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AÇÕES
SOCIAIS E COMUNITÁRIAS
Os
bancos realizam ações sociais que beneficiam
as comunidades onde estão presentes, seguindo
a tendência nacional no meio empresarial, de
qualificar melhor essa ação tratando-a como
investimento social privado, ou seja, com o
uso planejado, monitorado e voluntário de recursos
privados - provenientes de pessoas físicas ou
jurídicas - em projetos de interesse público,
segundo definição do Grupo de Institutos, Fundações
e Empresas - GIFE.
|
A
maioria dos bancos que realiza ações sociais
também apóia projetos/programas de terceiros
ou realiza parcerias em seu investimento
social privado, o que demonstra a preocupação
com a qualidade da ação e com o fortalecimento
|
|
|
da
sociedade civil. Os projetos/programas
próprios, que envolvem também parcerias,
são ações de iniciativa dos bancos que
identificaram uma área de atuação e buscaram
parceiros para a sua realização, outra
tendência que vem se firmando na ação
social do meio empresarial em geral.
|
Em
2002 os bancos destinaram para ações sociais
ou comunitárias recursos no montante de R$ 290.091
milhões; para patrocínio a projetos culturais,
esse valor foi de R$ 116.552 milhões.
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Quanto
foi investido em recursos financeiros
em ações sociais / por categorias
|
Valores
em R$ mil
|
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Educação
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167.744
|
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Formação
Profissionalizante
|
43.081
|
|
Saúde
|
8.783
|
|
Esporte
|
7.083
|
|
Assistência
Social / Filantropia
|
6.159
|
|
Lazer
e Recreação
|
3.802
|
|
Defesa
de Direitos
|
3.423
|
|
Desenvolvimento
Comunitário
|
2.146
|
|
Meio
Ambiente
|
1.689
|
|
Segurança
Pública
|
1.252
|
|
Educação
/ Capacitação para pessoas portadoras
de deficiência
|
870
|
|
Voluntariado
|
684
|
|
Alimentação
|
656
|
|
Recuperação
/ Conservação de espaço público
|
471
|
|
Outros
|
42.348
|
|
Total
|
290.091
|
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Grande parte do investimento que é realizado
na área de educação recebe 57,8% dos recursos,
seguida de educação profissionalizante (14,85%)
e de ações na área de saúde (3,03%). No cenário
nacional, segundo pesquisa do IPEA, de 2002,
a ação social das empresas tem como foco prioritário
a área de assistência social, com o investimento
em educação aparecendo em terceiro lugar no
ranking dos investimentos (19%).
|
Dentre
os incentivos fiscais disponíveis têm-se
aplicações nos Fundos de Direitos da Criança
e do Adolescente acompanhando uma tendência
que se verifica no meio empresarial. As
crianças e a comunidade em geral aparecem
como o público alvo prioritário das ações
sociais dos bancos, seguido dos jovens,
dos adultos (isoladamente), das pessoas
com deficiência e dos idosos. Na pesquisa
do IPEA 2002, as empresas em geral têm
como público-alvo prioritário também as
crianças, mas as famílias aparecem em
segundo lugar, seguida da comunidade em
geral e das pessoas com deficiência.
|
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O
investimento em educação e nas crianças
demonstra que o desenvolvimento do país
passa pelo respeito aos direitos da criança
e do adolescente, com centralidade no
direito à educação ou nas ações complementares
à escola.
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O trabalho voluntário é incentivado na maioria
dos bancos e envolve sobretudo seus funcionários,
mas também os familiares, terceirizados, clientes
e fornecedores, o que demonstra uma ampla capacidade
de mobilização social em torno de questões sociais
diversas, utilizando tanto sua comunicação interna
e externa quanto sua rede de relações a serviço
dessas causas sociais, sobretudo no campo da
educação escolar pública e de ações complementares
à escola. Voluntariado

|
|
Com
um percentual de 12,81% de voluntários
entre o número total de seus funcionários,
os bancos revelam que essa mobilização
tem sido eficaz e está em sintonia com
o amplo movimento de introdução das práticas
voluntárias no meio empresarial e na sociedade
em geral. O voluntariado corporativo tem
sido uma realidade cada vez mais presente
nas empresas por meio de programas específicos
que articulam a ação social, com o incentivo
de participação de seus funcionários nesta
ação.
|
AÇÕES
SOCIAIS REALIZADAS PELA FEBRABAN E PELOS BANCOS
ASSOCIADOS

A
FEBRABAN apresenta a seguir três dos projetos
que realiza diretamente ou em que participa
com bancos associados, estimulando ações
do setor em temas de interesse da sociedade.
Projeto FEBRABAN de Qualificação
Profissional de Pessoas Portadoras de Deficiência
Em julho de 2002, estimulados pela Lei de Cotas
para Pessoas com Deficiência (Decreto
Federal nº 3.298, de dezembro de 1999),
dez bancos passaram a apoiar a FEBRABAN na realização
de um investimento no desenvolvimento de fontes
de recrutamento e seleção de pessoas
com deficiências físicas, visuais
e auditivas, realizando cursos para a qualificação
profissional especificamente voltado para o
setor bancário.
O projeto envolve os bancos Bradesco, Itaú,
Banco Real ABN AMRO, BankBoston, HSBC, Citibank,
Grupo Santander/Banespa, Banco Safra, Sudameris
e Unibanco. Para alguns destes bancos, o projeto
está inserido nas iniciativas de valorização
da diversidade, que prevê ações
afirmativas de desenvolvimento de fontes para
viabilizar efetivamente a qualificação
profissional e a participação,
em melhores condições, nos processos
seletivos das empresas.
Para 2002 o projeto tinha como meta o atendimento
de 400 alunos, que foi superada com o atendimento
de 463 alunos, dos quais, em São Paulo
e Rio de Janeiro, 396 foram aprovados. O projeto
tem como parceiros o Instituto Brasileiro de
Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência,
a Sorri Brasil, o PADEF/SERT (Programa de Apoio
às Pessoas Portadoras de Deficiência,
da Secretaria de Emprego e Relações
do Trabalho do Governo do Estado de São
Paulo), o SENAI e o SENAC, entidades de ensino
profissionalizante.
Programa
Banco na Escola - Melhorando a qualidade da
educação pública
A
Aliança Social pela Educação
foi formada em 2000 por nove bancos internacionais.
Essa articulação inédita
tem como primeira ação o Programa
Banco na Escola que, em 2002, contava como aliados
os seguintes Bancos: Real ABN AMRO, BBV, Citibank,
J.P.Morgan, e Loyds TSB, assim como a Fundação
BankBoston e o Instituto Credicard. A consultoria
Oficina de Idéias é a parceira
executora do programa e, dentro de um processo
de alinhamento conceitual e planejamento estratégico
operacional, os bancos elegeram a cidade de
São Paulo para iniciar suas atividades
na área de educação. O
programa tem também como aliados sociais
estratégicos o UNICEF, Instituto Ayrton
Senna, a Secretaria Municipal de Educação
de São Paulo e o Ministério da
Educação, uma vez que pretende
servir de referência e repassar seus conhecimentos
para todo o país.
