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AÇÕES SOCIAIS

EDUCAÇÃO

"Educar é libertar. Só quem é livre é capaz de fazer opções"
Amador Aguiar, fundador do Bradesco, pioneiro da cidadania e do voluntariado
- in memoriam.

Visitar o amanhã

O poder transformador da educação vem motivando os bancos a investir cada vez mais em projetos nessa área.
Uma das ações sociais e comunitárias mais amplas e perseverantes do sistema bancário para a educação e a profissionalização de crianças, jovens e adultos começou em 1956, com a inauguração da Fundação São Paulo de Piratininga, hoje conhecida como Fundação Bradesco. O objetivo de seu principal fundador, Amador Aguiar, era "visitar o amanhã".
Atualmente, são 38 escolas, com previsão de encerrar 2002 com 103 mil alunos, distribuídos por 25 estados e no Distrito Federal. Nos últimos seis anos, os recursos da Fundação Bradesco aplicados em educação somaram R$ 562,4 milhões. Em 2002, a previsão é de mais R$ 119,7 milhões.

Integração social

O Banco do Brasil, em 2001, destinou R$ 87,2 milhões a ações e programas comunitários. Na área de educação: Integração AABB Comunidade, BB Educar e Escola Campeã. Um de seus principais programas, o BB Educar, de alfabetização de jovens e adultos, utiliza a metodologia Paulo Freire, desde seu lançamento, há dez anos, e já alfabetizou 71.432 pessoas em sala de aula, com a participação de 3.700 alfabetizadores.
O projeto estimula os alunos para, após a alfabetização, ingressarem no ensino formal. Outro projeto da Fundação Banco do Brasil, Escola Campeã, procura melhorar a qualidade do ensino público fundamental. Implementado em 52 municípios, atende um milhão de alunos matriculados.


Melhorando o ensino

O Itaú criou há dois anos a Fundação Itaú Social, consolidando programa iniciado 1993, para desenvolver projetos e apoiar entidades e movimentos nas áreas de educação e saúde para a melhoria da qualidade de vida de populações menos favorecidas. Os gerentes das agências são os agentes dos programas de cidadania do banco. São eles que acolhem e encaminham os projetos para o Comitê de Programas e Patrocínios da Fundação. Em 2001, com investimentos de R$ 14 milhões, a instituição atingiu mais 254 municípios, elevando para 600 as cidades beneficiadas pelo Projeto Melhoria da Educação no Município.

Para 2002, estão programados investimentos mínimos de R$ 13 milhões em projetos destinados ao Ensino Fundamental e à Saúde Pública. Em sua história, o programa já apoiou 550 projetos, com investimentos superiores a R$ 80 milhões. Seus principais parceiros, na área de educação, são o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Com o prêmio Escrevendo o Futuro, o Itaú inicia este ano um programa para fortalecimento da escola pública.

Outros bancos, além de manterem suas ações de cidadania, investem também em projetos sociais de ONG´s e de outras instituições de cunho comunitário que atuam na área de educação. Entre eles: ABN Amro Real, BBA Creditanstalt, BNP Paribas, Banco de Brasília, BEM - Banco do Estado do Maranhão, JP Morgan, Sul América, BMC, Amazônia, Banco do Estado do Pará, Nossa Caixa, Sudameris, Triângulo, Votorantim, Safra, Citibank e Multistock.





Banco na Escola

No ano passado, um grupo de instituições financeiras de origem estrangeira - ABN Amro Bank, BBV, Citibank, BankBoston, JP Morgan, Lloyds TSB e Merrill Lynch, além do MEC, Unicef e Instituto Ayrton Senna, pais, alunos, mestres, dirigentes da educação e lideranças comunitárias começaram a aprender como gerir e auditar os recursos destinados à escola pública, com o objetivo de investir em educação de uma forma bastante criteriosa. A fase piloto do projeto Banco na Escola foi implantada em 50 escolas de ensino fundamental e médio da cidade de São Paulo. No segundo semestre de 2002, deverá ser ampliada para mais de 800 escolas municipais da cidade, onde estudam em torno de 930 mil alunos. O projeto emprega as principais habilidades dos bancos: conhecimento, estratégia, execução, espírito de equipe e busca permanente de resultados. Na sua primeira fase participaram aproximadamente 200 voluntários dos bancos aliados que definiram os produtos e as estratégias de ação. Com apoio técnico da Oficina de Idéias, montaram protótipos de jogos, planilhas, calendários, livros, painéis para estimular e facilitar a comunicação escola-aluno-comunidade e literatura sobre formação de grêmios.

Foram escolhidas as escolas da Zona Leste para a implantação da segunda fase do projeto. Em seguida, passaram a aperfeiçoar os produtos através dos encontros com pais, alunos e mestres. De acordo com os coordenadores do Banco na Escola, menos de um terço das escolas do projeto piloto contavam com um grêmio estudantil no ano passado. Com o início dos trabalhos propostos pelo Banco na Escola, foram criados vários grêmios e, juntamente com eles, os espaços de informática. Atualmente, mais de dois terços das escolas-piloto possuem grêmios.

