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AÇÕES
SOCIAIS
EDUCAÇÃO
"Educar
é libertar. Só quem é livre
é capaz de fazer opções"
Amador Aguiar, fundador do Bradesco, pioneiro
da cidadania e do voluntariado
- in memoriam.
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Visitar
o amanhã
O
poder transformador da educação
vem motivando os bancos a investir cada
vez mais em projetos nessa área.
Uma das ações sociais e
comunitárias mais amplas e perseverantes
do sistema bancário para a educação
e a profissionalização de
crianças, jovens e adultos começou
em 1956, com a inauguração
da Fundação São Paulo
de Piratininga, hoje conhecida como Fundação
Bradesco. O objetivo de seu principal
fundador, Amador Aguiar, era "visitar
o amanhã".
Atualmente, são 38 escolas, com
previsão de encerrar 2002 com 103
mil alunos, distribuídos por 25
estados e no Distrito Federal. Nos últimos
seis anos, os recursos da Fundação
Bradesco aplicados em educação
somaram R$ 562,4 milhões. Em 2002,
a previsão é de mais R$
119,7 milhões.
Integração
social
O
Banco do Brasil, em 2001, destinou R$
87,2 milhões a ações
e programas comunitários. Na área
de educação: Integração
AABB Comunidade, BB Educar e Escola Campeã.
Um de seus principais programas, o BB
Educar, de alfabetização
de jovens e adultos, utiliza a metodologia
Paulo Freire, desde seu lançamento,
há dez anos, e já alfabetizou
71.432 pessoas em sala de aula, com a
participação de 3.700 alfabetizadores.
O projeto estimula os alunos para, após
a alfabetização, ingressarem
no ensino formal. Outro projeto da Fundação
Banco do Brasil, Escola Campeã,
procura melhorar a qualidade do ensino
público fundamental. Implementado
em 52 municípios, atende um milhão
de alunos matriculados.
Melhorando o ensino
O
Itaú criou há dois anos
a Fundação Itaú Social,
consolidando programa iniciado 1993, para
desenvolver projetos e apoiar entidades
e movimentos nas áreas de educação
e saúde para a melhoria da qualidade
de vida de populações menos
favorecidas. Os gerentes das agências
são os agentes dos programas de
cidadania do banco. São eles que
acolhem e encaminham os projetos para
o Comitê de Programas e Patrocínios
da Fundação. Em 2001, com
investimentos de R$ 14 milhões,
a instituição atingiu mais
254 municípios, elevando para 600
as cidades beneficiadas pelo Projeto Melhoria
da Educação no Município.
Para
2002, estão programados investimentos
mínimos de R$ 13 milhões
em projetos destinados ao Ensino Fundamental
e à Saúde Pública.
Em sua história, o programa já
apoiou 550 projetos, com investimentos
superiores a R$ 80 milhões. Seus
principais parceiros, na área de
educação, são o Unicef
(Fundo das Nações Unidas
para a Infância) e o Cenpec (Centro
de Estudos e Pesquisas em Educação,
Cultura e Ação Comunitária).
Com o prêmio Escrevendo o Futuro,
o Itaú inicia este ano um programa
para fortalecimento da escola pública.
Outros
bancos, além de manterem suas ações
de cidadania, investem também em
projetos sociais de ONG´s e de outras
instituições de cunho comunitário
que atuam na área de educação.
Entre eles: ABN Amro Real, BBA Creditanstalt,
BNP Paribas, Banco de Brasília,
BEM - Banco do Estado do Maranhão,
JP Morgan, Sul América, BMC, Amazônia,
Banco do Estado do Pará, Nossa
Caixa, Sudameris, Triângulo, Votorantim,
Safra, Citibank e Multistock.
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Banco
na Escola
No
ano passado, um grupo de instituições
financeiras de origem estrangeira - ABN Amro
Bank, BBV, Citibank, BankBoston, JP Morgan,
Lloyds TSB e Merrill Lynch, além do MEC,
Unicef e Instituto Ayrton Senna, pais, alunos,
mestres, dirigentes da educação
e lideranças comunitárias começaram
a aprender como gerir e auditar os recursos
destinados à escola pública, com
o objetivo de investir em educação
de uma forma bastante criteriosa. A fase piloto
do projeto Banco na Escola foi implantada em
50 escolas de ensino fundamental e médio
da cidade de São Paulo. No segundo semestre
de 2002, deverá ser ampliada para mais
de 800 escolas municipais da cidade, onde estudam
em torno de 930 mil alunos. O projeto emprega
as principais habilidades dos bancos: conhecimento,
estratégia, execução, espírito
de equipe e busca permanente de resultados.
Na sua primeira fase participaram aproximadamente
200 voluntários dos bancos aliados que
definiram os produtos e as estratégias
de ação. Com apoio técnico
da Oficina de Idéias, montaram protótipos
de jogos, planilhas, calendários, livros,
painéis para estimular e facilitar a
comunicação escola-aluno-comunidade
e literatura sobre formação de
grêmios.
Foram
escolhidas as escolas da Zona Leste para a implantação
da segunda fase do projeto. Em seguida, passaram
a aperfeiçoar os produtos através
dos encontros com pais, alunos e mestres. De
acordo com os coordenadores do Banco na Escola,
menos de um terço das escolas do projeto
piloto contavam com um grêmio estudantil
no ano passado. Com o início dos trabalhos
propostos pelo Banco na Escola, foram criados
vários grêmios e, juntamente com
eles, os espaços de informática.
