e gênero
|
2003
|
2002
|
| Número
de colaboradores |
384.074
|
369.683
|
Bancos
participantes: Em 2003: 40; Em 2002: 38
O total de colaboradores no final do período de 2003
chegou a 389.074. Entre eles, 46% são mulheres, o que
significa uma distribuição por gênero
aproximada da realidade nacional. No entanto, esta distribuição
não se mantém nos cargos de gerência (29,3%)
e de diretoria (11,6%), o que reflete a tendência geral
do mercado brasileiro, onde as trabalhadoras, historicamente,
encontram barreiras para ascenderem na hierarquia das organizações.
É relativamente recente a participação
das mulheres nos altos cargos, mas esta ascensão vem
progredindo continuamente.
Cargos, cor/raça e gênero
Sendo o Brasil signatário da Convenção
111 da OIT (Organização Internacional do Trabalho),
está comprometido com a formulação e
aplicação de políticas nacionais que
tenham por fim eliminar todas as formas de discriminação
e promover a igualdade de oportunidades e de tratamentos em
matéria de emprego e profissão.
Em
2002 foi criada uma Comissão Bipartite para viabilizar
o debate entre bancos e bancários e o compromisso de
ambos com o tema da igualdade de oportunidades no trabalho.
A partir desta, foi instalada uma mesa temática de
negociação, visando discutir os aspectos envolvidos.
Na Convenção Coletiva de trabalho 2002/2003,
além de ter sido formalizada a criação
da Comissão, foi incluída cláusula específica
sobre Igualdade de Oportunidades (n° 52), por meio da
qual bancos e organizações sindicais comprometeram-se
a desenvolver "campanhas de conscientização
e de orientação voltadas a empregados, gestores
e empregadores, no sentido de prevenir eventuais distorções
que levem a atos e posturas discriminatórias nos ambientes
de trabalho e na sociedade de forma geral".
Nota
sobre o gráfico abaixo
O primeiro conjunto de barras refere-se
à média dos percentuais reportados de
colaboradores por gênero e raça em relação
ao total de colaboradores. Os demais se referem ao
total de colaboradores por gênero e raça
peretecentes a cada um dos grupos funcionais em relação
ao total de cargos existentes neste grupo. Ex.: percentual
de mulheres negras em cargos de gerência em
relação ao total de cargos de gerência.
|