No
programa, funcionários voluntários
usam seus conhecimentos sobre o mercado financeiro
a serviço da gestão dos recursos
da educação que estão disponíveis
nas escolas, treinando e utilizando ferramentas
de gestão orçamentária
participativa, desenvolvidas especialmente para
essa finalidade. Diretores, professores, integrantes
de Associações de Pais e Mestres,
estudantes participantes de 43 grêmios
de 51 escolas públicas do município
de São Paulo, assim como membros de Conselhos
Tutelares da cidade e comunidades próximas
a essas instituições de ensino,
constituem o público deste processo de
mobilização e capacitação.
O
"Banco na Escola" tem como resultados
o fortalecimento do protagonismo dos jovens,
a redução da violência,
da repetência e da evasão nas escolas
que aderiram ao programa. As escolas envolvidas
contam com maior participação
da comunidade na gestão escolar e estão
mais abertas às contribuições
de diferentes públicos. Foi criado, no
processo de execução do programa,
um cursinho pré-vestibular gratuito,
fruto desse diálogo com a comunidade
e suas demandas. Foram atendidas indiretamente
510.000 pessoas e pretende-se ampliar esse número
para 930.000 pessoas, entre os públicos
beneficiados acima citados. Há a expectativa
de se capacitar em 2003, como agentes multiplicadores
das diferentes frentes: 985 gremistas e 570
conselheiros escolares. No curso de Excel, foram
beneficiados 1.786 gremistas e o mesmo número
de conselheiros escolares.
A
iniciativa contribui para a construção
de um ensino público de qualidade, estimulando
uma participação crítica,
a qualificação da demanda por
educação e por um melhor aproveitamento
na aplicação das verbas destinadas
ao ensino escolar público.
Banco
de Talentos - A valorização de
novos artistas e da cultura brasileira

Há dez anos os bancários com habilidades
artísticas são mobilizados e valorizados
por esta iniciativa da FEBRABAN. Não
há, em nosso país, iniciativa
cultural do setor privado que tenha tanta tradição
na divulgação do trabalho de artistas
amadores. A cada ano são recebidas, em
média, 550 inscrições,
envolvendo 730 bancários que atuam em
120 diferentes municípios, de praticamente
todos os Estados e o Distrito Federal.
Sem caráter competitivo, o Banco de Talentos
não premia e não atribui classificações
a uns poucos escolhidos. Todos os selecionados
têm seus trabalhos divulgados em exposições,
shows e em edições de livros,
calendários artísticos e CDs,
que são gratuitamente dirigidos a críticos
especializados, galerias de arte, bibliotecas,
escolas de artes e empresários que investem
em atividades culturais, assim como a autoridades
e lideranças empresariais.
Em 2 de dezembro de 2002, na casa de espetáculos
paulistana Tom Brasil, os selecionados em Música
se apresentaram, acompanhados por músicos
profissionais, para uma platéia de 850
espectadores. Os trabalhos de Fotografia e Pintura
foram apresentados no mesmo local e integraram
uma exposição itinerante que percorre
durante o ano seguinte os diversos espaços
culturais.
As apresentações e exposições
do Banco de Talentos ocorrem em espaços
culturais como Memorial da América Latina,
Auditório da Secretaria de Cultura do
Estado de São Paulo, Museu Brasileiro
de Escultura, Museu de Imagem e do Som, Tom
Brasil e Espaço Cultural Higienópolis
do Instituto de Cultura Inglesa.
O evento já rendeu nove catálogos
com os currículos e obras dos selecionados,
dois livros de poemas, um livro de contos, 22
calendários artísticos e 11 CDs.
Também promoveu três festivais
de teatro, sete espetáculos musicais,
dezenas de sessões de leitura de contos
e poemas e algumas centenas de apresentações
de corais de bancários em entidades assistenciais
- prioritariamente hospitais que atendem à
população carente, asilos e creches
- e também em áreas públicas,
como estações de metrô,
shopping centers e praças das cidades
de Bauru, Campos de Jordão, Goiânia,
Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São
Paulo.
| OS
BANCOS E O APOIO À ALFABETIZAÇÃO
DE ADULTOS |
Enfrentando
o analfabetismo no Brasil

No seu oitavo ano de existência, o Programa
Comunidade Solidária mais uma vez contou
com o apoio dos bancos em vários de seus
projetos e atividades. Uma das mais significativas
ações tem sido o combate ao analfabetismo
que, segundo o IBGE 2001, chega a 12,4% entre
a população com 25 anos ou mais.
Em 2002, os bancos continuaram apoiando o Programa
Alfabetização Solidária,
no seu quinto ano de existência.
Das
101 empresas que apóiam o programa, estão
o Banco BBV, Bradesco, Banco da Amazônia,
Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Real
ABN AMRO, Grupo Santander/Banespa, Banco Sudameris,
Caixa Econômica Federal, Instituto Unibanco,
Citibank, Fundação BankBoston,
Fundação Bradesco e a Fundação
Itaú Social. Um dos resultados mais significativos
do programa é o de estimular a continuação
dos estudos dos alunos alfabetizados.
Entre
os municípios apoiados pelo Alfabetização
Solidária, o crescimento de salas de
aula para educação de jovens e
adultos foi de 114,24%, enquanto em outros municípios
foi de 31,53%. Até 2002, o programa atendeu
3.600.000 alunos dos municípios que apresentam
os maiores índices de analfabetismo no
Brasil.
O
termo educação compreende um conjunto
enorme de aspectos e muitos deles estão
sendo abordados no investimento social privado
que os bancos realizam. Em todas essas práticas,
há uma sintonia forte com um tema de
interesse da sociedade e o compromisso por melhorar
a qualidade da educação no país,
entendida como fator fundamental para o desenvolvimento
humano sustentável. Os bancos destinam
seu investimento social prioritariamente para
a educação e dirigem seus esforços
no sentido de influenciar as políticas
públicas de diversas maneiras.
Há
projetos como o da Fundação Bradesco,
uma das maiores fundações empresariais
da América Latina em volume de investimento
na área social. Nos últimos seis
anos, ela investiu em educação
recursos na ordem de R$ 605,9 milhões,
sendo que em 2002 foram R$ 123,3 milhões
para o atendimento de 103.322 alunos. Destes,
48.456 são da Educação
Básica, incluindo a Educação
Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio
e Profissionalizante, onde está concentrada
a maior parte de seus alunos (33,7%). Trata-se
de uma rede escolar própria em que 90,99%
dos alunos são da comunidade e 9,01%
são funcionários ou filhos de
funcionários. Em 46 anos, a Fundação
formou e capacitou mais de 490 mil alunos, entre
crianças, jovens e adultos, ajudando
o país a enfrentar o desafio de colocar
todas as suas crianças numa escola de
qualidade, com alto nível de aproveitamento
escolar e ampliação dos anos de
estudo na média nacional.
Programas
como os realizados pelo Banco Itaú atuam
na realização das políticas
públicas de educação no
país, a partir da ética da co-responsabilidade.
É o caso do Prêmio Escrevendo o
Futuro, realizado em parceria com o Ministério
da Educação, União Nacional
dos Dirigentes Municipais de Educação,
Canal Futura e o Centro de Estudos e Pesquisas
em Educação, Cultura e Ação
Comunitária - CENPEC. O Prêmio
teve, na sua primeira edição em
2002, a participação de 4.657
escolas, dos 27 estados brasileiros, beneficiando
7.858 professores e cerca de 370 mil alunos.