Atualmente, mais de dois terços das escolas-piloto
possuem grêmios.
Os
integrantes do Banco na Escola entendem que
o sucesso na escola é fundamental para
o desenvolvimento pessoal e social e que toda
a organização tem responsabilidade
social e pode fazer diferença ao dividir
o conhecimento de sua área de atuação.
A comunidade escolar (professores, pais e alunos)
deve participar da gestão da escola,
contribuindo ainda mais efetivamente com a qualidade
de ensino.
VOLUNTARIADO
"O
voluntário é um grande agente
de mudanças e melhorias na comunidade.
Pode ser uma pessoa, uma organização
ou uma empresa. Não importa: a força
do voluntariado não está no tamanho
das soluções individuais, mas
na soma desses êxitos. É um trabalho
de qualidade feito com prazer, por pessoas movidas
por um sentimento de participação
e solidariedade. São indivíduos
que doam tempo, trabalho e talento por um mundo
melhor", Organização das
Nações Unidas (ONU).
Envolvendo funcionários e clientes
Os
bancos estão conseguindo mobilizar um
significativo número de parceiros para
atuar em trabalhos comunitários. Entre
eles, BankBoston, BBV, Real ABN Amro, JP Morgan,
Santander/Banespa, Nossa Caixa e Citibank. A
participação de funcionários
e clientes vem sendo fundamental para concretizar
alguns desses projetos que, muitas vezes, necessitam
não só de apoio financeiro, mas
dos mais diferentes tipos de iniciativas, serviços
e orientações. O envolvimento
de parcelas crescentes da sociedade, ampliando
o voluntariado que colabora em programas que
beneficiam a comunidade, é fundamental
para aumentar o raio dessa ação
transformadora e de resgate social em nosso
País.
Participação Cidadã
Com essa perspectiva, a Fundação
BankBoston estimula a reflexão e a ação
social por meio do Programa Participação
Cidadã, que é principal canal
de mobilização e conscientização
dos funcionários do banco e seus familiares
em programas e projetos sociais.
A principal ação do Participação
Cidadã é o Rally Social, que envolve
todo o banco e em 2001 beneficiou cerca de 15
mil crianças e adolescentes de 60 instituições
de todo o Brasil. Além de cursos e palestras,
as atividades desenvolvidas incluíram
reformas, preparação de hortas
e jardins, e instalação de bibliotecas,
videotecas e brinquedotecas. As 60 instituições
também receberam sete toneladas de alimentos,
4,3 mil brinquedos, 4,5 mil peças de
roupas, 25 mil livros, vídeos e CDs,
360 eletroeletrônicos e computadores e
49 Máquinas Braile.
Voltado para os funcionários do BankBoston
e seus familiares, no ano passado o Participação
Cidadã lançou ainda o Programa
de Formação em 3º Setor.
Em um ciclo de palestras e workshops, os participantes
puderam entender mais e debater sobre Ética,
Voluntariado, Legislação em Terceiro
Setor, Projetos e Captação de
Recursos. Além disso, foram desenvolvidas
diversas oficinas práticas, com os presentes
aprendendo a contar histórias, construir
livros coletivos, construir brinquedos a partir
de sucata e mosaicos com motivos natalinos.
Arrecadação de alimentos
Diversos
outros bancos desenvolvem programas sociais
em parceria com seus funcionários e clientes,
a exemplo do BBV. No ano passado, essa instituição
investiu em diversos programas na área
de educação, inclusive patrocinando
cursos profissionalizantes para jovens carentes,
e mobilizou clientes e funcionários em
torno de uma campanha que arrecadou 18 toneladas
de alimentos não perecíveis.
Instituto Escola Brasil
O
Instituto Escola Brasil, do Banco Real ABN Amro,
criado em setembro de 1988, por iniciativa de
um grupo de funcionários, tem como proposta
manter as crianças o maior tempo possível
dentro das escolas. Esse objetivo é alcançado
com o desenvolvimento de projetos que despertam
o interesse do aluno, como a prática
de esportes ou atividades na área artística,
em escolas escolhidas por funcionários
do banco.
O Instituto Escola Brasil beneficia 72 escolas
da rede pública, em 39 cidades brasileiras.
As atividades com os estudantes contam com a
participação voluntária
de funcionários do banco e, até
o momento, dois mil profissionais do Banco Real
ABN Amro estão engajados nesse projeto.
Também
contribuem em projetos de trabalhos voluntários
em instituições sociais os bancos
JP Morgan, Grupo Santader/Banespa, Nossa Caixa
e Citibank.
CULTURA
Privilegiando
a arte
A
maioria dos bancos concentra volume significativo
de seus investimentos sociais na área
cultural. Dos bancos que forneceram informações
para o Balanço Social, a maior parte
desenvolveu ações culturais no
ano passado, somando investimentos próximos
de R$ 100 milhões.
Os
projetos culturais dos bancos privilegiam a
cultura brasileira. Os patrocínios ou
os apoios são dirigidos às festas
locais, peças teatrais, edição
de livros, gravação de cd´s,
festivais de música, de dança,
teatro, bandas, gincanas culturais, congressos,
seminários, premiações,
entre outros.