Os integrantes do Banco na Escola entendem que o sucesso na escola é fundamental para o desenvolvimento pessoal e social e que toda a organização tem responsabilidade social e pode fazer diferença ao dividir o conhecimento de sua área de atuação. A comunidade escolar (professores, pais e alunos) deve participar da gestão da escola, contribuindo ainda mais efetivamente com a qualidade de ensino.


VOLUNTARIADO

"O voluntário é um grande agente de mudanças e melhorias na comunidade. Pode ser uma pessoa, uma organização ou uma empresa. Não importa: a força do voluntariado não está no tamanho das soluções individuais, mas na soma desses êxitos. É um trabalho de qualidade feito com prazer, por pessoas movidas por um sentimento de participação e solidariedade. São indivíduos que doam tempo, trabalho e talento por um mundo melhor", Organização das Nações Unidas (ONU).


Envolvendo funcionários e clientes

Os bancos estão conseguindo mobilizar um significativo número de parceiros para atuar em trabalhos comunitários. Entre eles, BankBoston, BBV, Real ABN Amro, JP Morgan, Santander/Banespa, Nossa Caixa e Citibank. A participação de funcionários e clientes vem sendo fundamental para concretizar alguns desses projetos que, muitas vezes, necessitam não só de apoio financeiro, mas dos mais diferentes tipos de iniciativas, serviços e orientações. O envolvimento de parcelas crescentes da sociedade, ampliando o voluntariado que colabora em programas que beneficiam a comunidade, é fundamental para aumentar o raio dessa ação transformadora e de resgate social em nosso País.


Participação Cidadã

Com essa perspectiva, a Fundação BankBoston estimula a reflexão e a ação social por meio do Programa Participação Cidadã, que é principal canal de mobilização e conscientização dos funcionários do banco e seus familiares em programas e projetos sociais.
A principal ação do Participação Cidadã é o Rally Social, que envolve todo o banco e em 2001 beneficiou cerca de 15 mil crianças e adolescentes de 60 instituições de todo o Brasil. Além de cursos e palestras, as atividades desenvolvidas incluíram reformas, preparação de hortas e jardins, e instalação de bibliotecas, videotecas e brinquedotecas. As 60 instituições também receberam sete toneladas de alimentos, 4,3 mil brinquedos, 4,5 mil peças de roupas, 25 mil livros, vídeos e CDs, 360 eletroeletrônicos e computadores e 49 Máquinas Braile.
Voltado para os funcionários do BankBoston e seus familiares, no ano passado o Participação Cidadã lançou ainda o Programa de Formação em 3º Setor. Em um ciclo de palestras e workshops, os participantes puderam entender mais e debater sobre Ética, Voluntariado, Legislação em Terceiro Setor, Projetos e Captação de Recursos. Além disso, foram desenvolvidas diversas oficinas práticas, com os presentes aprendendo a contar histórias, construir livros coletivos, construir brinquedos a partir de sucata e mosaicos com motivos natalinos.


Arrecadação de alimentos

Diversos outros bancos desenvolvem programas sociais em parceria com seus funcionários e clientes, a exemplo do BBV. No ano passado, essa instituição investiu em diversos programas na área de educação, inclusive patrocinando cursos profissionalizantes para jovens carentes, e mobilizou clientes e funcionários em torno de uma campanha que arrecadou 18 toneladas de alimentos não perecíveis.


Instituto Escola Brasil

O Instituto Escola Brasil, do Banco Real ABN Amro, criado em setembro de 1988, por iniciativa de um grupo de funcionários, tem como proposta manter as crianças o maior tempo possível dentro das escolas. Esse objetivo é alcançado com o desenvolvimento de projetos que despertam o interesse do aluno, como a prática de esportes ou atividades na área artística, em escolas escolhidas por funcionários do banco.
O Instituto Escola Brasil beneficia 72 escolas da rede pública, em 39 cidades brasileiras. As atividades com os estudantes contam com a participação voluntária de funcionários do banco e, até o momento, dois mil profissionais do Banco Real ABN Amro estão engajados nesse projeto.

Também contribuem em projetos de trabalhos voluntários em instituições sociais os bancos JP Morgan, Grupo Santader/Banespa, Nossa Caixa e Citibank.

CULTURA

Privilegiando a arte

A maioria dos bancos concentra volume significativo de seus investimentos sociais na área cultural. Dos bancos que forneceram informações para o Balanço Social, a maior parte desenvolveu ações culturais no ano passado, somando investimentos próximos de R$ 100 milhões.

Os projetos culturais dos bancos privilegiam a cultura brasileira. Os patrocínios ou os apoios são dirigidos às festas locais, peças teatrais, edição de livros, gravação de cd´s, festivais de música, de dança, teatro, bandas, gincanas culturais, congressos, seminários, premiações, entre outros.

