|
Perfil
por cargo e gênero
Os
bancos que participaram desde relatório empregavam 402.977
pessoas em 2005. Desse total 46,5% eram mulheres, proporção
praticamente idêntica à do ano anterior (46,3%) e acima
da realidade brasileira - pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad 2004), do IBGE, as mulheres constituem
43,1% da População Economicamente Ativa (PEA).
Total
de colaboradores
|
2005
|
2004
|
2003
|
|
402.977
|
382.786
|
389.074
|
Nº
de bancos participantes: 36, 33 e 40, respectivamente |

As
mulheres representavam 50,2% dos colaboradores em cargos funcionais;
47,0% em cargos de supervisão, chefia, coordenação
ou técnicos de nível superior; 29,7% em gerências;
e 13,19% em posições de direção. Esse
perfil também reflete uma característica do mercado
de emprego no País, em que as mulheres enfrentam maiores
barreiras do que os homens para a ascensão profissional.
Para equilibrar essa relação, vários bancos
monitoram seus quadros buscando eqüidade na participação
de homens e mulheres em cargos gerenciais.
Valorização
da diversidade
A manutenção de programas específicos que valorizam
a diversidade nos seus quadros de funcionários foi prática
usual em 46,3% dos bancos. A grande maioria zela pela valorização
de grupos usualmente excluídos devido à cor, raça,
orientação sexual e tipo de deficiência física.
Uma parcela de 68,3% afirmou adotar políticas de não-discriminação
na admissão e promoção de funcionários.
Em algumas instituições já existem comitês
ou grupos de trabalho específicos, que se reúnem com
o propósito de definir o planejamento e as ações
sobre o tema.
Sobre diversidade no ambiente de trabalho destacam-se:
Cor
/ Raça
Os bancos têm procurado a diversidade na admissão e
manutenção de funcionários oriundos de grupos
sociais diversificados e 51,2% adotam políticas de variação
nas fontes de captação de pessoas de grupos pouco
representados.

Foram contratados colaboradores desses grupos por meio de parcerias
com o apoio de instituições educacionais conceituadas
como Fundação Getúlio Vargas, Universidade
de São Paulo - incluindo Fundação Instituto
de Pesquisas Econômica (Fipe), Fundação Instituto
de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras (Fipecafi),
Fundação Instituto de Administração
(FIA) - e Serviço Social da Indústria (Sesi), entre
outras. Sob o conceito de cultura organizacional, 36,6% procuram
realizar capacitações profissionais específicas
para os grupos de funcionários usualmente discriminados.
Os bancos oferecem as mesmas políticas de remuneração
e benefícios para todo o corpo funcional.
As instituições permitem a auto-identificação
dos colaboradores, e os sistemas de informações sobre
empregados incluem quesitos como raça e cor conforme determina
a Relação Anual de Informações Sociais
(RAIS) e de acordo com a nomenclatura utilizada pelo Censo do IBGE.
Pessoas
com deficiência
As pessoas com deficiência têm ocupado cada vez mais
espaço dentro das organizações bancárias,
sendo que 56,1% mantêm programa especial para a contratação
de profissionais com tais características e 51,2% realizaram
adequações nas estruturas físicas e de mobiliário
para a efetiva adaptação dos deficientes ao ambiente
de trabalho.
O último dado consolidado nacional sobre população
com deficiência é do Censo 2000 do IBGE, com a identificação
de 24,6 milhões de pessoas - ou 14,5% da população
naquele ano - com algum tipo de incapacidade ou deficiência.
São pessoas com dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se
ou alguma deficiência física ou mental. Pesquisa do
Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), entretanto, aponta que apenas 2,0% dessas pessoas
estão inseridas no mercado formal de trabalho.
Há uma política nacional para a integração
desse contingente da população. As Leis 7.853/89 e
8.213/91 e os Decretos 3.289/99 e 5.296/2004 estabelecem a obrigatoriedade
de as empresas manterem em seu quadro de 2% a 5% de pessoas portadoras
de deficiência (o percentual varia de acordo com o total de
empregados) e oferecerem condições de acessibilidade.