Atuação
abrangente
O
HSBC colaborou no ano passado com oito instituições
de Curitiba, no Paraná, onde mantém
um coral de 140 crianças. Também
patrocinou o Festival de Dança de Brasília,
as peças teatrais "Dia das Mães"
e "Visitando Sr. Green" e o livro
da artista plástica Leila Pugnaloni,
investindo R$ 2,5 milhões.
Desde
1997, a atuação do Itaú
Cultural se assenta no tripé de fomentar,
formar e difundir a arte contemporânea
brasileira. No ano passado, completou 15 anos
de atividades, direcionando R$ 26,7 milhões
para atividades como a do Projeto Rumos, que
engloba artes visuais, cinema e vídeo,
literatura, musicais, cênicos, novas mídias,
design, oficinas e cursos de formação,
além de projetos educacionais. Os projetos
do Itaú Cultural já conquistaram
10 prêmios e atraíram 265.331 visitantes.
Já
o Mercantil do Brasil apostou em 11 projetos
regionais, principalmente em Minas Gerais. Entre
eles, Arte de Viver Minas, Resgatando e Contanto
Histórias e Semana Integrada de Cultura
no Centro Universitário de Lavras.
Entre
os livros culturais produzidos pelos bancos
em 2001 destacaram-se "Litoral do Brasil",
do Banco Zogbi; "O Brasil na Visão
do Artista - A natureza e as artes plásticas",
do Sudameris; e "A História Comparada
Brasil-Argentina, editado pelo BBA Credistantalt,
que também patrocinou concurso de fotografia
e participou da Revista Bravo.
O
Santander investiu R$ 12,6 milhões na
criação do Santander Cultural,
em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, projeto
com ações em quatro eixos - artes
visuais, música, cinema e reflexão,
onde foram promovidos importantes eventos em
2001, como a III Bienal de Artes Visuais do
Mercosul.
Evangelho
Segundo Jesus Cristo, com a participação
da atriz Maria Fernanda Cândido, e Rei
Lear, estrelado por Raul Cortez, foram dois
espetáculos patrocinados pela Nossa Caixa
Nosso Banco.
A
Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil
investiram aproximadamente R$ 36 milhões
em cultura, no ano passado. Patrocinaram diversos
espetáculos teatrais e exposições,
como a Divina Comédia de Salvador Dali,
Tesouros Artísticos da China e Miró
Gravador. Entre outros projetos apoiados por
esses três bancos, destaque para Nelson
Rodrigues - 60 anos de Teatro, Bienal 50 anos
- Uma homenagem à Ciccillo Matarazzo,
IX Mostra de Teatro Amador em Ourinhos e Resgate
da Memória Nacional.
O
Bradesco participou de mais de 50 projetos em
áreas como cinema, teatro, música,
exposições e dança. Com
investimentos de R$ 8,4 milhões, viabilizou
eventos de grande repercussão, como as
peças "Os Lusíadas"
e "Quem tem medo de Virgínia Wolf?",
a Bienal Internacional do Livro e Exposição
Egito Faraônico.
Galpão
criativo
Com
o objetivo de dar melhores condições
de vida a uma parcela da população
carente de Ribeirão Preto, distante cerca
de 300 quilômetros de São Paulo,
em dezembro de 2000 o Banco Ribeirão
Preto (BRP) reformou um antigo galpão
de sua propriedade, em um bairro da periferia
da cidade, e montou ali, em conjunto com o Cineclube
Cauim, a Agência Cultural Banco Ribeirão
Preto. Inicialmente, os planos eram de oferecer
apenas oficinas culturais, com cursos de teatro,
música e escultura em pedra sabão,
por exemplo. Mas o projeto acabou crescendo
e, ainda no primeiro semestre do ano passado,
a Agência Cultural passou a dar também
alguns cursos de qualificação
profissional, como informática e secretariado.
Para tanto, o BRP contou com algumas parcerias.
No caso do curso de informática, um cliente
do banco ofereceu os equipamentos e, no de secretariado,
um grupo de secretárias da cidade montou
programa de dois meses e ministra as aulas.
Essas parcerias comprovam a boa receptividade
de propostas de conjugação de
esforços entre empresas, funcionários
e clientes, especialmente na área social.
A única exigência para fazer os
cursos gratuitos da Agência Cultural voltados
para a população de baixa renda,
é que o jovem entre 10 e 17 anos esteja
matriculado na escola. A norma visa estimular
o jovem a ir a escola a valorizar seu empenho
com a própria educação.
O Banco Ribeirão Preto investiu aproximadamente
R$ 100 mil na instalação e manutenção
da Agência Cultural. Em 2001, cerca de
500 jovens participaram dos cursos oferecidos
pelo projeto.
Percorrendo
o Brasil
Os
Centros Culturais do Banco do Brasil, localizados
em São Paulo, Brasília (DF) e
Rio de Janeiro, contribuem para a difusão
da arte e da música popular brasileiras,
promovendo eventos itinerantes e shows de música
apresentados em várias cidades brasileiras.
Para participar dos eventos do Circuito Cultural
BB, o público doa um quilo de alimento
não-perecível e livros infantis
ou adquire seu ingresso a preços populares.
Assim, a população local, além
de apreciar exposições ou cantar
com seu ídolo da MPB, tem a oportunidade
de colaborar com obras de caráter social.
O
Circuito Cultural BB percorreu 25 cidades do
País (17 capitais e 8 municípios
do Interior), com mais de 200 artistas nacionais.
Participaram 270 mil pessoas, que doaram 41
toneladas de alimentos a instituições
filantrópicas. A arrecadação
em bilheteria, de R$ 250 mil, foi revertida
em benefício de ações sociais.
