Mais
do que estreitar os laços com o governo, o fato de participar
de políticas e projetos criados pelas várias esferas
do poder público contribui efetivamente com a diminuição
das carências sociais e o conseqüente aumento na qualidade
de vida da sociedade brasileira. Para as instituições
bancárias, esse relacionamento proporciona aprendizado constante
e denota comprometimento com questões culturais, educacionais
e do meio ambiente.
Dessa forma, 48,8% declararam envolvimento com atividades sociais
realizadas por entidades governamentais, contribuindo com recursos
humanos, técnicos ou financeiros e apoio para a elaboração,
o aperfeiçoamento e a execução de políticas
públicas. Cerca de 40,0% adotam ou patrocinam projetos para
o melhoramento das condições de ensino das escolas públicas
e também promovem programas de bolsas de estudo.
O Programa Fome Zero, do governo federal, é um exemplo da participação
do setor em políticas públicas e 51,0% das instituições
colaboram com esse programa.
Os bancos ainda procuram participar (58,5%) em associações
e fóruns empresariais, comissões ou grupos destinados
a constituir políticas de interesse público, e 34,1%
patrocinam ou realizam campanhas de mídia exclusivamente direcionadas
a questões de interesse público, tais como combate ao
uso de drogas e à deterioração ambiental.
O setor também procura discutir questões relacionadas
à responsabilidade social com a direção das empresas
que financia (39%) e 26,8% dos bancos realizam a mesma ação
com as empresas nas quais investem.
Transparência
A mesma lisura no relacionamento com clientes, colaboradores, sociedade
e fornecedores é observada no contato com políticos
e agentes do poder público, de maneira a que o respeito às
leis e à ética nas relações pessoais
continuem sendo pontos-chaves para o reconhecimento das atividades
bancárias.
Entre os 19,0% que financiam candidatos ou partidos políticos
em pleitos eleitorais, é observada a transparência
em relação às opções escolhidas
e, dentro do corpo funcional, não é exercida qualquer
tipo de pressão diante das diversas opções
políticas dos funcionários.
Na mesma linha, 73,2% estabelecem critérios que proíbem
o favorecimento direto ou indireto para autoridades, agentes e fiscais
do poder público, incluindo a obrigatoriedade de denunciar
qualquer oferta recebida, sob pena de haver punição
para empregados envolvidos nesses casos (78,0%).
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