Atuação abrangente

O HSBC colaborou no ano passado com oito instituições de Curitiba, no Paraná, onde mantém um coral de 140 crianças. Também patrocinou o Festival de Dança de Brasília, as peças teatrais "Dia das Mães" e "Visitando Sr. Green" e o livro da artista plástica Leila Pugnaloni, investindo R$ 2,5 milhões.

Desde 1997, a atuação do Itaú Cultural se assenta no tripé de fomentar, formar e difundir a arte contemporânea brasileira. No ano passado, completou 15 anos de atividades, direcionando R$ 26,7 milhões para atividades como a do Projeto Rumos, que engloba artes visuais, cinema e vídeo, literatura, musicais, cênicos, novas mídias, design, oficinas e cursos de formação, além de projetos educacionais. Os projetos do Itaú Cultural já conquistaram 10 prêmios e atraíram 265.331 visitantes.

Já o Mercantil do Brasil apostou em 11 projetos regionais, principalmente em Minas Gerais. Entre eles, Arte de Viver Minas, Resgatando e Contanto Histórias e Semana Integrada de Cultura no Centro Universitário de Lavras.

Entre os livros culturais produzidos pelos bancos em 2001 destacaram-se "Litoral do Brasil", do Banco Zogbi; "O Brasil na Visão do Artista - A natureza e as artes plásticas", do Sudameris; e "A História Comparada Brasil-Argentina, editado pelo BBA Credistantalt, que também patrocinou concurso de fotografia e participou da Revista Bravo.

O Santander investiu R$ 12,6 milhões na criação do Santander Cultural, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, projeto com ações em quatro eixos - artes visuais, música, cinema e reflexão, onde foram promovidos importantes eventos em 2001, como a III Bienal de Artes Visuais do Mercosul.

Evangelho Segundo Jesus Cristo, com a participação da atriz Maria Fernanda Cândido, e Rei Lear, estrelado por Raul Cortez, foram dois espetáculos patrocinados pela Nossa Caixa Nosso Banco.

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil investiram aproximadamente R$ 36 milhões em cultura, no ano passado. Patrocinaram diversos espetáculos teatrais e exposições, como a Divina Comédia de Salvador Dali, Tesouros Artísticos da China e Miró Gravador. Entre outros projetos apoiados por esses três bancos, destaque para Nelson Rodrigues - 60 anos de Teatro, Bienal 50 anos - Uma homenagem à Ciccillo Matarazzo, IX Mostra de Teatro Amador em Ourinhos e Resgate da Memória Nacional.

O Bradesco participou de mais de 50 projetos em áreas como cinema, teatro, música, exposições e dança. Com investimentos de R$ 8,4 milhões, viabilizou eventos de grande repercussão, como as peças "Os Lusíadas" e "Quem tem medo de Virgínia Wolf?", a Bienal Internacional do Livro e Exposição Egito Faraônico.

Galpão criativo

Com o objetivo de dar melhores condições de vida a uma parcela da população carente de Ribeirão Preto, distante cerca de 300 quilômetros de São Paulo, em dezembro de 2000 o Banco Ribeirão Preto (BRP) reformou um antigo galpão de sua propriedade, em um bairro da periferia da cidade, e montou ali, em conjunto com o Cineclube Cauim, a Agência Cultural Banco Ribeirão Preto. Inicialmente, os planos eram de oferecer apenas oficinas culturais, com cursos de teatro, música e escultura em pedra sabão, por exemplo. Mas o projeto acabou crescendo e, ainda no primeiro semestre do ano passado, a Agência Cultural passou a dar também alguns cursos de qualificação profissional, como informática e secretariado. Para tanto, o BRP contou com algumas parcerias. No caso do curso de informática, um cliente do banco ofereceu os equipamentos e, no de secretariado, um grupo de secretárias da cidade montou programa de dois meses e ministra as aulas. Essas parcerias comprovam a boa receptividade de propostas de conjugação de esforços entre empresas, funcionários e clientes, especialmente na área social.
A única exigência para fazer os cursos gratuitos da Agência Cultural voltados para a população de baixa renda, é que o jovem entre 10 e 17 anos esteja matriculado na escola. A norma visa estimular o jovem a ir a escola a valorizar seu empenho com a própria educação.
O Banco Ribeirão Preto investiu aproximadamente R$ 100 mil na instalação e manutenção da Agência Cultural. Em 2001, cerca de 500 jovens participaram dos cursos oferecidos pelo projeto.

Percorrendo o Brasil

Os Centros Culturais do Banco do Brasil, localizados em São Paulo, Brasília (DF) e Rio de Janeiro, contribuem para a difusão da arte e da música popular brasileiras, promovendo eventos itinerantes e shows de música apresentados em várias cidades brasileiras. Para participar dos eventos do Circuito Cultural BB, o público doa um quilo de alimento não-perecível e livros infantis ou adquire seu ingresso a preços populares. Assim, a população local, além de apreciar exposições ou cantar com seu ídolo da MPB, tem a oportunidade de colaborar com obras de caráter social.