O
Instituto Moreira Salles (IMS), criado e administrado
pelo Unibanco, dedica-se, desde 1990, à
promoção de iniciativas culturais
inéditas, que ele próprio concebe
e executa. Entidade civil sem fins lucrativos,
o IMS mantém centros culturais nos estados
do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas
Gerais, que lhe permitem operar como circuito
integrado. Coordena também as atividades
dos Espaços Unibanco de Cinema, desde
1995, por meio de uma rede de salas de exibição
no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Fortaleza e Juiz de Fora. Os projetos
apoiados pelo IMS são de médio
e longo prazos e têm, entre seus objetivos,
contribuir para a formação e aprimoramento
do público. Suas cinco áreas principais
de atuação são fotografia,
literatura, cinema, artes plásticas e
MPB.
Muitos outros bancos investiram em cultura em
2001: JP Morgan, Lloyds TSB, Schahin, USB Warburg,
VR, Deutshe Bank, Dresdner Bank Ag, ABC, AJ
Renner, BMC, Amazônia, Nordeste, Matone,
Prosper, Votorantim, Banco1.Net, Citibank, ABN
Amro Real, Alfa, Besc, Ceará, BBV, BMG,
BNL, Brascan, Brasília, Safra, BankBoston,
Banespa, Banestes e Maranhão.
Banco
de Talentos
Os
bancários, com habilidades artísticas
participam, há oito anos, do Banco de
Talentos, projeto cultural da Febraban - Federação
Brasileira das Associações de
Bancos. Na edição do ano passado,
foram selecionados trabalhos das modalidades
de Artesanato, Canto Coral, Contos, Escultura
e Poesia. O evento não atribui classificações
ou distribui prêmios aos selecionados,
tendo como principais objetivos valorizar, identificar
e promover os trabalhos dos bancários.
Organizado, em ciclos bienais, contempla nos
anos pares as modalidades de Fotografia, Música
e Pintura.
O
Banco de Talentos da Febraban já editou
oito livros com a reprodução dos
trabalhos dos artistas, dois livros de poemas,
um de contos, 20 calendários artísticos
e nove CDs. Foram produzidos, também,
três festivais de teatro, cinco espetáculos
musicais, dezenas de sessões de leitura
de contos e poemas, além de centenas
de apresentações dos corais.
SAÚDE
Graacc
ajuda crianças e adolescentes com câncer
Há
pouco mais de 10 anos, em 1991, um grupo de
amigos criou o Grupo de Apoio ao Adolescente
e à Criança com Câncer (Graacc).
Inicialmente, seu trabalho limitava-se a oferecer
hospedagem e assistência psicológica
às crianças e adolescentes com
câncer que chegavam a São Paulo
para fazer tratamento. Esse apoio era dado também
aos familiares dessas crianças e adolescentes,
que ficam em uma residência chamada Casa
de Família, onde recebiam hospedagem
e alimentação.
Mas
os planos dos fundadores e dos voluntários
ligados ao Graacc eram de ampliar esse trabalho.
Com esse objetivo, em meados de 1995, teve início
a construção do Instituto de Oncologia
Pediátrica (IOP), no bairro da Vila Mariana,
na Zona Sul de São Paulo. A obra foi
concluída em tempo recorde - apenas dois
anos e meio. Em meados de 1998, ficou pronto
um hospital com 11 andares, equipado com 27
leitos, moderno centro de transplante de medula
óssea, UTI pediátrica oncológica
e centro cirúrgico, além de apoio
diagnóstico e terapêutico.
Bancos
como o Bradesco, Itaú e Safra, por exemplo,
participaram ativamente na época da construção
e ainda colaboram de diversas formas - isentando
o Graacc da cobrança de taxas ou participando/patrocinando
eventos para arrecadar fundos, como o McDia
Feliz, da rede McDonald's. A Fundação
Banco do Brasil doou equipamentos para laboratório
e bancos como o ABC Brasil, Banespa/Santander,
BicBanco, Santos, Cidade, ING Bank, Real ABN
Amro e Sudameris também colaboram com
o Graacc.
Dessa
forma, o Graacc passou a oferecer não
apenas apoio, mas também tratamento para
câncer pediátrico, atendendo cerca
de 300 casos novos por ano. Além disso,
todo mês são realizados aproximadamente
2.400 atendimentos, entre consultas, tratamentos
quimioterápicoS, cirurgias, internações
e exames.
Aliança
com universidade e empresariado
Por
trás do sucesso dessa empreitada está
uma parceria envolvendo a comunidade, a Universidade
Federal de São Paulo e a Escola Paulista
de Medicina, responsáveis por todo suporte
técnico e científico do IOP e
o empresariado, que garante a maior parte das
doações financeiras necessárias
à implantação e sustentação
do projeto.
O
trabalho desenvolvido pelo Graacc também
chama a atenção pelo fato de que,
para garantir a permanência dos pacientes
em tratamentos que duram pelo menos um ano,
as famílias recebem passes de ônibus
e passagens intermunicipais, suplemento alimentar
e todo o medicamento. Esse trabalho ainda é
complementado com parcerias para a colocação
de adolescentes acima de 16 anos no mercado
de trabalho.
Todo
as atividades são oferecidas sem custo
algum para o paciente e seus familiares. As
despesas mensais do Graacc para custeio dessas
atividades giram em torno de R$ 1,2 milhão.