O projeto beneficia alunos e professores nas
4a e 5a séries no que se refere ao uso
da escrita, num contexto de fortalecimento da
cidadania. O Itaú também desenvolve
e assessora o fortalecimento de 482 educadores
e equipes municipais de diversas instituições
educacionais públicas e não governamentais
na gestão da educação em
suas cidades.
O Banco Santander lançou em 2002 o portal
de educação Universia Brasil,
com a finalidade de proporcionar a troca de
informações referentes ao ensino
superior e oferecer serviços de conteúdo
acadêmico, tornando-se referência
para o público universitário.
Pelo site www.universiabrasil.net, os estudantes
têm acesso a dados sobre bolsas de estudo,
informações sobre o mercado de
trabalho, intercâmbio, teses, além
de e-mail e acesso à Internet grátis.
O Universia Brasil faz parte do Universia Net,
que reúne diversas instituições
de ensino na Espanha, Portugal, Argentina e
outros países da América Latina.
São 125 instituições de
ensino só no Brasil, o que representa
contato com pelo menos 54% dos universitários
do país.
Há
projetos que complementam a educação
pública escolar, como o AABB Comunidade,
do Banco do Brasil, cujo objetivo é estimular
o auto-conhecimento, a auto-estima e a auto-valorização
dos jovens. Atuando com 3.670 educadores especialmente
preparados pelo Núcleo de Trabalhos Comunitários
da PUC-SP, os jovens recebem todo o material
necessário para as atividades educativas,
pedagógicas, culturais, esportivas, de
lazer e outras. Há também o programa
HSBC Educação, que oferece assistência
médico-odontológica a 850 crianças
de oito entidades na região metropolitana
de Curitiba e que mobiliza um grupo de onze
professores de educação física
e pedagogia para a realização
de atividades esportivas educacionais, fortalecendo
a rede de proteção social da infância
e da adolescência.
Outro
projeto de complementação escolar,
o Biblioteca Viva, do Citibank, contribui para
a melhoria da qualidade da educação,
incentivando uma política pública
de leitura, na qual o livro é tido como
um direito e a leitura como algo fundamental
para o exercício pleno da cidadania.
O Projeto Escola Brasil, do Banco Real ABN AMRO,
também mobiliza seus funcionários
para atuarem dentro das escolas públicas,
investindo na melhoria da qualidade dos espaços
esportivos, culturais e de lazer, para diminuir
a evasão escolar e a repetência.
O projeto está presente em 102 escolas
públicas de 50 municípios brasileiros,
beneficiando mais de 90 mil estudantes do ensino
fundamental e médio.
Há
projetos que contribuem com questões
fundamentais e ainda pouco visíveis na
sociedade, como a questão do racismo
e as barreiras que ele cria para o sucesso escolar
dos alunos afrodescendentes. O Projeto Geração
XXI, da Fundação BankBoston, é
a primeira ação afirmativa com
adolescentes negros no Brasil, destinado a oferecer
educação de qualidade e condições
para a formação de novos líderes,
construindo condições efetivas
de igualdade de oportunidade para todos.
Os
investimentos do Banco Safra na área
social estão direcionados para projetos
de educação infantil. Através
de convênio com a Fundação
Abrinq, o banco vem construindo, equipando e
treinando pessoal para centros de referência
na periferia da Grande São Paulo. Já
foram entregues núcleos em Ermelino Matarazzo
e no Jardim Piratininga, em Osasco. Nessas unidades
são atendidas, atualmente, 283 crianças
de zero a seis anos e beneficiadas indiretamente
outras 2.300 das regiões próximas.
No
Nordeste, o BNB dirige sua atenção
aos adolescentes de áreas pobres para
complementar a educação escolar
com ensino profissionalizante que permita a
inserção no mercado de trabalho
também em condições de
igualdade. Trata-se do Programa Jovem Aprendiz,
realizado em convênio com a Secretária
de Ação Social do Ceará
e que proporciona aos jovens a oportunidade
de iniciação profissional em diversas
áreas do conhecimento, ligadas ou não
às competências do banco.
O
Curso Profissionalizante AEB, do Banco BBV,
capacita jovens carentes, entre 14 e 18 anos,
ensinando atividades profissionalizantes como
eletricista, marceneiro e pedreiro. Iniciado
em maio de 1999, beneficia 600 jovens por ano
em Taboão, Itapecerica da Serra e São
Paulo, com um investimento de R$ 72.000,00.
O
Instituto Unibanco constituído em 1982
para coordenar e apoiar todas as atividades
sociais do Unibanco, ganhou nova configuração,
em 2002, com o propósito de focar sua
atuação na área educacional.
O objetivo é participar mais ativamente
de projetos que buscam preparar os jovens para
o exercício da cidadania e para o mercado
de trabalho, como o Programa Junior Achievement,
por meio do qual, alunos da rede pública
de ensino recebem noções básicas
sobre o mundo dos Bancos e sobre o funcionamento
de uma organização financeira.
O projeto educacional tem os funcionários
do banco como voluntários, que doam uma
hora por semana na transmissão de seus
conhecimentos. O valor investido em 2002, neste
projeto, foi R$ 90.093,30, e foram beneficiados
950 alunos da rede pública de ensino
de São Paulo.
Por
meio do ADERE (Associação para
o Desenvolvimento, Educação e
Recuperação do Excepcional), o
Deutsche Bank promove a inclusão social
do excepcional através da educação
e profissionalização. A ADERE
atua há 30 anos e possui diversos projetos,
dentre eles a produção de peças
artesanais de alta qualidade, que foram adquiridos
pelo banco como presente para as secretárias
de clientes e prospects, em setembro de 2002,
com um investimento de R$ 7.900,00.
A
Nossa Caixa Nosso Banco promove a assistência
a alunos pobres do Estado de São Paulo,
com ações sociais básicas
que têm impacto no acesso e sucesso escolar.
O Vista Uma Criança - Invista na Educação,
beneficiou 3275 crianças da Rede Pública
de Ensino ao uniformizá-las.
O
enfrentamento do analfabetismo é outro
desafio do país em que os bancos estão
presentes. O Programa BB Educar, do Banco do
Brasil, tem como objetivo colaborar na erradicação
do analfabetismo no país, envolver as
unidades familiares em propósitos e ações
que visam acentuar o exercício da cidadania
dos alfabetizandos e dos alfabetizadores, proporcionando
condições de inclusão dos
beneficiados com o projeto em estruturas do
ensino fundamental da Educação
de Jovens e Adultos (EJA) ou em cursos supletivos.
Há
programas que atuam no campo da cultura ou do
esporte e que possuem forte ligação
com o tema da educação, ampliando
o repertório cultural de crianças
e jovens ou colocando o esporte como atividade
complementar à escola. O Coral Infantil
HSBC foi criado com a finalidade de se formar
um coral permanente de 40 crianças carentes
pertencentes a oito instituições
apoiadas pelo HSBC no Brasil. Neste projeto
social é trabalhada a afetividade, objetivando
valorizar o gesto do aplauso, afago e do sorriso
nas relações humanas. Hoje, fazer
música, ser aplaudido, ser admirado,
se sentir amado e aceito é algo fundamental
para a vida dessas crianças. Durante
o ano de 2002 a qualidade musical do Coral Infantil
HSBC encantou a todos os que ouviram as audições.