Neste sentido, e especialmente nos últimos anos, políticas
empresariais de valorização da diversidade têm
sido implementadas e desenvolvidas por alguns bancos, o que
tem colaborado para a superação dos baixos índices
apresentados por grupos historicamente discriminados no Brasil,
como mulheres e negros.
O
desenvolvimento de políticas para que não haja
desigualdades em relação à remuneração
para homens e mulheres, assim como para negros e brancos que
exerçam a mesma função, em qualquer nível
hierárquico, é prática comum a todos
os bancos que participam deste relatório. Para que
estas políticas de equidade se mantenham é necessário
estar atento a certos aspectos de gestão, como, por
exemplo, o mapeamento da diversidade entre os colaboradores
e um processo sistemático de acompanhamento destas
políticas.
No Brasil, aproximadamente 14% da população
apresentam algum grau de deficiência, o que equivale
a quase 24,5 milhões de pessoas, sendo 9 milhões
em idade ativa, segundo o IBGE. No entanto, segundo pesquisa
publicada em 2003 pela Fundação Getúlio
Vargas com a Fundação Banco do Brasil, num universo
de 26 milhões de trabalhadores formais ativos, 537
mil são pessoas com deficiência, o que representa
apenas 2% do total. Nos últimos anos, muitas vitórias
foram conquistadas no sentido da inclusão deste grupo
e, neste sentido, diversas leis e convenções
foram definidas para garantir o seu acesso ao mercado de trabalho
formal. Entre elas, a Convenção 159 da OIT (Organização
Internacional do Trabalho) e a Lei Brasileira no 8.213/91,
que estabelecem cotas de contratação para empresas
privadas com mais de cem empregados; o decreto no 3.298 de
1999 fixou uma Política Nacional para a integração
de pessoas com deficiência e a Lei no 10.098, que estabelece
normas e critérios para a promoção da
acessibilidade das pessoas com deficiência.
Ao
optar por abrir postos de trabalho para pessoas com deficiência,
rompem-se diversas barreiras que tradicionalmente têm
excluído estas pessoas do processo produtivo. Mas,
apesar das dificuldades enfrentadas, a inclusão destas
em seu quadro de empregados tem criado valor relevante para
as organizações que enfrentam este desafio.
Este tema tem sido, portanto, uma preocupação
crescente entre os bancos.
Entre
aqueles que participaram deste relatório 53% mantêm
programas especiais para a contratação de pessoas
com deficiência. Em torno de 40% deles realizaram adaptações
para dar condições de trabalho para estas pessoas
(como teclados, rampas, móveis, banheiros e bebedouros,
elevadores e programas de computador especiais).
Exemplos de políticas
Alguns
exemplos de políticas que estão sendo debatidas
e já têm sido desenvolvidas por alguns bancos
que participaram deste relatório são:
|
Práticas de diversificação de fontes
de captação de pessoas e grupos pouco
representados na empresa (58%)
Políticas explícitas de não-discriminação
na admissão e na promoção de seus
empregados (73%)
Políticas de capacitação profissional
visando melhorar a qualificação de grupos
usualmente discriminados: negros, mulheres, pessoas
com deficiências e pessoas com mais de 45 anos