Metade desse valor é custeada por doações
e o restante pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Todos podem contribuir para ajudar o
Graacc financeiramente e/ou auxiliando nas diversas
atividades do dia-a-dia do hospital, que hoje
são realizadas por um grupo de aproximadamente
200 voluntários.
Tamanho
não é documento
Há
três anos, quando a direção
do Banco Triângulo decidiu apoiar projetos
sociais, foram adotadas algumas premissas. Em
primeiro lugar, optou-se por focar a atuação
em programas voltados à educação
infantil e de adolescentes, em instituições
que já desenvolviam trabalhos nestas
áreas. Em seguida, foi decidido que,
como a matriz do banco fica em Uberlândia,
haveria a preocupação em beneficiar
a comunidade local. Dessa forma, a escolha natural
foi pelo Lar de Amparo e Promoção
Humana, um dos mais antigos da cidade, criado
ainda na década de 80 e que atende desde
gestantes até a terceira idade.
Colaborando com o Lar desde 1999, apenas no
ano passado o Banco Triângulo fez doações
de cerca de R$ 250 mil e, além disso,
apresentou e tem apoiado diretamente dois projetos
voltados para a formação de jovens.
O primeiro é um conjunto de oficinas
culturais, com cursos de dança, teatro
e música; e o segundo, com o objetivo
de facilitar o acesso ao mercado, é um
curso de informática. Estes dois projetos
somam-se ao trabalho desenvolvido há
alguns anos pelo Lar, que é oferecer
atendimento complementar (reforço escolar)
aos jovens carentes que estudam na rede pública.
Com o objetivo de estimular contribuições
financeiras com ações sociais,
a cada um real doado por um de seus funcionários,
o Banco Triângulo contribui com mais um
real. Entre crianças, adolescentes, adultos
e idosos, o Lar atende mensalmente cerca de
16 mil pessoas, oferecendo mais de 950 mil refeições.
Recursos
e equipamentos
Os
bancos atuam socialmente na área de saúde
principalmente por meio de doações
financeiras e de equipamentos a instituições
que prestam algum tipo de atendimento gratuito,
realizam campanhas de prevenção
a doenças como a Aids, contra drogas
ou dão assistência e apoio a gestantes.
Ações nessas áreas foram
desenvolvidas em 2001 pelos bancos BB, BMG,
do Estado do Espírito Santo, do Estado
do Maranhão, da Amazônia, do Estado
do Pará, Itaú, Dresdner Bank,
HSBC, Lloyds TSB, Multistock, VR, Nossa Caixa,
Citibank e Unibanco.
Projeto
Travessia
Criada
por sindicatos de trabalhadores, bancos e empresas
privadas, a Fundação Projeto Travessia
foi organizada em dezembro de 1995, com a missão
de garantir os direitos das crianças
e adolescentes que utilizam as ruas do centro
velho da cidade de São Paulo como espaço
de moradia e sobrevivência, promovendo
seu retorno ao sistema de ensino formal, ao
convívio familiar e comunitário.
O
atendimento teve início em junho de 1996
e, até meados do ano passado, aproximadamente
200 crianças, adolescentes e jovens deixaram
as ruas. Alguns já estão reintegrados
às suas famílias, de volta às
suas comunidades de origem, estudando e/ou trabalhando.
Outros estão em processo de retorno ao
convívio familiar e social.
A
Fundação Travessia conta hoje
com apoio da Fundação BankBoston,
Bradesco, Banco Fibra, Sindicato dos Bancários
e Financiários de São Paulo, Osasco
e Região, Sindicato dos Professores do
Ensino Oficial do Estado de São Paulo,
Associação Viva o Centro, Empresas
Pires e DTS - Latin America Software, mas está
sempre aberta a novas parcerias, com vistas
a ampliar a sua ação.
Esmeralda
- Da rua para a faculdade
No
grupo de mais de 200 jovens atendidos pelo Projeto
Travessia que deixaram as ruas, destaca-se o
caso de Esmeralda do Carmo Ortiz. Dos 8 aos
18 anos, ela viveu nas ruas. Hoje, com 22 anos,
cursa o primeiro ano de Jornalismo, livre das
drogas, da violência e da indiferença
que marcaram 10 anos da sua infância e
juventude, levando-a a ser internada diversas
vezes na Febem.
Esmeralda não era feliz com aquela situação
e sempre nutriu esperanças de abandonar
a vida na rua. "Eu roubava, comprava drogas
e ali mesmo na rua eu dormia. Mas tinha fé
que um dia, tudo isso iria mudar". A oportunidade
surgiu quando conheceu educadores do Projeto
Travessia. A convicção de que
Esmeralda realmente desejava abandonar as ruas
levou os educadores do Travessia a montar uma
verdadeira "rede de salvamento", que
contou com a colaboração de outras
entidades, como a Casa de Passagem, que garantiu
um lar provisório para a jovem.
Até mesmo quando Esmeralda teve uma recaída
e voltou para as ruas, a "rede de salvamento"
não se desfez. Na verdade, ela foi procurada
e concordou em se internar em uma clínica
para desintoxicação.
Hoje, Esmeralda trabalha na ONG Cidade Escola
Aprendiz, onde colabora em cursos para jovens
carentes, paga do próprio bolso o aluguel
da casa em que mora, no bairro da Vila Madalena,
e, com certa regularidade, é convidada
para dar palestras e falar de sua experiência
ou dar entrevistas.