Faixa
etária
O perfil de colaboradores por idade revela a predominância
dos profissionais que têm entre 26 e 45 anos. Eles representam
63,1% do total, mais do que os 61,1% apurados pelo IBGE na Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2004) para as pessoas
ocupadas na área urbana com idade entre 25 e 49 anos. Os
bancos também empregam um percentual de pessoas com idade
acima de 46 anos que é superior aos indicadores nacionais:
20,0%, ante 16,7% identificados pelo IBGE na população
de 50 anos ou mais.
Nos cargos funcionais, há um equilíbrio na proporção
de faixas etárias, com maior incidência no intervalo
entre 26 e 35 anos (31,0%) e 36 e 45 anos (27,0%). Em gerências
e diretorias - cargos que requerem maior experiência - cresce
a proporção de profissionais com 46 anos ou mais,
que representam 42,7% dos diretores e 33,8% dos gerentes. Nas áreas
de supervisão, chefia, coordenação ou de técnicos
de nível superior é maior o contingente com idade
entre 36 e 45 anos (40,1%).
Escolaridade
O nível de escolaridade dos colaboradores dos bancos supera
a média nacional da População Economicamente
Ativa identificada pela Pnad 2004: 41,2% concluíram o ensino
médio ou profissional e 44,5%, o curso superior, ante 23,1%
da população que estudou de 11 a 14 anos (o equivalente
ao ensino médio) e apenas 6,1% que estudou 15 anos ou mais.
Entre os profissionais das instituições bancárias
destacam-se ainda 10,2% com pós-graduação,
mestrado ou doutorado.
A escolaridade é mais elevada entre as mulheres (47,6% têm
curso superior e 9,1% pós-graduação, mestrado
ou doutorado) do que entre os homens (41,9% e 11,2%, respectivamente).
Essa realidade tem aderência com os indicadores nacionais:
30,3% das mulheres estudaram de 11 a 14 anos e 9,2%, mais de 15
anos, em comparação a 23,1% e 6,1% dos homens, respectivamente.

Tempo
de banco
Há equilíbrio entre os profissionais com mais dez
anos de casa (50,5%) e os que ingressaram há menos de dez
anos nas instituições (49,5%), mas com o maior contingente
concentrado no intervalo de até cinco anos (41,1% do total).
É menor o número de mulheres do que o de homens que
atuam no banco há mais de 20 anos

(16,6%
em relação a 25,8%).
Lotação
por dependência
A maior parte dos colaboradores (69,0%) atua em agências,
Postos de Atendimento Bancários (PABs) e Postos de Arrecadação
e Pagamento (PAPs), como decorrência da própria natureza
de prestação de serviços das instituições
bancárias. Já no atendimento remoto (fora das agências,
em mesas e plataformas, via telefone e terminais eletrônicos)
trabalham mais 2,9%.
Na infra-estrutura de apoio (como contabilidade, processamento de
dados e serviços administrativos) estão 24,0%. E em
órgãos de negócios centralizados (câmbio,
open market, repasses) atuam 4,1%.

