O setor bancário em 2005
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Mais do que estreitar os laços com o governo, o fato de participar de políticas e projetos criados pelas várias esferas do poder público contribui efetivamente com a diminuição das carências sociais e o conseqüente aumento na qualidade de vida da sociedade brasileira. Para as instituições bancárias, esse relacionamento proporciona aprendizado constante e denota comprometimento com questões culturais, educacionais e do meio ambiente.

Dessa forma, 48,8% declararam envolvimento com atividades sociais realizadas por entidades governamentais, contribuindo com recursos humanos, técnicos ou financeiros e apoio para a elaboração, o aperfeiçoamento e a execução de políticas públicas. Cerca de 40,0% adotam ou patrocinam projetos para o melhoramento das condições de ensino das escolas públicas e também promovem programas de bolsas de estudo.

O Programa Fome Zero, do governo federal, é um exemplo da participação do setor em políticas públicas e 51,0% das instituições colaboram com esse programa.

Os bancos ainda procuram participar (58,5%) em associações e fóruns empresariais, comissões ou grupos destinados a constituir políticas de interesse público, e 34,1% patrocinam ou realizam campanhas de mídia exclusivamente direcionadas a questões de interesse público, tais como combate ao uso de drogas e à deterioração ambiental.
O setor também procura discutir questões relacionadas à responsabilidade social com a direção das empresas que financia (39%) e 26,8% dos bancos realizam a mesma ação com as empresas nas quais investem.

Transparência

A mesma lisura no relacionamento com clientes, colaboradores, sociedade e fornecedores é observada no contato com políticos e agentes do poder público, de maneira a que o respeito às leis e à ética nas relações pessoais continuem sendo pontos-chaves para o reconhecimento das atividades bancárias.

Entre os 19,0% que financiam candidatos ou partidos políticos em pleitos eleitorais, é observada a transparência em relação às opções escolhidas e, dentro do corpo funcional, não é exercida qualquer tipo de pressão diante das diversas opções políticas dos funcionários.

Na mesma linha, 73,2% estabelecem critérios que proíbem o favorecimento direto ou indireto para autoridades, agentes e fiscais do poder público, incluindo a obrigatoriedade de denunciar qualquer oferta recebida, sob pena de haver punição para empregados envolvidos nesses casos (78,0%).