O Circuito Cultural BB percorreu 25 cidades do País (17 capitais e 8 municípios do Interior), com mais de 200 artistas nacionais. Participaram 270 mil pessoas, que doaram 41 toneladas de alimentos a instituições filantrópicas. A arrecadação em bilheteria, de R$ 250 mil, foi revertida em benefício de ações sociais.

O Instituto Moreira Salles (IMS), criado e administrado pelo Unibanco, dedica-se, desde 1990, à promoção de iniciativas culturais inéditas, que ele próprio concebe e executa. Entidade civil sem fins lucrativos, o IMS mantém centros culturais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, que lhe permitem operar como circuito integrado. Coordena também as atividades dos Espaços Unibanco de Cinema, desde 1995, por meio de uma rede de salas de exibição no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Juiz de Fora. Os projetos apoiados pelo IMS são de médio e longo prazos e têm, entre seus objetivos, contribuir para a formação e aprimoramento do público. Suas cinco áreas principais de atuação são fotografia, literatura, cinema, artes plásticas e MPB.
Muitos outros bancos investiram em cultura em 2001: JP Morgan, Lloyds TSB, Schahin, USB Warburg, VR, Deutshe Bank, Dresdner Bank Ag, ABC, AJ Renner, BMC, Amazônia, Nordeste, Matone, Prosper, Votorantim, Banco1.Net, Citibank, ABN Amro Real, Alfa, Besc, Ceará, BBV, BMG, BNL, Brascan, Brasília, Safra, BankBoston, Banespa, Banestes e Maranhão.

Banco de Talentos

Os bancários, com habilidades artísticas participam, há oito anos, do Banco de Talentos, projeto cultural da Febraban - Federação Brasileira das Associações de Bancos. Na edição do ano passado, foram selecionados trabalhos das modalidades de Artesanato, Canto Coral, Contos, Escultura e Poesia. O evento não atribui classificações ou distribui prêmios aos selecionados, tendo como principais objetivos valorizar, identificar e promover os trabalhos dos bancários. Organizado, em ciclos bienais, contempla nos anos pares as modalidades de Fotografia, Música e Pintura.

O Banco de Talentos da Febraban já editou oito livros com a reprodução dos trabalhos dos artistas, dois livros de poemas, um de contos, 20 calendários artísticos e nove CDs. Foram produzidos, também, três festivais de teatro, cinco espetáculos musicais, dezenas de sessões de leitura de contos e poemas, além de centenas de apresentações dos corais.


SAÚDE

Graacc ajuda crianças e adolescentes com câncer

Há pouco mais de 10 anos, em 1991, um grupo de amigos criou o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc). Inicialmente, seu trabalho limitava-se a oferecer hospedagem e assistência psicológica às crianças e adolescentes com câncer que chegavam a São Paulo para fazer tratamento. Esse apoio era dado também aos familiares dessas crianças e adolescentes, que ficam em uma residência chamada Casa de Família, onde recebiam hospedagem e alimentação.

Mas os planos dos fundadores e dos voluntários ligados ao Graacc eram de ampliar esse trabalho. Com esse objetivo, em meados de 1995, teve início a construção do Instituto de Oncologia Pediátrica (IOP), no bairro da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. A obra foi concluída em tempo recorde - apenas dois anos e meio. Em meados de 1998, ficou pronto um hospital com 11 andares, equipado com 27 leitos, moderno centro de transplante de medula óssea, UTI pediátrica oncológica e centro cirúrgico, além de apoio diagnóstico e terapêutico.

Bancos como o Bradesco, Itaú e Safra, por exemplo, participaram ativamente na época da construção e ainda colaboram de diversas formas - isentando o Graacc da cobrança de taxas ou participando/patrocinando eventos para arrecadar fundos, como o McDia Feliz, da rede McDonald's. A Fundação Banco do Brasil doou equipamentos para laboratório e bancos como o ABC Brasil, Banespa/Santander, BicBanco, Santos, Cidade, ING Bank, Real ABN Amro e Sudameris também colaboram com o Graacc.

Dessa forma, o Graacc passou a oferecer não apenas apoio, mas também tratamento para câncer pediátrico, atendendo cerca de 300 casos novos por ano. Além disso, todo mês são realizados aproximadamente 2.400 atendimentos, entre consultas, tratamentos quimioterápicoS, cirurgias, internações e exames.

Aliança com universidade e empresariado

Por trás do sucesso dessa empreitada está uma parceria envolvendo a comunidade, a Universidade Federal de São Paulo e a Escola Paulista de Medicina, responsáveis por todo suporte técnico e científico do IOP e o empresariado, que garante a maior parte das doações financeiras necessárias à implantação e sustentação do projeto.

O trabalho desenvolvido pelo Graacc também chama a atenção pelo fato de que, para garantir a permanência dos pacientes em tratamentos que duram pelo menos um ano, as famílias recebem passes de ônibus e passagens intermunicipais, suplemento alimentar e todo o medicamento. Esse trabalho ainda é complementado com parcerias para a colocação de adolescentes acima de 16 anos no mercado de trabalho.