Foi desenvolvido um repertório de vinte
e cinco músicas e realizaram, entre o
período de janeiro a agosto de 2002,
quinze apresentações.
O
Programa Concertos Banrisul para a Juventude
investiu em 2002 a quantia de R$ 115 mil na
terceira edição deste evento que
nasceu com o objetivo de levar música
erudita e popular em concertos, para crianças
e adolescentes de escolas públicas e
particulares de Porto Alegre. São concertos
exclusivos da Orquestra de Câmara Theatro
São Pedro e, com essa iniciativa, o banco
proporcionou às crianças e adolescentes
a oportunidade de ter contato com a música
clássica e, conseqüentemente, elevarem
sua formação cultural. Mais de
18 mil jovens já assistiram aos concertos.
Na
área de esporte e educação,
há o projeto Em Cada Campo Uma Escolinha,
desenvolvido na região metropolitana
de Porto Alegre e patrocinado pelo Banrisul,
que investiu R$ 48 mil em 2002. O projeto integra
aproximadamente 11 mil crianças da comunidade
escolar da capital gaúcha por meio do
esporte, com acompanhamento educativo, encontros
e campeonatos regionais, cujos primeiros quatro
colocados disputam o Campeonato Municipal de
Futebol denominado "Varzinha". O Banco
premiou 40 alunos que se destacaram por educação,
disciplina, assiduidade e companheirismo, durante
o trabalho desenvolvido em 2001 e a premiação
"Nosso Melhor de Bola" contemplou
cada criança com uma caderneta de poupança.
O
ensino superior vem merecendo também
o apoio dos bancos. Estudantes pobres que ingressam
nas universidades também foram beneficiados
pela Nossa Caixa Nosso Banco com a ampliação
de bolsas de apoio. Cada um dos projetos contou
com os respectivos investimentos de R$ 167.312,75
e R$ 66.600,00.
O
BBV Brasil, por meio do prêmio BBV de
Jornalismo, executado pelo Jornal O Estado de
S. Paulo, estimula o estudo das técnicas
jornalísticas pelos estudantes da área.
Com R$ 200.000,00, o BBV auxilia na Capacitação
Profissional de cerca de 500 estudantes por
ano.
Também
o Banco Real ABN AMRO investe na formação
cidadã de futuros profissionais, fortalecendo
a responsabilidade social e desenvolvendo a
criatividade e liderança jovem por meio
do Prêmio Universidade Solidária,
realizado em parceria com o Comunidade Solidária.
O prêmio adota como prática a parceria
voluntária de universidades e municípios,
de forma a superar as dificuldades de informação,
articulação e organização,
beneficiando comunidades pobres em todo o Brasil.
Um dos projetos em andamento, por exemplo, é
o Projeto Quilombos, que tem apoio da Fundação
Cultural Palmares, do Ministério da Cultura,
contribuindo para a preservação
sociocultural de comunidades remanescentes de
quilombos. Em 2002, entre outros prêmios,
cinco universidades foram premiadas com R$ 20
mil a serem aplicados nos projetos desenvolvidos,
e o investimento total foi de R$ 450 mil.

O
contato das crianças e jovens com o esporte
é uma ferramenta eficaz para complementar
a escola, oferecer noções de cuidado
com o corpo e a saúde. Há diversas
ações sociais desenvolvidas por
bancos com foco neste segmento, sejam elas em
forma de patrocínio ou em amplos projetos
de desenvolvimento e inclusão social
de crianças e adolescentes e também
pessoas com necessidades especiais.

O esporte como formador de cidadãos ganha
destaque na ação social do Grupo
Santander Banespa. Há três importantes
iniciativas neste sentido: Clínicas de
Vôlei, ministradas por atletas profissionais
da equipe de vôlei do Esporte Clube Banespa;
a Escolinha de Voleibol, que seleciona jovens
jogadores na chamada "Peneira" do
Banespa; e a realização de palestras
que reúnem características práticas
e motivacionais pelos componentes da comissão
técnica da equipe profissional de vôlei
(gerente, técnico, preparador físico,
psicólogo, médico, fisioterapeuta),
cada qual em sua especialidade, em universidades
e outras instituições. Com as
clínicas, diversas cidades do interior
do país e escolas públicas da
rede municipal e estadual de ensino de São
Paulo ganham um evento que ajuda a levar jovens
para o esporte, o que traz muitos benefícios
sociais. Em 2002, mais de 20 mil crianças
foram envolvidas nas atividades.
A
atividade esportiva melhora o desenvolvimento
social, psicológico e o equilíbrio
orgânico de pessoas com deficiência.
Consciente dessa premissa, o Banco da Amazônia
investe na inclusão social daqueles que
não tem o esporte apenas como lazer,
mas sim uma necessidade para a recuperação
da auto-estima e para a ampliação
de sua independência e acessibilidade.
Apoiado em uma de suas metas o desenvolvimento
humano e cultural da comunidade, o Banco da
Amazônia patrocina o All Star Rodas, time
de basquete sobre cadeira de rodas do Clube
dos Deficientes Físicos do Pará
(R$ 40.492,00 investidos no ano passado). Os
50 atletas beneficiados, entre homens, mulheres
e crianças, desde os dez anos de idade,
têm todo o apoio para participar de competições
e treinamentos, incluindo os equipamentos essenciais
para a prática do esporte.
A
valorização da diversidade está
presente no BCN Esportes, que envolve educação,
saúde e cidadania, priorizando a preparação
de meninas para um papel de liderança
na sociedade. Em 1997, o Bradesco adquiriu o
BCN e o programa foi incorporado aos demais
projetos sociais do banco. O investimento do
BCN acontece por meio de seus núcleos,
centralizados em Osasco e ampliados juntamente
com as categorias de base de vôlei e de
basquete. Atualmente, são 81 núcleos
de formação, atendendo cerca de
4.200 meninas entre 10 e 15 anos. Nas categorias
de base, 160 atletas disputam os principais
torneios e campeonatos do país. As equipes
profissionais de basquete e vôlei contam
com algumas das melhores atletas em atividade
no Brasil.
O
Banco Itaú, por intermédio do
Programa Saúde e Cidadania, deseja contribuir
para a capacitação e aperfeiçoamento
de gestores municipais de serviços de
saúde, modernizando as práticas
administrativas gerenciais desses serviços,
promovendo a melhoria da qualidade de vida das
comunidades. Para tanto, fez parceria da Fundação
Itaú Social com o Instituto de Desenvolvimento
da Saúde. Foram elaborados doze manuais
sobre os principais itens aplicáveis
à administração da saúde
brasileira. Entre os assuntos disponíveis
nos manuais, estão a discussão
sobre a Concepção e Organização
dos Distritos Sanitários, o Planejamento
da Saúde, Gerenciamento e Manutenção
de Equipamentos Hospitalares e a Gestão
de Recursos Materiais e de Medicamentos. O projeto
foi implementado em 1997 e o conjunto de manuais
pode ser utilizado diretamente pelas secretarias
municipais de saúde, com um impacto positivo
na área e a incorporação
dos manuais pelo Ministério da Saúde,
dada sua qualidade, em mais de 3.000 municípios
brasileiros. Foram investidos um milhão
de reais no lançamento e na manutenção
do programa que acontece desde 1997.
