Clientes

Serviço de Atendimento a Clientes

Dos bancos participantes, 61,4% possuem Serviço de Atendimento a Clientes. Destes 17,5% têm a função de Ombudsman. Quanto às pesquisas de satisfação de clientes, 50,9% dos bancos afirmaram realizá-las periodicamente.

Quantidade
% Reclamação
% de Solução

Solicitações

414.414.441

9,64%

38,32%

Ligações telefônicas

386.476.047

8,80%

40,72%

Outras formas (cartas, e-mails)

5.453.959

9,16%

37,14%

                    Nº bancos participantes:57



Crédito Imobiliário

O Sistema Financeiro de Habitação permite que todos o bancos forneçam o crédito imobiliário com recursos captados em poupança, respeitando o equilíbrio entre captação e crédito. Embora não haja obrigatoriedade de fornecimento de crédito imobiliário, trata-se de uma iniciativa de grande importância para a sociedade, possibilitando a muitos brasileiros a aquisição da casa própria. Alguns bancos adotam esta iniciativa como benefícios para seus colaboradores, ampliando assim os beneficiários desta prática.
Carteira de Crédito Imobiliário R$ 24.383.270.059
Número de mutuários

1.243.390

Nº bancos participantes: 20
Nota: A Caixa Econômica Federal representa 61,9% da carteira de crédito imobiliário e 84,2% dos mutuários.


Microcrédito

Este é um assunto ainda muito recente e, portanto, ainda muito controverso na sociedade. Com objetivo de ampliar esta referência, vale mencionar que, em relação às atividades específicas de microcrédito, tais como concessão de empréstimos de baixo valor a microempresários e/ou microempresas sem acesso ao sistema financeiro tradicional, 15,80% dos bancos participantes têm iniciativas nesta área.
Número estimado de clientes de

Microcrédito: 142.433

Nº bancos participantes: 9
O volume de crédito fornecido para pessoa física foi de R$ 36,5 milhões enquanto R$ 9,6 milhões foram para pessoa jurídica.

A relevância dessas iniciativas está também no acompanhamento dos impactos de suas operações no que se refere à contribuição para a erradicação da pobreza, geração de renda, estímulo ao empreendedorismo e inclusão social. Alguns acompanhamentos são feitos da seguinte forma:

Acompanhamento dos impactos das operações de microcrédito
Planejamento das atividades e capacitação de agentes de crédito, bem como formação de parcerias.
Acompanhamento sistemático do desenvolvimento dos negócios de cada microempreendedor a cada renovação de empréstimo.
Acompanhamento e monitoramento realizados por ONGs.
Acompanhamento por meio da base de dados armazenada, além de dados cadastrais e informações socioeconômicas. Pesquisa aperiódica de avaliação de impacto, realizada por entidades externas qualificadas.

 


         A revisão da Lei das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM), em fevereiro de 2001, revitalizou a promoção ao desenvolvimento dos microempreendedores e dos empreendedores informais. Este fato coincide com o período no qual diferentes instituições financeiras se mobilizaram para fornecer crédito em condições especiais a pessoas de baixa renda.
        
         O Microcrédito, originalmente definido pelo Grammen Bank de Bangladesh e regularizado para as instituições privadas brasileiras pela Lei das SCM, é a concessão de empréstimos de baixo valor a pequenos empreendedores e microempresas sem acesso ao sistema de crédito tradicional. Viabiliza empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial de pequeno porte, financiamento a aquisição principalmente de bens de capital, como máquinas de costura, câmaras frigoríficas ou de capital de giro para estimular atividades produtivas de comunidades desfavorecidas economicamente, gerando ocupação, emprego e renda.

         O Microcrédito tem uma metodologia específica que o diferencia das demais operações financeiras, pois consiste na concessão de crédito assistido. Agentes de Microcrédito vão até o local onde o tomador exerce sua atividade para acompanhar as condições do empreendimento, as possibilidades de pagamento e também acompanhar a evolução do negócio. Também se diferencia por não fazer as mesmas exigências que o crédito tradicional, e sim por adotar sistemas de garantias próximas à realidade dos pequenos empreendedores (a indicação de fiadores, por exemplo) que compensam garantias reais para a concessão do empréstimo.