Todo as atividades são oferecidas sem custo algum para o paciente e seus familiares. As despesas mensais do Graacc para custeio dessas atividades giram em torno de R$ 1,2 milhão. Metade desse valor é custeada por doações e o restante pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todos podem contribuir para ajudar o Graacc financeiramente e/ou auxiliando nas diversas atividades do dia-a-dia do hospital, que hoje são realizadas por um grupo de aproximadamente 200 voluntários.

Tamanho não é documento

Há três anos, quando a direção do Banco Triângulo decidiu apoiar projetos sociais, foram adotadas algumas premissas. Em primeiro lugar, optou-se por focar a atuação em programas voltados à educação infantil e de adolescentes, em instituições que já desenvolviam trabalhos nestas áreas. Em seguida, foi decidido que, como a matriz do banco fica em Uberlândia, haveria a preocupação em beneficiar a comunidade local. Dessa forma, a escolha natural foi pelo Lar de Amparo e Promoção Humana, um dos mais antigos da cidade, criado ainda na década de 80 e que atende desde gestantes até a terceira idade.
Colaborando com o Lar desde 1999, apenas no ano passado o Banco Triângulo fez doações de cerca de R$ 250 mil e, além disso, apresentou e tem apoiado diretamente dois projetos voltados para a formação de jovens. O primeiro é um conjunto de oficinas culturais, com cursos de dança, teatro e música; e o segundo, com o objetivo de facilitar o acesso ao mercado, é um curso de informática. Estes dois projetos somam-se ao trabalho desenvolvido há alguns anos pelo Lar, que é oferecer atendimento complementar (reforço escolar) aos jovens carentes que estudam na rede pública.
Com o objetivo de estimular contribuições financeiras com ações sociais, a cada um real doado por um de seus funcionários, o Banco Triângulo contribui com mais um real. Entre crianças, adolescentes, adultos e idosos, o Lar atende mensalmente cerca de 16 mil pessoas, oferecendo mais de 950 mil refeições.

Recursos e equipamentos

Os bancos atuam socialmente na área de saúde principalmente por meio de doações financeiras e de equipamentos a instituições que prestam algum tipo de atendimento gratuito, realizam campanhas de prevenção a doenças como a Aids, contra drogas ou dão assistência e apoio a gestantes. Ações nessas áreas foram desenvolvidas em 2001 pelos bancos BB, BMG, do Estado do Espírito Santo, do Estado do Maranhão, da Amazônia, do Estado do Pará, Itaú, Dresdner Bank, HSBC, Lloyds TSB, Multistock, VR, Nossa Caixa, Citibank e Unibanco.

Projeto Travessia

Criada por sindicatos de trabalhadores, bancos e empresas privadas, a Fundação Projeto Travessia foi organizada em dezembro de 1995, com a missão de garantir os direitos das crianças e adolescentes que utilizam as ruas do centro velho da cidade de São Paulo como espaço de moradia e sobrevivência, promovendo seu retorno ao sistema de ensino formal, ao convívio familiar e comunitário.

O atendimento teve início em junho de 1996 e, até meados do ano passado, aproximadamente 200 crianças, adolescentes e jovens deixaram as ruas. Alguns já estão reintegrados às suas famílias, de volta às suas comunidades de origem, estudando e/ou trabalhando. Outros estão em processo de retorno ao convívio familiar e social.

A Fundação Travessia conta hoje com apoio da Fundação BankBoston, Bradesco, Banco Fibra, Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Associação Viva o Centro, Empresas Pires e DTS - Latin America Software, mas está sempre aberta a novas parcerias, com vistas a ampliar a sua ação.

Esmeralda - Da rua para a faculdade

No grupo de mais de 200 jovens atendidos pelo Projeto Travessia que deixaram as ruas, destaca-se o caso de Esmeralda do Carmo Ortiz. Dos 8 aos 18 anos, ela viveu nas ruas. Hoje, com 22 anos, cursa o primeiro ano de Jornalismo, livre das drogas, da violência e da indiferença que marcaram 10 anos da sua infância e juventude, levando-a a ser internada diversas vezes na Febem.
Esmeralda não era feliz com aquela situação e sempre nutriu esperanças de abandonar a vida na rua. "Eu roubava, comprava drogas e ali mesmo na rua eu dormia. Mas tinha fé que um dia, tudo isso iria mudar". A oportunidade surgiu quando conheceu educadores do Projeto Travessia. A convicção de que Esmeralda realmente desejava abandonar as ruas levou os educadores do Travessia a montar uma verdadeira "rede de salvamento", que contou com a colaboração de outras entidades, como a Casa de Passagem, que garantiu um lar provisório para a jovem.
Até mesmo quando Esmeralda teve uma recaída e voltou para as ruas, a "rede de salvamento" não se desfez. Na verdade, ela foi procurada e concordou em se internar em uma clínica para desintoxicação.
Hoje, Esmeralda trabalha na ONG Cidade Escola Aprendiz, onde colabora em cursos para jovens carentes, paga do próprio bolso o aluguel da casa em que mora, no bairro da Vila Madalena, e, com certa regularidade, é convidada para dar palestras e falar de sua experiência ou dar entrevistas.
Ao final de junho, em depoimento para este Balanço Social, ela observou que "ninguém gosta de viver de caridade, mas, como o governo não atua direito nesta área, muita gente que está em situação difícil depende do trabalho social feito pelas empresas para ter uma oportunidade de melhorar". Além de cursar a faculdade de jornalismo, escreveu "Esmeralda - Por que não dancei", um depoimento em que conta sua história de vida na rua, desde os momentos mais difíceis até dar volta por cima, num processo de recuperação que estimula nossa fé no ser humano.