O
Programa Biblioteca Viva em Hospitais, do Citibank,
tem como objetivo contribuir para a humanização
do atendimento à criança hospitalizada,
através da implantação
de um trabalho de leitura, que leva os livros
e as histórias a fazerem parte da rotina
hospitalar. O programa é uma nova vertente
do Programa Biblioteca Viva e tem a intenção
de contribuir para a melhoria da qualidade do
atendimento da criança e do jovem hospitalizado.
Funciona a partir da formação
de mediadores de leitura, em geral integrante
da equipe de profissionais do hospital: enfermeiros,
médicos, assistentes sociais, pessoal
administrativo. Com a doação de
livros, os hospitais ganham minibibliotecas
de literatura infanto-juvenil e mobiliário,
com um investimento anual de aproximadamente
R$ 356.000,00 e presença em dezesseis
cidades de dez Estados do país. Já
foram beneficiadas mais de 72.000 crianças
nos 21 hospitais em que o programa está
implantado.
Com
o objetivo de proporcionar um ambiente mais
agradável às crianças hospitalizadas,
melhorando sua auto-estima e acelerando a recuperação,
o Santander desenvolveu o Programa de Instalação
de Brinquedotecas em hospitais da capital paulista.
A iniciativa faz parte do Projeto Acolhimento
- "Brincar é Coisa Séria",
que tem como objetivo contribuir para transformar
o ambiente hospitalar em local mais agradável,
que auxilie na recuperação dos
pequenos pacientes. Até o final de 2002,
com um investimento de R$ 14.500,00 foram instaladas
seis unidades com a parceria da Secretária
Municipal de Saúde e o Comitê Betinho
dos colaboradores do Grupo Santander Banespa.
O
Banco do Brasil tem um projeto com o objetivo
de reduzir a mortalidade infantil por câncer
no país, o Criança e Vida. Desenvolvido
em parceria com o Ministério da Saúde,
sua premissa é proporcionar atendimento
completo às crianças e adolescentes
com câncer, atuando para que o diagnóstico
precoce e o tratamento adequado ao modo de vida
de uma criança com a doença sejam
mais eficientes, fatores que podem elevar as
chances de cura para patamares superiores a
70%, na maioria dos casos. O projeto contempla
a implantação de oito Centros
de Referência em Diagnóstico Laboratorial
de Câncer Pediátrico (Anatomia
Patológica, Citogenética, Imunofenotipagem
e Biologia Molecular), de forma a atender a
todas as unidades de tratamento das diversas
regiões do país; melhoria e ampliação
dos Centros de Tratamento dos hospitais públicos
e filantrópicos; constituição
de Central Informatizada de Oncologia Pediátrica
(CIOPE) para acompanhar e orientar os hospitais
e os profissionais de todo o território
nacional; capacitação e atualização
dos diversos segmentos da sociedade que atuam
na área de oncologia pediátrica;e
realização de diagnóstico
situacional e identificação de
ferramentas de gestão para as Casas de
Apoio. Também há investimentos
na capacitação de profissionais
de saúde. Em 2002, o BB investiu mais
de R$ 4 milhões.
Desde
a criação do Teleton, em 1998,
o Bradesco auxilia na arrecadação
de recursos para manutenção e
construção de novos centros de
reabilitações para a A.A.C.D (Associação
de Assistência à Criança
Deficiente). Em cinco anos de existência
do projeto, o banco disponibilizou mais de R$
2 milhões para a entidade.
| Programas
de voluntariado |
O
apoio, incentivo e oferta de oportunidades para
a atuação cidadã de funcionários
e familiares como voluntários tem sido
uma atividade presente no campo da ação
social dos bancos. A cada ano, os bancos conseguem
mobilizar um número maior de voluntários
entre seus colaboradores, mas também
há experiências que já envolvem
familiares, fornecedores, clientes e público
em geral em atividades sociais que beneficiam
a comunidade.
O Initiative Plus é o programa desenvolvido
pela Fundação Deutsche Bank para
incentivar os funcionários a doarem parte
de seu tempo a programas sociais. Envolve a
doação de US$ 500 para cada funcionário
participante remeter à entidade beneficiada
no voluntariado. O programa existe desde março
de 2002 e tem como público alvo as instituições
que trabalham com diferenças sociais.
Houve o envolvimento de 80% dos funcionários
e 12 instituições foram beneficiadas,
com um valor de R$ 275.000,00 investidos.
O
SuperAção Social é uma
campanha organizada e conduzida pelos funcionários
do Unibanco desde 2001. Não possui caráter
institucional, mas é apoiado pelo banco.
É uma gincana em que os colaboradores
promovem ações sociais resultando
em ajuda efetiva a diversas entidades assistenciais.
As ações incluíam arrecadação
de itens para doação, atividades
ambientais e doação de sangue.
Ao mesmo tempo em que concorriam entre si, todos
os 26.500 colaboradores, divididos em 10 equipes,
beneficiaram 197 entidades em todo o Brasil.
O investimento do Unibanco em 2002 foi de R$
248.827,89.
O
BankBoston realiza esse tipo de mobilização
social desde 2000, visando sensibilizar funcionários
e familiares para o trabalho voluntário,
por meio de um evento anual que se chama Rally
Social. O Programa Participação
Cidadã atua durante todo o ano apoiando,
capacitando e oferecendo oportunidades de atuação
voluntária em diversas áreas,
inclusive nos próprios programas desenvolvidos
pela Fundação BankBoston.
Um dos programas da Fundação BankBoston
que envolve fortemente a presença de
voluntários é o Imposto Criança,
mobilizando os funcionários para a destinação
de até 6% do Imposto de Renda devido
para os Fundos Municipais da Criança
e do Adolescente. O próprio banco, como
diversos outros, também participa, destinando
aos Fundos Municipais, conforme estabelece a
legislação, 1% do seu imposto
de renda devido. Em 2002, destinou R$ 1,3 milhão
para 11 conselhos municipais.
Em 2000, o BankBoston realizou o Projeto Russas,
em parceria com o Unicef, Governo do Estado
e prefeitura da cidade de Russas, no Ceará.
Mais de 600 funcionários contribuíram
para o projeto por meio do Fundo Municipal,
garantindo o direito à educação
de 300 crianças e adolescentes e erradicando
o trabalho infantil no município. Havias
crianças e adolescentes, desde os cinco
anos de idade, trabalhando em olarias e fora
da escola, o que foi resolvido com a doação
de bolsa-escola e ações complementares,
além de um trabalho junto aos donos das
olarias, às famílias das crianças
e à comunidade em geral. No último
ano, o banco investiu em um circo-escola, ampliando
as atividades complementares à escola
e sempre contando também com o voluntariado
direto da agência do banco em Fortaleza.
Lançado em dezembro de 2000, o Programa
de Ação Voluntária do HSBC
é um Projeto que realiza ações
de solidariedade junto às instituições
que têm foco em educação.
Também atuam com a área de meio-ambiente,
por meio do Programa Investindo na Natureza,
com projetos apoiados pelo HSBC. Os voluntários,
em todo o Brasil, funcionários e familiares,
têm como público-alvo as crianças
e adolescentes pobres. Em 2002, inscreveram-se
1519 voluntários, beneficiando 12.000
crianças e adolescentes.
O
entendimento de que a cultura é fundamental
para a construção da identidade
de um povo, principalmente quando percebida
como processo educativo e que promove evolução
socioeconômica, é um aspecto importante
para o envolvimento do setor que tem desempenhado
um papel efetivo na democratização
ao acesso dos bens culturais à população
brasileira.