Ao final de junho, em depoimento para este Balanço
Social, ela observou que "ninguém
gosta de viver de caridade, mas, como o governo
não atua direito nesta área, muita
gente que está em situação
difícil depende do trabalho social feito
pelas empresas para ter uma oportunidade de
melhorar". Além de cursar a faculdade
de jornalismo, escreveu "Esmeralda - Por
que não dancei", um depoimento em
que conta sua história de vida na rua,
desde os momentos mais difíceis até
dar volta por cima, num processo de recuperação
que estimula nossa fé no ser humano.
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Capacitação
profissional
Criando
oportunidades
Ações
com foco em capacitação
profissional para aumentar as chances
das pessoas de ingressarem e se desenvolverem
no mercado de trabalho são realizadas
pelo HSBC que, entre outras projetos,
contribui com a Escola Salesiana do Trabalho;
o JP Morgan, que colabora com o Centro
de Profissionalização de
Adolescentes (CPA); e diversas outras
instituições, a exemplo
do Lloyds TSB, Itaú, Nossa Caixa,
Citibank e Unibanco.
Esses
trabalhos são desenvolvidos por
meio de cursos específicos, como
os ministrados na área de informática,
ou apoiando financeiramente instituições
que desenvolvem trabalhos de formação
em diversas áreas como artesanato,
cerâmica, padarias etc.
Inclusão
digital
Também
é importante para os bancos ampliar
o número de jovens com acesso e
conhecimento das novas tecnologias. Entre
os bancos que participam de programas
de combate à exclusão digital,
estão Santander/Banespa, HSBC,
e Caixa Econômica Federal.
Fundo
Social de Solidariedade
Articular
ações sociais para proporcionar
melhor qualidade de vida para a população
e oferecer estrutura para a atuação
dos agentes multiplicadores junto à
comunidade são alguns dos objetivos
do Fundo Social de Solidariedade do Estado
de São Paulo (Fussesp). Para isso,
a entidade estabelece parcerias com os
Fundos Sociais de Solidariedade Municipais,
sociedade civil e iniciativa privada.
Entre os bancos que apóiam o programa
estão: Bradesco, Nossa Caixa e
Santander-Banespa
Em
parceria com o Senai, por intermédio
da Estação Especial da Lapa,
por exemplo, e do Programa de Geração
de Emprego e Renda, o FUSSESP oferece
cursos de iniciação profissional
nas seguintes áreas: Informática,
Informática para pessoas portadoras
de deficiência visual, Serviços
Administrativos, Reparo e Confecção
de Calçados e Artefatos de Couro,
Tapeçaria de Móveis, Panificação/Confeitaria,
Tricô à Mão e Industrial
e Faz Tudo - módulos do ramo da
Construção Civil, com noções
de instalação elétrica
e hidráulica, colocação
de pisos e azulejos, assentamento de blocos
e tijolos, pintura civil e decorativa
e reparos de eletrodomésticos.
Os
cursos de Informática para pessoas
portadoras de deficiência visual
mantêm parceria com a Fundação
Bradesco, MicroPower, BM&F e Senai.
Montando
padarias artesanais
Padarias artesanais, destinadas a oferecer
oportunidades de profissionalização
estão sendo instaladas pela Fussesp
em núcleos sociais no Estado de
São Paulo. As padarias contam com
forno, batedeira, liquidificador, botijão
de gás, assadeiras e balança.
Os pães são fabricados para
consumo próprio ou para geração
de renda. No ano passado, o Grupo Santander
Banespa foi um dos parceiros nesta empreitada.
Ao
todo, o grupo doou 1.400 kits de panificadoras
para presídios e unidades da Febem
- Fundação do Bem-Estar
do Menor. Além da capacitação
profissional, o projeto visa melhorar
a qualidade de alimentação
nas prisões. No total, 54 presídios
e 56 unidades da Febem receberam o investimento
de R$ 940 mil deste banco. Também
receberão o equipamento 44 conjuntos
habitacionais da CDHU - Companhia de Desenvolvimento
Habitacional e Urbano - CDHU.
O
projeto Padarias Artesanais tem a participação
do governo para a infra-estrutura e os
instrutores para os cursos de panificação
e a iniciativa privada colabora com os
kits de panificação. Após
receberem treinamento, funcionários
e voluntários das entidades repassam
o que aprenderam às comunidades.
No
caso da Febem, caberá aos monitores
freqüentarem o curso e posteriormente
treinar os menores internos, dando-lhes
oportunidade de aprenderem uma nova profissão.
Nos presídios, agentes de segurança
serão capacitados para ensinar
as técnicas de panificação
aos presos. Só em dezembro, 900
kits foram distribuídos a fundos
sociais de 621 cidades e 279 entidades
assistenciais da Capital.
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Comunidade
Solidária
Enfrentando
a pobreza
e a desigualdade
Em
seus sete anos de existência, o Programa
Comunidade Solidária conseguiu mobilizar
pessoas e recursos de todos os tipos e procedências,
sejam do Estado, da iniciativa privada ou do
chamado de Terceiro Setor. Seu trabalho nesse
período comprovou-se indispensável
no enfrentamento da pobreza, das desigualdades
e da exclusão social. Muitos bancos atuam
junto à Comunidade Solidária.