Capacitação profissional

Criando oportunidades

Ações com foco em capacitação profissional para aumentar as chances das pessoas de ingressarem e se desenvolverem no mercado de trabalho são realizadas pelo HSBC que, entre outras projetos, contribui com a Escola Salesiana do Trabalho; o JP Morgan, que colabora com o Centro de Profissionalização de Adolescentes (CPA); e diversas outras instituições, a exemplo do Lloyds TSB, Itaú, Nossa Caixa, Citibank e Unibanco.

Esses trabalhos são desenvolvidos por meio de cursos específicos, como os ministrados na área de informática, ou apoiando financeiramente instituições que desenvolvem trabalhos de formação em diversas áreas como artesanato, cerâmica, padarias etc.

Inclusão digital

Também é importante para os bancos ampliar o número de jovens com acesso e conhecimento das novas tecnologias. Entre os bancos que participam de programas de combate à exclusão digital, estão Santander/Banespa, HSBC, e Caixa Econômica Federal.

Fundo Social de Solidariedade

Articular ações sociais para proporcionar melhor qualidade de vida para a população e oferecer estrutura para a atuação dos agentes multiplicadores junto à comunidade são alguns dos objetivos do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp). Para isso, a entidade estabelece parcerias com os Fundos Sociais de Solidariedade Municipais, sociedade civil e iniciativa privada. Entre os bancos que apóiam o programa estão: Bradesco, Nossa Caixa e Santander-Banespa

Em parceria com o Senai, por intermédio da Estação Especial da Lapa, por exemplo, e do Programa de Geração de Emprego e Renda, o FUSSESP oferece cursos de iniciação profissional nas seguintes áreas: Informática, Informática para pessoas portadoras de deficiência visual, Serviços Administrativos, Reparo e Confecção de Calçados e Artefatos de Couro, Tapeçaria de Móveis, Panificação/Confeitaria, Tricô à Mão e Industrial e Faz Tudo - módulos do ramo da Construção Civil, com noções de instalação elétrica e hidráulica, colocação de pisos e azulejos, assentamento de blocos e tijolos, pintura civil e decorativa e reparos de eletrodomésticos.

Os cursos de Informática para pessoas portadoras de deficiência visual mantêm parceria com a Fundação Bradesco, MicroPower, BM&F e Senai.

Montando padarias artesanais

Padarias artesanais, destinadas a oferecer oportunidades de profissionalização estão sendo instaladas pela Fussesp em núcleos sociais no Estado de São Paulo. As padarias contam com forno, batedeira, liquidificador, botijão de gás, assadeiras e balança. Os pães são fabricados para consumo próprio ou para geração de renda. No ano passado, o Grupo Santander Banespa foi um dos parceiros nesta empreitada.

Ao todo, o grupo doou 1.400 kits de panificadoras para presídios e unidades da Febem - Fundação do Bem-Estar do Menor. Além da capacitação profissional, o projeto visa melhorar a qualidade de alimentação nas prisões. No total, 54 presídios e 56 unidades da Febem receberam o investimento de R$ 940 mil deste banco. Também receberão o equipamento 44 conjuntos habitacionais da CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano - CDHU.

O projeto Padarias Artesanais tem a participação do governo para a infra-estrutura e os instrutores para os cursos de panificação e a iniciativa privada colabora com os kits de panificação. Após receberem treinamento, funcionários e voluntários das entidades repassam o que aprenderam às comunidades.

No caso da Febem, caberá aos monitores freqüentarem o curso e posteriormente treinar os menores internos, dando-lhes oportunidade de aprenderem uma nova profissão. Nos presídios, agentes de segurança serão capacitados para ensinar as técnicas de panificação aos presos. Só em dezembro, 900 kits foram distribuídos a fundos sociais de 621 cidades e 279 entidades assistenciais da Capital.