O investimento do setor financeiro na área
da cultura vem transformando e agregando valor
ao desenvolvimento do universo cultural brasileiro
de forma representativa e crescente nos últimos
anos. Sem dúvida, o impacto das ações,
projetos e, principalmente do formato de gestão,
seja através das suas instituições
culturais ou das áreas de responsabilidade
social e de marketing corporativo, traz especialmente
dois fatores relevantes ao mercado da preservação
e produção de bens culturais:
o impulso ao profissionalismo e a inclusão
abrangente dos diversos segmentos e agentes
culturais ao cenário produtivo.
O volume de investimentos na ordem de R$ 116,552
milhões, em 2002, possibilitou a realização
de inúmeros projetos/programas próprios
ou de terceiros, em parceria com outras instituições.
Já o valor patrocinado pelo setor financeiro
em 2002 por meio dos incentivos fiscais nas
Leis Rouanet e Audiovisual, foi de R$ 73,666
milhões. Este montante representa 26,69%
do volume total de investimentos realizados
pelos 100 maiores incentivadores nas Leis Rouanet
e Audiovisual, em 2002, que foi de R$ 275,983
milhões.
À luz da movimentação de
público nas grandes metrópoles
nos espaços culturais, como o Itaú
Cultural, em São Paulo, que recebeu em
2002 mais de 300 mil visitantes; do Santander
Cultural, em Porto Alegre que, no mesmo ano,
recebeu aproximadamente o mesmo número
de visitantes; e do Centro Cultural Banco do
Brasil, no Rio de Janeiro, que registrou também
número significativo de público,
se percebe a importância destas atividades
e destes investimentos nas principais cidades
brasileiras.
Cada instituição financeira possui
uma maneira própria de realizar investimentos
na área cultural, destacando se pelos
contínuos processos de qualificação
de gestão, em busca de atuar em coerência
com o mercado produtivo, apoiados nos preceitos
de responsabilidade e transformação
social, característicos às atividades
do terceiro setor.
Incentivadora da cultura e de toda manifestação
artística, a Caixa Econômica Federal
tem papel fundamental nas obras que hoje estão
ao alcance do público. Com o objetivo
de resgatar a cultura e verdadeiros ícones
do patrimônio cultural nacional, o Conjunto
Cultural da Caixa ganhou vida e hoje retrata
a história política, econômica,
artística e cultural do nosso país.
Criado em 1980, o Conjunto Cultural da Caixa
é composto por: teatros localizados em
Brasília e no Rio de Janeiro, museus
instalados em Brasília e São Paulo
e galerias situadas em São Paulo, Brasília,
Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. Através
desses espaços, a empresa promove, apóia
e divulga as manifestações artístico-culturais,
contemplando a música, o teatro, a dança
e as artes plásticas. Em 2001, foram
realizados 124 eventos, com a presença
de um público de 188.300 pessoas. Dona
de uma das mais completas coleções
de obras de arte e documentos que retratam as
atividades econômico-financeiras do País,
a Caixa coloca seu acervo à disposição
do público, contribuindo para a disseminação
da cultura nacional. Em 1997, a Caixa promoveu
a restauração de 13 obras que
integraram, posteriormente, a exposição
"Acervo Restaurado". Foram desenvolvidos
também o Projeto Escola e o Projeto Museu
Vivo, com o objetivo de incentivar a visita
dos estudantes brasilienses, incluindo o desenvolvimento
de atividades lúdico-pedagógicas
nos espaços culturais da empresa, em
Brasília.
A Caixa patrocinou 1.700 projetos em 2001, perfazendo
R$ 20 milhões aplicados em eventos que
trataram de temas ligados a habitação,
micro e pequenas empresas, Estados e municípios,
Poder Judiciário, desenvolvimento urbano,
esporte, cultura e solidariedade. Focos principais
de atuação da Instituição,
as áreas de Habitação,
Saneamento Urbano e Serviços Financeiros
receberam 60% do valor destinado ao patrocínio
de congressos, seminários, simpósios,
encontros temáticos, feiras e exposições
Foram investidos R$ 4,5 milhões na modernização
do Conjunto Cultural em Brasília e aplicados
mais de R$ 4 milhões na programação
dos espaços culturais da Empresa e em
eventos em espaços de terceiros, abrangendo
exposições de artes plásticas
- pinturas, gravuras, esculturas, fotografias
- e em espetáculos cênicos como
teatro, dança e música, que alcançaram
grande repercussão perante o público
e a crítica especializada nas principais
praças do País.
Os Centros Culturais Banco do Brasil mantidos
no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília
têm por missão atuar como instrumento
de difusão e fomento da produção
cultural e formação de platéias
e cidadãos através da arte-educação.
Juntos, eles receberam 2,3 milhões de
visitantes, em eventos nas áreas de cinema,
teatro, exposições, dança,
música e literatura. Em programação
e acervo foram investidos R$ 23 milhões
e 4.990 empregos diretos e 20.347 indiretos
foram criados.
Em agosto de 1999, foi criado o Circuito Cultural
Banco do Brasil, unindo ações
de marketing cultural a ações
sociais, educativas, de promoção
de vendas e de endomarketing. O Circuito Cultural
apresenta todos os segmentos culturais; Música,
Dança, Artes plásticas, Literatura,
Cinema e Teatro. A formação do
público é representada por seminários
e palestras de cultura, música, e marketing.
Circuito Cultural Banco do Brasil é um
projeto itinerante que leva arte a várias
cidades do País. Além do aspecto
cultural, o projeto possui caráter social,
pois há arrecadação de
alimentos durante as etapas e toda renda conseguida
com a venda de ingressos é revertida
em ações sociais.
Como ferramenta de reforço da imagem
institucional da Empresa, o Circuito contribui
para consolidar o posicionamento de líder
nacional em fomento à cultura. Além
disso, atua como suporte ao relacionamento com
os clientes, alavancando a oferta de produtos/serviços
e resgatando ações de cidadania
e de responsabilidade social.
De 1999 a julho de 2002, o Circuito Cultural
percorreu 56 cidades, totalizando aproximadamente
800 mil espectadores diretos. Nesse período,
arrecadou mais de R$ 900 mil em bilheteria e,
também, mais de 160 toneladas de alimentos,
além de agasalhos e brinquedos, totalmente
revertidos em favor de entidades assistenciais
das comunidades locais.
Em 2002, houve o lançamento de uma nova
versão do Circuito Cultural Banco do
Brasil, no qual são utilizadas tendas
para concentrar os eventos em um único
local onde exista visibilidade privilegiada.
A estrutura é formada por uma grande
tenda central ligada a cinco tendas satélites,
criando uma verdadeira praça cultural
que pode ser montada em uma praia, por exemplo.
Com a utilização do novo formato,
a divulgação do projeto é
otimizada e a exposição da marca
torna-se ainda mais efetiva, solidificando a
imagem de Empresa que investe na cultura nacional.
Em 2002, o valor investido no Circuito Cultural
Banco do Brasil foi de R$ 6 milhões.
Os projetos apresentados contemplaram música,
artes plásticas, cênicas, visuais
e artesanato. O público atingido foi
de aproximadamente 114 mil pessoas, em 24 cidades,
nas 5 regiões do País.