(32,4%)
Monitoramento dos quadros de pessoal, buscando a eqüidade
na participação de homens e melhores (30%)
Normas e processos para combater situações
de assédio sexual (79%)
Programas especiais para contratação de
pessoas com deficiência (52,6%)
Adaptações (computadores, móveis,
rampas, banheiros e bebedouros) visando dar condições
de trabalho para pessoas com deficiência (39,5%)
A
grande maioria dos bancos (78%) possui processo sistematizado
para geração de informações
do cadastro de colaboradores e 18% realizam censos anuais
para atualização destes cadastros. Entre
os que possuem sistema ou programa de informações,
65,6% incluem o quesito cor/raça conforme a classificação
utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e 33% dentre os que fazem censo interno anual
ou periódico incluem este quesito, seguindo o
mesmo modelo de classificação.
Neste grupo de bancos, 73% possuem políticas
explícitas de não-discriminação
de qualquer natureza na admissão e na promoção
de seus empregados.
Cerca
de 85% mantêm práticas de diversificação
de fontes de captação de pessoas, visando
incluir no seu quadro de empregados representantes de
grupos pouco representados no mesmo e 32,5% possuem
políticas de capacitação profissional
que visam melhorar a qualificação de pessoas
pertencentes a grupos historicamente discriminados,
como, mulheres, negros e pessoas com deficiência.
Além disso, em torno de 30% deles monitoram seus
quadros buscando eqüidade na participação
de homens e mulheres em cargos gerenciais.
|
Faixa Etária
Número
de colaboradores por faixa etária 2003 - final do período
Segundo
o IBGE 2002, no Brasil cerca de 80% da população
na faixa etária dos 25 aos 49 anos está trabalhando,
representando o maior percentual de pessoas ativas em comparação
com esse percentual nas demais faixas etárias. Os colaboradores
dos bancos que participam da amostra seguem esta tendência
geral do mercado de trabalho brasileiro, com mais de 65% deles
na faixa dos 26 aos 45 anos.
O
número de colaboradores acima dos 45 anos em 2003 apresenta
um ligeiro aumento em relação a 2002, de 17%
para 18%. Os colaboradores homens com mais de 45 anos apresentam
um percentual ligeiramente maior do que as colaboradoras mulheres
desta mesma faixa etária.

Faixa etária e cargos
Os colaboradores com cargos funcionais, onde em geral iniciam
a carreira nos bancos, são os que mais se concentram
na faixa etária mais jovem, dos 18 aos 25 anos. Por
outro lado, nos cargos de gerência e de direção,
que requerem maior experiência, se concentram os que
possuem de 46 a 55 anos, ficando abaixo apenas dos colaboradores
na faixa dos 36 aos 45 anos, conforme tendência nacional
comentada anteriormente. Esta tendência também
se mantém entre os cargos de supervisão, chefia,
coordenação e técnicos de nível
superior, com uma concentração maior (79%) na
faixa de 26 aos 45 anos.
Escolaridade
Escolaridade
2003
A
maioria dos colaboradores possui ensino médio ou técnico.
Mas existe um alto percentual com formação superior,
o que demonstra a valorização deste nível
de escolaridade no setor bancário.