Comunidade Solidária

Enfrentando a pobreza
e a desigualdade

Em seus sete anos de existência, o Programa Comunidade Solidária conseguiu mobilizar pessoas e recursos de todos os tipos e procedências, sejam do Estado, da iniciativa privada ou do chamado de Terceiro Setor. Seu trabalho nesse período comprovou-se indispensável no enfrentamento da pobreza, das desigualdades e da exclusão social. Muitos bancos atuam junto à Comunidade Solidária. Entre eles, ABN Amro Real, BBA Creditanstalt, Caixa, Bradesco, bancos do Estado do Maranhão, do Estado de Sergipe, Itaú, Deutshe Bank, Nordeste do Brasil, Sudameris, Unibanco e Votorantim.

As atividades do programa são estabelecidas tendo como meta o fortalecimento da sociedade civil, o desenvolvimento da interlocução política sobre temas sociais e a criação de programas inovadores para substituir o mero assistencialismo, caracterizado pela ineficiência e obsolescência de políticas centralizadoras. São quatro os programas que compõem os trabalhos da Comunidade Solidária: Universidade Solidária, Alfabetização Solidária, Capacitação Solidária e Apoio ao Artesanato para Geração de Renda.

O Programa Universidade Solidária mobiliza universitários de todo o País para trabalhar em comunidades pobres. Esses voluntários acabam formando uma rede de agentes locais, com maior capacidade para enfrentar os desafios dos municípios. As universidades selecionam e capacitam as equipes e as prefeituras oferecem alojamento e transporte local. O programa já envolveu 180 instituições de ensino superior, 13.110 mil estudantes, em 910 municípios. Até o final de 2002, a previsão é de que 17.210 alunos e 1.415 professores sejam mobilizados.

Já o Alfabetização Solidária é aplicado nos municípios que concentram o maior número de analfabetos. No primeiro semestre de 1997, ano de lançamento do programa, foram atendidas em torno de 9,2 mil pessoas em 38 cidades das Regiões Norte e Nordeste. Já no ano passado, o número de atendimentos chegou a 2,4 milhões em 1.578 cidades.

Um dos projetos que mais precisam da colaboração de empresas e de pessoas é o da Capacitação Solidária. Com o objetivo de preparar para o mundo do trabalho, o programa atua junto a jovens com idade entre 16 e 21 anos, com baixa escolaridade, provenientes de famílias de baixa renda e que vivem nas regiões metropolitanas brasileiras e têm acesso restrito a programas educativos, de formação e qualificação profissional. O programa já preparou 115 mil jovens.

Atendendo 53 comunidades, o Artesanato Solidário é desenvolvido em parceria com o Sebrae, a Sudene e a Caixa Econômica Federal. O objetivo do projeto é revitalizar o artesanato tradicional e transformá-lo em alternativa de renda. Os grupos envolvidos no projeto respeitam o conhecimento transmitido pelos mais velhos por meio de ensino informal, fortalecem ou formam associações de artesãos, utilizam matérias-primas disponíveis, aprimoram a produção, divulgam a produção artesanal valorizando seu aspecto cultural, facilitam a obtenção de espaços para realização do trabalho e abrem caminho para a comercialização.



Esportes

Uma opção de vida

Os estímulos dados aos jovens para praticar esportes coletivos vêm proporcionando grandes benefícios sociais. As ações nessa área, além de contribuírem para o desenvolvimento físico, melhoram a capacidade de relacionamento e de integração social dos jovens, afastando-os das ruas, das drogas e da violência e abrindo-lhes novas possibilidades de convivência sadia. Para aqueles que se destacam em alguma modalidade esportiva, podem significar também uma oportunidade de carreira profissional.

Núcleos de formação

Em 15 anos de atividades, o BCN Esportes, em conjunto com prefeituras, instalou 44 núcleos de formação esportiva em basquete e vôlei para atender meninas entre nove e quatorze anos. O objetivo principal desses núcleos é oferecer iniciação esportiva de qualidade, mas o projeto prevê também trabalhos de orientação bastante abrangente sobre noções de higiene, gravidez precoce, causas de estresse, combate ao uso de drogas e convivência com as transformações da adolescência. Nos últimos 15 anos, já passaram pelos núcleos de formação aproximadamente cinco mil jovens, a maioria vinda de famílias carentes. Algumas foram aproveitadas nas categorias de base do BCN Esportes e passaram a jogar profissionalmente.
Muitas meninas ingressam nos núcleos de formação estimuladas pela possibilidade de jogarem profissionalmente, a exemplo de colegas das categorias de base que ingressaram na WNBA, a liga profissional de basquete dos Estados Unidos.
A maior parte dos núcleos de formação funciona em Osasco, na Grande São Paulo, mas cerca de 650 crianças são atendidas nas cidades de Mogi das Cruzes e São José Campos, em São Paulo, e Niterói, no Rio de Janeiro. Em todas as cidades, os núcleos são instalados em escolas públicas e centros esportivos, em parceira com as prefeituras.