A Fundação BankBoston valoriza
e apóia iniciativas que visam preservar
e difundir a arte e a cultura brasileira e de
outras nações. Investe em atividades
culturais por meio de incentivos e patrocínios;
desenvolve projetos em parceria com organizações
da sociedade civil e realiza alianças
com organizações governamentais,
organismos internacionais e universidades, garantindo
maior eficácia frente a complexidade
das questões sociais.
Entre os projetos desenvolvidos pela Fundação
BankBoston, destacam-se: Praticidade, instituído
em 2002, com o envolvimento dos funcionários
e a participação da comunidade,
valorizou diferentes espaços da cidade
com o desenvolvimento de um trabalho de arte-educação
por meio de oficinas de arte que discutiram
temas como cidadania e urbanismo; Aprendiz,
instituído em 2001; Projeto Axé,
instituído em 1990, proposta pioneira
que se tornou referência mundial em educação
para adolescentes em situação
de risco. A Usina da Dança busca a formação
profissional de futuros dançarinos.
O Instituto Moreira Salles, do Unibanco, tem
por finalidade exclusiva, a promoção
e o desenvolvimento de programas culturais.
São cinco as principais áreas
de atuação: fotografia, literatura,
cinema, artes plásticas e música
brasileira.
Contrapondo-se à prática do mecenato
tradicional, a instituição prefere
atuar fundamentalmente em iniciativas que ela
própria concebe e executa. Outro fator
que singulariza a atuação do Instituto
Moreira Salles é a prioridade que ele
confere a projetos de médio e longo prazo,
o que significa escapar da fugacidade dos eventos,
desenvolvendo programas regulares voltados para
a formação e o aprimoramento do
público. Uma terceira característica
do Instituto da circunstância de contar
com centros culturais localizados em três
Estados brasileiros: um no Rio de Janeiro, que
abriga também uma Reserva Técnica
Fotográfica e uma Reserva Técnica
Musical; dois em Minas Gerais (em Belo Horizonte
e Poços de Caldas) e um em São
Paulo -, o que lhe permite operar de maneira
integrada. Os investimentos do Grupo Unibanco
em Cultura: foram em 2002 R$ 4.363.000,00.
O Itaú Cultural mantém duas frentes
de atuação: centro cultural, que
oferece ao público programação
gratuita e diversificada, e um instituto voltado
à pesquisa e produção de
conteúdo, ao mapeamento, fomento e estímulo
à produção e difusão
de manifestações artísticas
em diferentes áreas de expressão.
A Instituição busca atuar com
políticas culturais plurais paralelas
às desenvolvidas pelo Estado.
Desde sua fundação, o Itaú
Cultural desenvolve trabalhos que incentivam
a relação entre arte e tecnologia.
Sua atuação nas diferentes áreas
de expressão artística enfatiza
a visão interligada entre esses dois
aspectos culturais. A amplitude das áreas
abordadas demonstra a importância do Itaú
Cultural: literatura, música, artes cênicas,
cinema e vídeo, mídias interativas
e artes visuais, núcleos de comunicação,
ação educativa, relações
institucionais, produtos culturais e operacional,
além do site, do Itaú Numismática
- Museu Herculano Pires e do Centro de Documentação
e Referência.
Em 2002, o Itaú Cultural levou programação
gratuita nas áreas de artes visuais,
cinema e vídeo, dança, literatura,
mídias interativas, música e teatro,
a 32 cidades brasileiras e dois países,
recebendo 310 mil visitantes, somente na cidade
de São Paulo.
O Museu Herculano Pires recebeu 14.142 visitantes,
totalizando público de 36.202 pessoas
desde sua inauguração, em outubro
de 2000. Foram realizados, até 2003,
1,5 milhão de estudantes da rede pública
de ensino em todo o Brasil. O novo site recebeu
350 mil acessos únicos nesse período.
Nos eventos internacionais, o Itaú Cultural
contou com a participação de 116
profissionais de 19 países. Além
disso, fechou convênio para gerar três
horas de programação semanal para
100 bibliotecas no Brasil e transmissão
pela internet, e mantém parceria com
cerca de 40 instituições no País.
Em 2002, o Itaú Cultural estabeleceu
como objetivo ampliar o acesso da população
aos bens culturais produzidos e realizados na
sede em São Paulo. Em 2003, o Instituto
pretende democratizar ainda mais esse acesso,
disponibilizando a programação
ao público não-presencial, por
meio de convênio e parcerias que possibilitarão
transmissão por Radiodifusão,
TV e transmissões on-line.
Todos os projetos culturais da Instituição
são financiados pela Lei Rouanet e estão
comprometidos com o social. Em 2002, o Instituto
administrou cerca de R$ 20 milhões, provindos
de doações incentivadas e de outros
recursos, para realizar todas as ações
do Instituto.
Em seu apoio às iniciativas culturais,
a Organização Bradesco produziu
em 2002 alguns eventos de destaque no País.
Foram vários, da realização
de mostras de artes plásticas e apresentações
musicais à já tradicional montagem
da Árvore de Natal da Bradesco Seguros
- uma gigantesca Árvore de Natal flutuante
instalada no espelho d´água da
Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
A Árvore é o principal ícone
do projeto Natal Bradesco Seguros, que inclui
dois grandes shows e está consagrado
como um grande símbolo do Natal no Brasil.
De 23 de abril a 28 de julho de 2002, patrocinou
a exposição Renoir - o Pintor
da Vida, no Museu de Arte de São Paulo,
o Masp. Uma das mais importantes exposições
de artes plásticas do ano, a mostra de
Renoir teve por curadores Luiz Hossaka e Eugênia
Gorini Esmeraldo. Reuniu 120 telas, desenhos,
cartas e esculturas do artista, pertencentes
ao acervo do próprio Masp, de outros
grandes museus e de coleções particulares.
Num dos módulos da exposição,
denominado Os Amigos de Renoir, o Masp apresentou
obras de seu acervo realizadas por Manet, Cézanne,
Degas, Monet, Utrillo e Corot. Foi a maior exposição
dedicada ao artista já ocorrida na América
Latina.
Por meio de convênio firmado com a Fundação
Roberto Marinho, das Organizações
Globo, é associada ao projeto "Futura,
o Canal do Conhecimento", que reúne
20 milhões de telespectadores, primeiro
canal educativo brasileiro financiado e gerido
totalmente pela iniciativa privada.
Com a TV Cultura de São Paulo, a Fundação
Bradesco co-produziu a primeira série
do "Ilha Rá-Tim-Bum", programa
que oferece ao público infantil entretenimento
com conteúdo educativo, preparando a
criança para o convívio em sociedade,
transmitindo-lhe os valores da cidadania.
O Santander Banespa investe em cultura através
das suas áreas específicas de
apoio, patrocínios e do seu Instituto
Cultural, o Santander Cultural.
Entre os projetos apoiados e patrocinados pelo
Grupo, destacam-se, o apoio à criação
do acervo virtual do MAC (MACvirtual), da Universidade
de São Paulo, e à digitalização
das obras do seu acervo, o mais importante de
arte moderna do País, que recebeu mais
de 40 mil visitantes em 2002. O programa reproduzirá
a alameda do MAC, permitindo que os internautas
naveguem como se estivessem no museu, e inclui
também comentários, com contextualização
artística e histórica, sobre as
obras e a biografia dos artistas.
