Ao relacionar-se
com um grande número de fornecedores de matéria-prima,
serviços ou de capital humano, os bancos têm o cuidado
de estabelecer regras claras sobre cumprimento de legislação
e práticas socialmente responsáveis. Essa conduta é
adotada por 61,0% na cadeia de fornecimento, para que o ganho obtido
na parceria seja igual para ambos os lados. Ao selecionar ou desenvolver
novos fornecedores, 63,4% estabeleceram critérios amplamente
discutidos, que visem garantir a lisura na gestão das informações
confidenciais obtidas durante sua integração com clientes
ou o mercado em geral.
Esses são aspectos fundamentais, considerando-se um universo
de 99.684 fornecedores informados por 76,3% dos bancos que participaram
da pesquisa. Do total de instituições, 34,2% apresentaram
o porte de seus 75.140 fornecedores, dos quais 81,0% são pequenas
e microempresas.
No âmbito da responsabilidade social, 34,1% das instituições
preocupam-se em divulgar e adequar os fornecedores aos seus critérios
éticos. O mesmo percentual institui programas específicos
de estímulo e treinamento desses parceiros para que iniciem
ou tomem contato com as modernas práticas da responsabilidade
corporativa.
Muitos bancos, inclusive, realizam avaliações periódicas
de desempenho dos fornecedores, para proporcionar a possibilidade
de ações corretivas, evitando o desgaste - financeiro
ou de imagem - para as partes envolvidas. Em 2005, uma parcela de
13,5% das instituições informou ter inspecionado práticas
de responsabilidade social em 2.648 fornecedores, ou o equivalente
a 2,7% do total.
| Ponto
crucial na contratação e manutenção
das parcerias é o rigoroso cumprimento da legislação
que condena o trabalho infantil. Para 42,5% dos bancos, além
da inclusão de cláusulas sobre o assunto nos contratos
de fornecimento, também são realizadas inspeções
regulares, visando ao cumprimento desse item. Em muitos casos,
proporcionam mecanismos para que os parceiros identifiquem e
erradiquem essa prática condenável em sua cadeia
produtiva. |
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Desenvolvimento
Para o estabelecimento de critérios que proporcionem o desenvolvimento
mútuo, visando alcançar a qualidade total no âmbito
das parcerias, os bancos destinam tempo e recursos necessários
para que os benefícios no relacionamento sejam obtidos com
rapidez e eficácia.
No caso de fornecedores de igual ou menor porte, 30,0% contribuíram
permanentemente para a melhoria dos processos de gestão, tornaram
disponíveis informações, incentivaram o treinamento
de pessoal e utilizaram critérios de negociação
quem estabelecessem premissas como crescimento, estímulo e
facilitação do envolvimento dos parceiros com projetos
sociais e ambientais. Além disso, 32,5% dos bancos incluíram
na cadeia produtiva indivíduos ou empresas que desenvolvem
trabalhos de inclusão social de grupos menos favorecidos e
12,0% promovem programas de erradicação do analfabetismo
dirigidos aos fornecedores.
Em outra frente, 27,5% realizam pesquisas periódicas de satisfação
dos fornecedores quanto aos prazos de pagamento, preços e tratamento.
Terceirização
Como mantêm em suas dependências um número expressivo
de funcionários de empresas terceirizadas - equivalente a
uma média de 38,2% do número de empregados próprios
-, os bancos procuram estabelecer políticas que resguardem
os direitos legais e humanos desses profissionais. A ação
mais efetiva é o constante monitoramento quanto à
obediência da legislação trabalhista, o que
ocorre em 77,5% dos casos. Uma parcela de 75,0% também procura
zelar pela igualdade dos terceirizados em relação
aos benefícios básicos concedidos aos próprios
funcionários. Já 35,0% os incluem - com a mesma consideração
- em programas de treinamento e desenvolvimento profissional.
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