Escolinhas de tênis

Embora o Brasil seja conhecido como o "país do futebol", o carisma e o bom desempenho de alguns esportistas em modalidades diferentes acabaram despertando o interesse de muitos jovens por esportes menos populares. É o caso, por exemplo, do tênis, que atualmente tem em Guga um dos maiores ídolos brasileiros. Mas, diferentemente do futebol, que pode ser praticado e é acessível a todas as camadas sociais, a prática do tênis geralmente fica limitada aos jovens de famílias das classes média e alta.
Para contornar esse obstáculo, em janeiro de 2000, no mesmo ano em que começou a patrocinar Guga, o Banco do Brasil lançou o Projeto TênisBrasil, que prevê a criação de escolinhas desse esporte para crianças de 7 a 12 anos, em diversas capitais brasileiras, com prioridade para aquelas que estudam em escolas públicas.
Por enquanto, já há escolinhas de tênis funcionando em Florianópolis, São Paulo, Brasília, Salvador e Curitiba, atendendo a cerca de mil crianças. Além das aulas, todos os alunos também recebem, gratuitamente, uniforme, raquete e bolas para os treinos, bem como transporte e alimentação.
O Banco do Brasil também patrocina equipes de vôlei de quadra e de praia e mantém escolinhas para adolescentes de 11 a 16 anos nestas duas modalidades.

Uniformes e patrocínios

Há diversas outras ações desenvolvidas pelos bancos com foco no esporte. Em alguns casos, é uma agência que, em conjunto com algum cliente, compra o uniforme para um time amador local, em outros é o patrocínio a algum atleta ou equipe, sem contar a criação de escolinhas nas quais jovens carentes podem praticar algum esporte. Estão nesse grupo instituições como o Real ABN Amro, HSBC, Banco do Estado do Espírito Santo, Banco do Estado do Maranhão, Nossa Caixa e Itaú.

Meio Ambiente

"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris." Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de fogo", uma velha índia Cree )


Cuidado essencial

O Brasil foi um dos primeiros países a terem em sua Constituição um capítulo inteiro dedicado à proteção do meio ambiente e à conservação dos recursos naturais. Afinal, desenvolvimento sustentável é aquele que gera recursos hoje, garantindo as necessidades das gerações presentes, sem comprometer o direito das futuras gerações de usufruir desses mesmos recursos. E é com esse fundamento que muitos bancos vêm investindo recursos em ações ambientais.

Uma das instituições que atuam há mais tempo no incentivo à preservação ambiental é o Unibanco. Em 2001, o investimento da instituição, nesta área, foi de R$ 1 milhão. Associação Viva Rio, Associação Evangélica Creche Raízes, Parque Villa-Lobos, Pangea, Associação Amigos do Futuro, Grupo Ecológico Anjos Verdes, Fundação Zoobotânica+Biodiversitas, Centro de Educação Ambiental Vila Pinto e Parque Dois Irmãos são algumas das 17 entidades que receberam patrocínio deste banco.

O balanço dos 10 anos de atividades do Unibanco Ecologia mostra investimentos de R$ 8 milhões em 260 projetos, com resultados reconhecidos em 29 prêmios conquistados. Para os dirigentes da área, a educação ambiental consiste basicamente na transmissão de conceitos de conservação do meio ambiente do planeta que, se observados, permitem a qualquer pessoa aprimorar sua qualidade de vida e a de sua comunidade. Os projetos dessa área tentam motivar a consciência dos participantes para as práticas de preservação e melhoria do meio ambiente, pautadas no princípio de que, se cada um fizer a sua parte, o mundo será melhor.


No processo de captação dos projetos elaborados pelas comunidades, as agências do Unibanco em todo o País exercem papel fundamental, selecionando e indicando esses projetos ao Comitê de Ecologia, órgão formado por membros da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração do Banco, responsável pela aprovação dos projetos.

Como contribuição a programas de preservação do meio ambiente, o Bradesco mantém parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, por meio do Cartão de Crédito SOS Mata Atlântica Bradesco Visa, que destina à fundação parte das anuidades pagas pelo associados. A Fundação Bradesco também desenvolve diversos projetos comunitários nas 38 escolas que mantém, em 25 dos 26 Estados brasileiros. Entre eles: Reflorestamento de Matas Ciliares (Paranavaí, PR), Lixo, Coleta Seletiva e Reciclagem (Aparecida de Goiânia, GO), Preservação e Conservação da Fauna e Flora Pantaneira (Bodoquena, Miranda, MS) e Tambá-Ki (Laguna, SC).

O Citibank é um dos patrocinadores no Brasil da ONG Conservation International, organização dedicada à conservação e uso sustentado da biodiversidade. O enfoque deste projeto é a conservação da Mata Atlântica da região cacaueira do sul da Bahia, uma das mais ricas em diversidade biológica no mundo.

Já o Banco Mercantil do Brasil, em 2001, investiu em iniciativas como o workshop Meio Ambiente: Conservação e Desenvolvimento Sustentável de Áreas Florestais, realizado pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) em colaboração com o Centro Mineiro de Educação Continuidade (Cemec). O Banco Cidade promoveu ciclos de palestras destinadas a avaliar a atuação do homem (indivíduo, profissional e cidadão) em relação ao meio ambiente, além campanhas de coleta seletiva de lixo.