A Restauração da Catedral da Sé,
um dos principais templos católicos do
País, no centro de São Paulo,
também foi patrocinada pelo Santander
em conjunto com outras empresas. O Grupo mantém
também, um Programa de Incentivo ao Cinema
Brasileiro desde 1995: o Banespa tem sido uma
das instituições financeiras que
mais apóiam a indústria cinematográfica
nacional com serviços e benefícios.
Em 2002, patrocinou 13 filmes. Também
em 2002, o Grupo Santander Banespa fez uma importante
doação à Cinemateca Brasileira,
entregando-lhe projetos, roteiros, orçamentos
e todo tipo de documentação relativa
a 53 filmes do período de 1956 e 1962,
permitindo acesso, a estudiosos de cinema e
pesquisadores a esse material.
Criado em julho de 1965, o Museu Banespa desenvolve
intensa atividade cultural e educativa, recebendo
cerca de 5 mil visitantes por mês. Ao
longo dos seus 37 anos, o acervo histórico-documental
do museu foi enriquecido com centenas de novas
peças, como resultado de pesquisa de
campo, compras e doações. O Museu
reúne parte importante da história
econômica e social do Estado de São
Paulo. A torre do Edifício Altino Arantes,
sede do Banespa, foi transformada em importante
ponto turístico. Com a exposição
fotográfica e vídeo, o visitante
pode conhecer a história da construção
do edifício que foi inaugurado em 1947
e é um dos mais altos da época.
Em 2002, a torre recebeu um total de 67.124
visitantes.
Em Ribeirão Preto, em parceria com a
Prefeitura, o Grupo apoiou a restauração
do Hotel Palace, que abriga um moderno centro
cultural, o Portal da Juventude. O espaço
tem como principal foco a realização
de cursos e oficinas para jovens e a manutenção
de uma biblioteca. Esta sediado também
no centro cultural um escritório do programa
Ribeirão Jovem, mantido pela Prefeitura
para facilitar o acesso dos jovens ao primeiro
emprego.
Através do Santander Cultural, em Porto
Alegre, tem contribuído para facilitar
o acesso à cultura exercendo um papel
articulador, integrador e principalmente educativo,
democratizando o contato do grande público
com a arte contemporânea. Atua em quatro
eixos principais: artes visuais, música,
cinema e reflexão, promovendo exposições,
prêmios, mostras, filmes, shows, fóruns
e debates com acesso gratuito na maioria das
atividades. Em uma área de 6.124m²,
o espaço cultural conta com sala de cinema,
área gastronômica com restaurante,
bar e cafeteria, loja, livraria e o Acervo da
Moeda, o maior acervo de numismática
do Sul do País.
Em dois anos de atividades, o Santander Cultural
recebeu mais de 540 mil visitantes para suas
mostras de artes visuais, entre público
espontâneo e estudantes.
Entre 2002 e 2003, realizou diversos empreendimentos
de artes visuais como: Amílcar de Castro
e Tangenciando Amílcar; Apropriações
e Coleções/Objetos do Desejo;
Violência e Paixão; Picasso Gravador;
Freud para Todos; Carlos Vergara Viajante -
Obras de 1965 a 2003. Todos foram acompanhados
de atividades complementares, ciclo de palestras
e debates e edição de livros/catálogos.
Os projetos foram formatados a partir de uma
visão mediadora com o público
e com uma função educativa.
No eixo Reflexão, o seminário
MPB em Questão é um exemplo; realizado
em parceria com a Universidade do Vale do Rio
dos Sinos, através de seu canal de televisão,
e com a presença de profissionais como
Nelson Motta, Zuza Homem de Mello, Carlos Calado,
Tárik de Souza, Luiz Antonio Giron, Roberto
Moura, Kiko Ferreira e Mauro Dias, recolocou
em pauta o debate sobre o fenômeno da
música brasileira.
Na área de cinema, o Santander Cultural
instituiu, em 2002, em parceria com a Prefeitura
Municipal de Porto Alegre e a Associação
dos Profissionais e Técnicos Cinematográficos,
o Prêmio Santander Cultural/Prefeitura
de Porto Alegre, que incentiva a profissionalização
do setor através do Concurso de Desenvolvimento
de Projetos de Longa-Metragem. E na sala de
cinema, além da programação
regular com várias sessões diárias,
foram organizadas mostras especiais como Mostra
Diversidades; Ciclo Cinema e História;
Ciclo Cinema Espanhol em Intercâmbio,
entre outras.
A Ação Educação,
projeto diferenciado no segmento, proporciona
a visita de estudantes ao espaço cultural,
com capacitação e entrega antecipada
de material aos professores, incentivando uma
reflexão sobre as implicações
e conexões da arte no aprendizado formal
e no cotidiano dos alunos.
Na área de música, aprendizado
e entretenimento se misturam num programa de
shows, atividades de workshops, fóruns
de debates e master class durante os finais
de semana envolvendo toda a comunidade e oferecendo
um mix de atrações com tendências
e ritmos brasileiros, latinos e internacionais.
O investimento do Santander Banespa em cultura
em 2002 foi de R$ 7.304.000,00
O Instituto Cultural Banco Santos foi criado
em 25 de março de 2002 sendo sua principal
missão resgatar a memória e a
historia do Brasil, preservando o patrimônio
cultural nacional. Seu corpo e atividades foram
inaugurados com a exposição inédita
de cartografia "O Tesouro dos Mapas - A
Cartografia na Formação do Brasil".
Projeto cultural temático, composto por
mapas e objetos náuticos do acervo Cid
Collection, cujas proporções ultrapassaram
qualquer iniciativa até hoje levada a
efeito em nosso país, seja por instituições
públicas, seja pela iniciativa privada.
O Instituto Cultural Banco Santos não
é apenas uma instituição
que procura manter, preservar e ressaltar a
importância da cultura brasileira, promovendo
exposições ou outras formas de
produção intelectual ligadas à
cultura e à educação. A
instituição preza também
o patrimônio histórico, patrocinando
restauros de diversas obras de importante conteúdo
- seja ele político, histórico
ou artístico - mantidas pelos mais conceituados
museus, bibliotecas e outros acervos culturais
do país.
O Banco Santos esteve sempre muito próximo
de iniciativas que envolvem a divulgação
da arte brasileira e a preservação
da memória nacional. Esta é a
contribuição que uma instituição
voltada a atividades financeiras pode dar à
sociedade do País, que sempre foi precário
naqueles setores. A função social
do Banco se foca nos aspectos mais criativos
e empreendedores que o público brasileiro
conheceu.
Com o vulto que estas atividades tomaram, a
instituição financeira se viu
melhor servindo a população, criando
uma entidade com fins culturais, que poderá
desenvolver estes trabalhos com maior especificidade:
o Instituto Cultural Banco Santos.
Aí se coloca uma entidade que poderá
melhor dirigir suas ações, não
para tirar as vantagens dadas pelas leis de
incentivo cultural, e para proveito próprio,
mas para que organize as atividades culturais,
reúna recursos próprios e de terceiros,
assine convênios com outras instituições,
pesquise coleções e materiais
que formam o patrimônio artístico
e o acervo da produção intelectual,
conhecimento para a formação da
cultura nacional, e divulgue à população
o que se acumulou nos séculos de existência
do País.
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