Raça e gênero
Escolaridade
- raça e gênero
As
mulheres possuem maior nível de escolaridade do que
os homens, em torno de 43,5% delas possuem nível superior
completo, em comparação com cerca de 36,5% dos
homens. Estes percentuais refletem o que vem sendo apontado
pelos censos realizados pelo IBGE nas últimas décadas,
que é a maior escolarização das ?mulheres
brasileiras, comparada aos homens do País.

Pessoas com deficiência
Escolaridade
- pessoas com deficiência
Refletindo a existência nos bancos ?de políticas
de ação afirmativa voltadas para a contratação
de pessoas com deficiência, 51% dos colaboradores deste
grupo possuem formação em ensino médio
ou em curso técnico completos, enquanto apenas 21%
possuem ensino superior completo ou pós-graduação.
Estes percentuais deverão se alterar nos próximos
anos, como resultado direto da adesão cada vez maior
a estas políticas.

Desenvolvimento profissional
Os valores apresentados pelos bancos em 2003 apontam, mais
uma vez, para uma preocupação crescente com
o desenvolvimento profissional de seus colaboradores.
O
investimento total em educação, treinamento
e/ou desenvolvimento em 2003 foi cerca de R$ 751,9 milhões,
maior do que em 2002, quando este investimento foi de R$ 529,6
milhões. A média de horas dedicadas ao desenvolvimento
profissional por empregado durante o ano de 2003 praticamente
dobrou de 65 horas para 111 horas, o que representa 71% a
mais em relação ao ano anterior.
| Valor
Investido em R$ mil |
2003
|
| Educação-Treinamento-Desenvolvimento
(COSIF 8.1.7.36.00-1) |
751.865
|
Bancos participantes: Em 2003:37; Em 2002: 35
| Indicador
|
2003
|
| Horas
de desenvolvimento profissional por empregado/ano |
111
|
Bancos participantes: Em 2003:19; Em 2002: 15
| A
Lei da Aprendizagem (n°10.097/2000) estabelece a obrigatoriedade
de que as empresas empreguem, em contratos de até
dois anos, um número de aprendizes entre 5% a 15%
dos empregados, em locais que não sejam prejudiciais
à sua formação e desenvolvimento
além de horários que permitam freqüentar
à escola. |
| Programa
de Trainee e Estágio |
2003
|
| Número
total de estagiários efetivados pela empresa no
período |
2.652
|
| Número
total de trainees contratados pela empresa no período |
137
|
Bancos participantes: Em 2003:26 e 28; Em 2002: 22
| Lei
de aprendizagem |
2003
|
Número
total de adoleslescentes
(idade entre 14 e 18 anos incompletos) contratados no
período |
4.001
|
Bancos participantes: Em 2003: 28; Em 2002: 22
Em
acordo com esta lei e em sintonia com o seu compromisso com
a escolarização da população e
com o desenvolvimento nacional, em outubro de 2003, 150 bancos
privados associados à Febraban assinaram com o Ministério
do Trabalho e do Emprego um protocolo de intenções.
Eles se comprometeram a empregar, dentro do programa Primeiro
Emprego da Juventude, mais de 2 mil adolescentes no âmbito
do Projeto Adolescente Aprendiz, sendo cerca de mil vagas
preenchidas no primeiro ano. Deverão fazer parte do
programa jovens que estejam freqüentando o ensino regular
e que, além de desenvolver atividades nas áreas
administrativas dos bancos, receberão treinamento por
meio de parcerias com entidades especializadas em educação
e profissionalização de jovens. Uma parcela
deles poderá também ter a oportunidade de permanecer
nos bancos após o treinamento.
Entre
os bancos associados à Febraban que participaram deste
relatório, 41% adotaram programas voltados para adolescentes.
Ao longo do ano de 2003, foram contratados por eles 4 mil
adolescentes nestes moldes, cerca de 30% a mais do que em
2002.
Todos
os bancos que participaram deste relatório respeitam
a legislação que proíbe o trabalho infantil.
Exceto em condições de aprendiz, dos 14 ao 16
anos.
De
acordo com a Lei da Aprendizagem, é considerado jovem
aprendiz o adolescente que se encontra na faixa dos 14 aos
18 anos incompletos. Por meio de um contrato de trabalho especial,
ajustado por escrito e por prazo determinado, as empresas
se comprometem a assegurar aos mesmos a freqüência
em programas de aprendizagem, que lhes garantam formação
técnico-profissional metódica, compatível
com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.
Por
meio da Lei do Aprendiz consolidam-se ainda as disposições
da Constituição Brasileira e do Estatuto da
Criança e do Adolescente - ECA, de garantia dos direitos
do menor adolescente, comprometendo as empresas com a transformação
social de jovens, através da sua empregabilidade. Portanto,
por meio desta lei, os bancos assumem o desafio nacional de
promover o desenvolvimento do jovem trabalhador, dentro dos
princípios da sua proteção integral.
Os
bancos respeitam o jovem trabalhador, não empregando
menores de 18 anos em atividades noturnas, perigosas e insalubres.
Entre outras ações, 63% deles possuem políticas
específicas de não contratação
de mão-de-obra infantil inclusas em seus contratos
com terceiros e 18,4% têm procurado discutir com outras
empresas, apresentando propostas práticas para o combate
e prevenção a esta forma de trabalho em seu
setor.
Ainda
na direção do compromisso com o futuro das novas
gerações, 32% dos bancos que participaram do
relatório em 2003 possuem projetos voltados para o
desenvolvimento técnico e psicossocial dos filhos dos
seus colaboradores e em 29% deles estes projetos são
extensivos às crianças das comunidades ao seu
redor, e/ou apóiam o poder público no desenvolvimento
de políticas voltadas para crianças e adolescentes.
Tempo
de Casa
Os bancos apresentaram uma significativa retenção
de seus colaboradores, demonstrada pelo percentual entre os
que se mantêm empregados por mais de dez anos (54%).
Este percentual é relativamente maior entre as mulheres,
o que pode ser conseqüência da aposentadoria diferenciada
entre eles.