Entre eles, ABN Amro Real, BBA Creditanstalt,
Caixa, Bradesco, bancos do Estado do Maranhão,
do Estado de Sergipe, Itaú, Deutshe Bank,
Nordeste do Brasil, Sudameris, Unibanco e Votorantim.
As atividades do programa são estabelecidas
tendo como meta o fortalecimento da sociedade
civil, o desenvolvimento da interlocução
política sobre temas sociais e a criação
de programas inovadores para substituir o mero
assistencialismo, caracterizado pela ineficiência
e obsolescência de políticas centralizadoras.
São quatro os programas que compõem
os trabalhos da Comunidade Solidária:
Universidade Solidária, Alfabetização
Solidária, Capacitação
Solidária e Apoio ao Artesanato para
Geração de Renda.
O
Programa Universidade Solidária mobiliza
universitários de todo o País
para trabalhar em comunidades pobres. Esses
voluntários acabam formando uma rede
de agentes locais, com maior capacidade para
enfrentar os desafios dos municípios.
As universidades selecionam e capacitam as equipes
e as prefeituras oferecem alojamento e transporte
local. O programa já envolveu 180 instituições
de ensino superior, 13.110 mil estudantes, em
910 municípios. Até o final de
2002, a previsão é de que 17.210
alunos e 1.415 professores sejam mobilizados.
Já
o Alfabetização Solidária
é aplicado nos municípios que
concentram o maior número de analfabetos.
No primeiro semestre de 1997, ano de lançamento
do programa, foram atendidas em torno de 9,2
mil pessoas em 38 cidades das Regiões
Norte e Nordeste. Já no ano passado,
o número de atendimentos chegou a 2,4
milhões em 1.578 cidades.
Um
dos projetos que mais precisam da colaboração
de empresas e de pessoas é o da Capacitação
Solidária. Com o objetivo de preparar
para o mundo do trabalho, o programa atua junto
a jovens com idade entre 16 e 21 anos, com baixa
escolaridade, provenientes de famílias
de baixa renda e que vivem nas regiões
metropolitanas brasileiras e têm acesso
restrito a programas educativos, de formação
e qualificação profissional. O
programa já preparou 115 mil jovens.
Atendendo
53 comunidades, o Artesanato Solidário
é desenvolvido em parceria com o Sebrae,
a Sudene e a Caixa Econômica Federal.
O objetivo do projeto é revitalizar o
artesanato tradicional e transformá-lo
em alternativa de renda. Os grupos envolvidos
no projeto respeitam o conhecimento transmitido
pelos mais velhos por meio de ensino informal,
fortalecem ou formam associações
de artesãos, utilizam matérias-primas
disponíveis, aprimoram a produção,
divulgam a produção artesanal
valorizando seu aspecto cultural, facilitam
a obtenção de espaços para
realização do trabalho e abrem
caminho para a comercialização.
Esportes
Uma
opção de vida
Os
estímulos dados aos jovens para praticar
esportes coletivos vêm proporcionando
grandes benefícios sociais. As ações
nessa área, além de contribuírem
para o desenvolvimento físico, melhoram
a capacidade de relacionamento e de integração
social dos jovens, afastando-os das ruas, das
drogas e da violência e abrindo-lhes novas
possibilidades de convivência sadia. Para
aqueles que se destacam em alguma modalidade
esportiva, podem significar também uma
oportunidade de carreira profissional.
Núcleos
de formação
Em
15 anos de atividades, o BCN Esportes, em conjunto
com prefeituras, instalou 44 núcleos
de formação esportiva em basquete
e vôlei para atender meninas entre nove
e quatorze anos. O objetivo principal desses
núcleos é oferecer iniciação
esportiva de qualidade, mas o projeto prevê
também trabalhos de orientação
bastante abrangente sobre noções
de higiene, gravidez precoce, causas de estresse,
combate ao uso de drogas e convivência
com as transformações da adolescência.
Nos últimos 15 anos, já passaram
pelos núcleos de formação
aproximadamente cinco mil jovens, a maioria
vinda de famílias carentes. Algumas foram
aproveitadas nas categorias de base do BCN Esportes
e passaram a jogar profissionalmente.
Muitas meninas ingressam nos núcleos
de formação estimuladas pela possibilidade
de jogarem profissionalmente, a exemplo de colegas
das categorias de base que ingressaram na WNBA,
a liga profissional de basquete dos Estados
Unidos.
A maior parte dos núcleos de formação
funciona em Osasco, na Grande São Paulo,
mas cerca de 650 crianças são
atendidas nas cidades de Mogi das Cruzes e São
José Campos, em São Paulo, e Niterói,
no Rio de Janeiro. Em todas as cidades, os núcleos
são instalados em escolas públicas
e centros esportivos, em parceira com as prefeituras.
Escolinhas de tênis
Embora
o Brasil seja conhecido como o "país
do futebol", o carisma e o bom desempenho
de alguns esportistas em modalidades diferentes
acabaram despertando o interesse de muitos jovens
por esportes menos populares. É o caso,
por exemplo, do tênis, que atualmente
tem em Guga um dos maiores ídolos brasileiros.
Mas, diferentemente do futebol, que pode ser
praticado e é acessível a todas
as camadas sociais, a prática do tênis
geralmente fica limitada aos jovens de famílias
das classes média e alta.
Para contornar esse obstáculo, em janeiro
de 2000, no mesmo ano em que começou
a patrocinar Guga, o Banco do Brasil lançou
o Projeto TênisBrasil, que prevê
a criação de escolinhas desse
esporte para crianças de 7 a 12 anos,
em diversas capitais brasileiras, com prioridade
para aquelas que estudam em escolas públicas.
Por enquanto, já há escolinhas
de tênis funcionando em Florianópolis,
São Paulo, Brasília, Salvador
e Curitiba, atendendo a cerca de mil crianças.
Além das aulas, todos os alunos também
recebem, gratuitamente, uniforme, raquete e
bolas para os treinos, bem como transporte e
alimentação.
O Banco do Brasil também patrocina equipes
de vôlei de quadra e de praia e mantém
escolinhas para adolescentes de 11 a 16 anos
nestas duas modalidades.
Uniformes
e patrocínios
Há
diversas outras ações desenvolvidas
pelos bancos com foco no esporte. Em alguns
casos, é uma agência que, em conjunto
com algum cliente, compra o uniforme para um
time amador local, em outros é o patrocínio
a algum atleta ou equipe, sem contar a criação
de escolinhas nas quais jovens carentes podem
praticar algum esporte. Estão nesse grupo
instituições como o Real ABN Amro,
HSBC, Banco do Estado do Espírito Santo,
Banco do Estado do Maranhão, Nossa Caixa
e Itaú.
Meio
Ambiente
"Um
dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros
cairão do céu, os mares vão
escurecer e os peixes aparecerão mortos
na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar,
os índios perderão o seu espírito.
Mas vão recuperá-lo para ensinar
ao homem branco a reverência pela sagrada
terra. Aí, então, todas as raças
vão se unir sob o símbolo do arco-íris
para terminar com a destruição.
Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."
Profecia feita há mais de 200 anos por
"Olhos de fogo", uma velha índia
Cree )
Cuidado essencial
O
Brasil foi um dos primeiros países a
terem em sua Constituição um capítulo
inteiro dedicado à proteção
do meio ambiente e à conservação
dos recursos naturais. Afinal, desenvolvimento
sustentável é aquele que gera
recursos hoje, garantindo as necessidades das
gerações presentes, sem comprometer
o direito das futuras gerações
de usufruir desses mesmos recursos. E é
com esse fundamento que muitos bancos vêm
investindo recursos em ações ambientais.
Uma
das instituições que atuam há
mais tempo no incentivo à preservação
ambiental é o Unibanco. Em 2001, o investimento
da instituição, nesta área,
foi de R$ 1 milhão. Associação
Viva Rio, Associação Evangélica
Creche Raízes, Parque Villa-Lobos, Pangea,
Associação Amigos do Futuro, Grupo
Ecológico Anjos Verdes, Fundação
Zoobotânica+Biodiversitas, Centro de Educação
Ambiental Vila Pinto e Parque Dois Irmãos
são algumas das 17 entidades que receberam
patrocínio deste banco.
O
balanço dos 10 anos de atividades do
Unibanco Ecologia mostra investimentos de R$
8 milhões em 260 projetos, com resultados
reconhecidos em 29 prêmios conquistados.
Para os dirigentes da área, a educação
ambiental consiste basicamente na transmissão
de conceitos de conservação do
meio ambiente do planeta que, se observados,
permitem a qualquer pessoa aprimorar sua qualidade
de vida e a de sua comunidade. Os projetos dessa
área tentam motivar a consciência
dos participantes para as práticas de
preservação e melhoria do meio
ambiente, pautadas no princípio de que,
se cada um fizer a sua parte, o mundo será
melhor.
No processo de captação dos projetos
elaborados pelas comunidades, as agências
do Unibanco em todo o País exercem papel
fundamental, selecionando e indicando esses
projetos ao Comitê de Ecologia, órgão
formado por membros da Diretoria Executiva e
do Conselho de Administração do
Banco, responsável pela aprovação
dos projetos.
Como
contribuição a programas de preservação
do meio ambiente, o Bradesco mantém parceria
com a Fundação SOS Mata Atlântica,
por meio do Cartão de Crédito
SOS Mata Atlântica Bradesco Visa, que
destina à fundação parte
das anuidades pagas pelo associados. A Fundação
Bradesco também desenvolve diversos projetos
comunitários nas 38 escolas que mantém,
em 25 dos 26 Estados brasileiros. Entre eles:
Reflorestamento de Matas Ciliares (Paranavaí,
PR), Lixo, Coleta Seletiva e Reciclagem (Aparecida
de Goiânia, GO), Preservação
e Conservação da Fauna e Flora
Pantaneira (Bodoquena, Miranda, MS) e Tambá-Ki
(Laguna, SC).
O
Citibank é um dos patrocinadores no Brasil
da ONG Conservation International, organização
dedicada à conservação
e uso sustentado da biodiversidade. O enfoque
deste projeto é a conservação
da Mata Atlântica da região cacaueira
do sul da Bahia, uma das mais ricas em diversidade
biológica no mundo.
Já
o Banco Mercantil do Brasil, em 2001, investiu
em iniciativas como o workshop Meio Ambiente:
Conservação e Desenvolvimento
Sustentável de Áreas Florestais,
realizado pela Universidade do Estado de Minas
Gerais (UEMG) em colaboração com
o Centro Mineiro de Educação Continuidade
(Cemec). O Banco Cidade promoveu ciclos de palestras
destinadas a avaliar a atuação
do homem (indivíduo, profissional e cidadão)
em relação ao meio ambiente, além
campanhas de coleta seletiva de lixo.
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