Lotação
por dependências 2003
Quase 70% dos colaboradores dos bancos concentram-se nas agências,
PABs e PAPs. Em segundo lugar, 24% encontram-se nas dependências
de infra-estrutura de apoio (como contabilidade, processamento
de dados, serviços administrativos etc).
Lotação
por dependências - por gênero
Entre as mulheres a concentração em agências,
PABs e PAPs é maior do que entre os homens, que por
sua vez possuem maior representatividade nas dependências
de infra-estrutura de apoio.

Lotação
por dependências - por deficiência
Entre os colaboradores com deficiências, 86% dividem-se
entre as agências, PABs e PAPs e as dependências
de infra-estrutura de apoio; 10% deles concentram-se em órgãos
de negócios centralizados (câmbio, open market,
repasses etc); e 4% trabalham na infra-estrutura de apoio
(contabilidade, processamento de dados, serviços administrativos
etc).

Remuneração e benefícios
Os
perfis salariais médios nos bancos apresentaram uma
tendência geral de aumento em relação
aos valores de 2002. Entre os bancos que compõem esta
amostra, 34% realizam pesquisas para medir a satisfação
dos empregados em relação à sua política
de remuneração e benefícios.
Entre
os benefícios concedidos aos seus empregados:
|
95% dos bancos possuem planos de saúde familiar
e 20% oferecem benefícios como planos de saúde
e odontológicos extensivos a parceiros do mesmo
sexo
28% oferecem planos de financiamento para a casa própria
41% oferecem auxílio para educação
dos filhos e 10% oferecem creche no local de trabalho
ou por rede conveniada, todos os demais oferecem auxílio
creche/babá previsto na Convenção
Coletiva de Trabalho
Além disto, 13,5% dos bancos possuem programas
de stock options e em 6,3% deles este programa está
disponível para diversos níveis hierárquicos
da empresa (entre gerentes, superintendentes, diretores,
vice-presidentes e presidentes).
|
Com relação ao programa de participação
nos resultados da empresa:
Entre
os bancos que possuem programas de participação
nos resultados voltados para seus colaboradores, em 80,6%
deles os programas foram estabelecidos por meio de negociação
com comissões de empregados ou com sindicatos e em
conformidade com a legislação vigente.
O
valor total distribuído aos empregados por meio dos
programas de participação nos resultados em
2003 foi de cerca de R$ 1,35 bilhões, entre 304.183
beneficiados. Aos administradores, neste mesmo ano, foram
distribuídos cerca de R$ 100 milhões.
| |
2003
|
| Valores
totais distribuidos aos empregados (R$ mil) |
1.354.948
|
| Número
de empregados beneficiados |
304.183
|
| Valores
totais distribuidos aos administradores |
100.282
|
Bancos participantes: Em 2003:29, 28 e 10; Em 2002: 23, 21
e 8
Benefícios valores financeiros em R$ mil
| Demonstrativo
de benefícios |
2003
|
2002
|
| Valor
total (COSIF: 8.1.7.27.00-3 + 8.1.7.30.60-5) |
3.040.811
|
2.507.379
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 29
Alimentação
custo de alimentação em geral: tiquetes
e restaurantes |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais distribuidos aos colaboradores |
1.364.079
|
1.132.602
|
| Número
de empregados beneficiados |
302.766
|
288.950
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 24
Saúde
assistência médica, convênios e auxílio-doença |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais distribuidos aos colaboradores |
571.377
|
516.994
|
| Número
de empregados beneficiados |
273.099
|
264.455
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 23
Transporte
custo em transporte em geral: vale-transporte, ônibus
etc |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais distribuidos aos colaboradores |
73.162
|
53.333
|
| Número
de empregados beneficiados |
88.400
|
81.895
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 19
Seguros
seguro de vida e de acidentes pessoais pagos pelo banco |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais distribuidos aos colaboradores |
11.465
|
10.838
|
| Número
de empregados beneficiados |
123.140
|
128.504
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 19
Creches
manutenção de creches e auxílio-creche |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais (montante total) distribuidos aos colaboradores |
77.911
|
72.230
|
| Número
de empregados beneficiados |
51.253
|
52.339
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 20
Donativos
Assistenciais
tratamento médico-hospitalar, aparelhos ortopédicos,
cadeiras de roda, exames médicos não cobertos
pelo convênio etc |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais distribuidos aos colaboradores |
5.820
|
4.974
|
| Número
de empregados beneficiados |
1.519
|
1.002
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 4
Outros
Taxa administrativa, ajuda aluguel, licença prêmio,
salário-educação, escolas especiais,
medicamentos; academia de ginática;participação
nos lucros; ajuda de custo; auxílio expatriado;
mudanças; vacinação; segurança
e medicina no trabalho, cultura, deesenvolvimento profissional;
tranferências, auxílio moradia e outros. |
2003
|
2002
|
| Valorores
totais distribuidos aos colaboradores |
26.140
|
22.713
|
| Número
de empregados beneficiados |
81.335
|
52.110
|
Bancos participantes: Em 2003 e 2002: 7
Crédito
imobiliário para empregados
|
2003
|
| Crédito
imobiliário para empregados |
6.437.872
|
Outros
emprestimos a empregados, em condições privilegiadas
(Número de empregados beneficiados)
|
28.890
|
Bancos participantes: 3 e 4 respectivamente
Educação
- Bolsa de estudo
Número de empregados
beneficiados

Demitidos e admitidos por cargo
Segurança
no Trabalho
Quase 63% dos bancos que participaram deste relatório
em 2003 possuem planos e estabelecem metas visando ultrapassar
os seus padrões de excelência por meio de programas
de saúde e segurança para seus associados, visando
aumentar as melhorias voltadas às condições
de trabalho no setor. Desenvolvem campanhas regulares de conscientização
e realizam pesquisas periódicas para aferição
dos níveis de eficácia e satisfação
em relação ao tema.
Alguns
desenvolvem ainda programas voltados para públicos
específicos. Entre eles: Prevenção e
Tratamento para Dependência de Drogas e Álcool
(24%), Saúde da Mulher (27%) e Portadores de HIV (22%).
Voltados
para a saúde de seus colaboradores em geral, 29% deles
promovem exercícios físicos nos horários
de trabalho e 13% desenvolvem políticas de equilíbrio
trabalho-família. Possuem ainda políticas compensatórias
de horas extras 32% dos bancos que participaram do relatório.
Relação com Sindicatos
A relação dos bancos com as organizações
sindicais representativas dos seus colaboradores é
intensa. O setor bancário é um dos poucos segmentos
brasileiros que possuem uma negociação unificada
nacionalmente entre representantes de bancos e de bancários.
Seus instrumentos aplicam-se a um conjunto de empresas e têm
uma única data-base.
As
Convenções Coletivas geralmente tratam de temas
gerais de interesse dos colaboradores e dos próprios
bancos, vinculadas a temas como remuneração,
benefícios, condições de trabalho e formas
de contratação. Para discussões mais
específicas, são criadas comissões bipartites,
que se responsabilizam pelo debate e promoção
de campanhas voltadas para temas diversos: saúde e
segurança ocupacionais, igualdade de oportunidades,
segurança bancária, jornada de trabalho, plano
de cargos e salários, participação nos
lucros e resultados, além de negociarem coletivamente
soluções para problemas relacionados a essas
questões.
Demitidos e admitidos por cargo
Comumente,
nas grandes instituições bancárias funciona
o sistema de carreira fechada, onde a vacância em cargos
superiores desencadeia uma seqüência de promoções
e a reposição é feita na base da pirâmide
hierárquica. Isto fica evidente quando observamos a
variação entre colaboradores admitidos e demitidos
por cargo: enquanto nos cargos de direção e
gerência o número de demitidos foi maior do que
o número de admitidos, nos cargos de supervisão,
chefia, coordenação e técnicos de nível
superior e particularmente, nos cargos funcionais esta relação
se inverte e o número de admitidos é maior.
Taxas
de atração e retenção de profissionais
2003
Apesar disso, comparando-se as formas de recrutamento de profissionais
para o preenchimento de cargos vagos, observamos um equilíbrio
entre os recrutamentos internos e externos: entre as vagas
oferecidas em 2003 pelos bancos (total de 47.313 vagas), 46,6%
foram ocupadas por recrutamento interno, por meio da realocação
de profissionais que já trabalhavam nos bancos, e 53,4%
foram ocupadas por meio de recrutamento externo.
O
turnover entre os colaboradores dos bancos é maior
em cargos de direção (29,11%). Entre os demais
cargos, esta taxa varia entre 7,43% e 8,72%. Foram demitidos
em 2003, 27.165 colaboradores. No entanto, ingressou nos bancos
o número expressivo de 36.729 colaboradores.
Grande
parte dos bancos (76%) demonstrou preocupação
por evitar demissões e, quando inevitáveis,
têm procurado discutir alternativas para tratar do problema
e suas implicações com os colaboradores. Alguns
possuem incentivos para a demissão voluntária
(35%) e oferecem serviços de aconselhamento e/ou recolocação
profissional. A preparação dos colaboradores
é de fundamental importância na retenção
profissional e 70% dos bancos desta amostra têm propiciado
condições de financiar a atualização
profissional, em todos os níveis hierárquicos.

Demitidos por lotação e gênero 2003

Admitidos por lotação e gênero 2003

Preparação para a aposentadoria
Cerca de 54% dos bancos oferecem programas de Previdência
Complementar aos seus empregados. O número total de
empregados inscritos nestes planos é de 287.650, sendo
que 76.023 já gozam desse benefício. O valor
total distribuído aos colaboradores somou R$ 592.134
mil.
|
2003
|
2002
|
| Número
de empregados participantes no programa de orientação
para a aposentadoria (no período) |
2.249
|
2.229
|
Bancos participantes: em 2003: 22; Em 2002: 19
Previdência
Privada
Entre os bancos que qualificaram a sua atuação,
10,5% mantêm programas de orientação para
a aposentadoria. O número de colaboradores beneficiados
foi de 2.249.
|
2003
|
| Valores
totais distribuídos aos colaboradores (em R$ mil) |
592.134
|
| Número
de empregados inscritos nos planos |
287.650
|
| Número
de aposentados em gozo do benefício |
76.023
|
Bancos participantes: em 2003: 23, 23 e 14 respectivamente
|