Desenvolvimento
profissional e empregabilidade
Dar chances aos seus empregados de aumentar as competências
profissionais por meio de programas específicos de desenvolvimento
e treinamento é prática comum para 80,0% dos bancos
pesquisados. São oferecidos treinamentos presenciais ou não,
que visam ao direcionamento da carreira, à ampliação
de conhecimentos gerais e posturas humanas, além de cursos
sobre práticas comerciais.
Em 2005, 61,1% bancos informaram investimentos de R$ 719,3 milhões
em programas de educação, treinamento e desenvolvimento
dos colaboradores, com uma média de 66 horas por empregado/ano
(em comparação a R$ 300,7 milhões e 43,9 horas
em 2004, respectivamente).
Além disso, 70,3% dos bancos informaram ter destinado R$
154,3 milhões para bolsas de estudo (cursos de graduação,
pós-graduação, técnicos e de especialização
ou ainda de idiomas), beneficiando 24.403 colaboradores - 189,5%
e 25,2% acima do registrado em 2004 (R$ 53,3 milhões e 19.949
pessoas, respectivamente), de acordo com idêntico número
de instituições.
Compromisso
com futuras gerações
O setor deu continuidade, em 2005, às ações
de comprometimento com as novas gerações, com abertura
de oportunidades no mercado de trabalho, promoção
de políticas para erradicar o trabalho infantil e participação
de ações sociais e educativas em conjunto com entidades
assistenciais.
Com relação à legislação trabalhista,
todos os bancos respeitam a determinação de não
empregar crianças menores de 16 anos, com exceção
dos participantes do projeto
Adolescente Aprendiz.
A totalidade dos bancos participantes declarou não utilizar
menores de 18 anos em trabalhos noturnos ou considerados insalubres,
ratificando assim seus princípios éticos. No mesmo
sentido, 57,1% afirmaram exigir de seus parceiros e fornecedores
a não contratação de mão-de-obra infantil.
Além disso, 31,0% auxiliam empresas de outros setores a respeitar
essa prática condenada no mundo inteiro.
Como parte do compromisso com o futuro das novas gerações,
26,2% ainda informaram manter programas educativos e sociais para
filhos de funcionários e 21,6% apóiam o poder público
em ações que beneficiam a criança e o adolescente.
Programas de trainees e estagiários são adotados como
parte da estratégia de renovação permanente
do quadro de pessoal e criação de oportunidades para
o ingresso de jovens no mercado de trabalho.
|
2005
|
2004
|
2003
|
| Número
total de trainees contratados no período |
307
|
672
|
137
|
| Número
total de estagiários efetivados no período |
3.088
|
2.428
|
2.652
|
| Número
total de adolescentes (idade entre 14 e 17 anos, inclusive)
contratados pela Lei de Aprendizagem no período |
9.323
|
10.272
|
4.001
|
Bancos
participantes: 12, 30 e 25 (2005); 28, 30 e 30 (2004); 28, 26
e 28 (2003) |
Remuneração
e benefícios
A efetiva produtividade e o comprometimento dos funcionários
são obtidos por meio de políticas eficientes de remuneração
e de concessão de benefícios. Nas pesquisas realizadas
por 46,3% dos bancos são usualmente incluídos itens
que permitem medir a satisfação interna quanto à
política de remuneração e benefícios.
Também são considerados os seguintes índices:
-
Todas as instituições oferecem participação
nos resultados.
-
92,7% concedem planos de saúde familiar.
-
51,2% possuem política de remuneração variável,
principalmente para funcionários lotados na rede de agências
e áreas comerciais.
-
9,8% oferecem aos funcionários a possibilidade de se tornarem
acionistas (stock options)
-
36,6% mantêm creche no local de trabalho ou por rede conveniada,
além dos benefícios estabelecidos em convenção
coletiva firmada com sindicatos de bancários.
-
22,0% oferecem taxas de juros diferenciadas no financiamento para
a casa própria.
Programas
de participação nos resultados e bonificações
|
2005
|
2004
|
2003
|
| Valores
totais distribuídos (R$ milhões) |
1.613,9
|
1.577,0
|
1.354,9
|
| Número
de colaboradores beneficiados (mil) |
402.9
|
379,8
|
304,2
|
| Valores
totais distribuídos aos diretores estatutários (1) (R$
milhões) |
63,7
|
57,8
|
100,3
|
Bancos
participantes: 26, 27 e 16 (2005); 27, 27 e 18 (2004); 29, 28
e 10 (2003)
(1) Dados de 2003 referem-se a todos os administradores e não
apenas aos diretores estatutários |
Benefícios
concedidos aos colaboradores
| Demostrativo
de benefício |
Nº
de
bancos
|
2005
|
Nº
de
bancos
|
2004
|
Nº
de
bancos
|
2003
|
Nº
de
bancos
|
2002
|
| Valor
total - Cosif: 8.1.7.27.00-3 + 8.1.7.30.60-5 (R$ milhões) |
30
|
4.586,4
|
27
|
3.993,2
|
29
|
3.040,8
|
29
|
2.507,4
|
| Alimentação
(custo da alimentação em geral: tíquetes, restaurante) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
31
|
1.922,3
|
28
|
1.719,7
|
24
|
1.364,1
|
24
|
1.132,6
|
| Número
de beneficiados |
33
|
513.993
|
28
|
436.115
|
24
|
302.766
|
24
|
288.850
|
| Saúde
(assistência médica/convênio/auxílio doença) |
| Valores
totais |
30
|
938,2
|
26
|
781,8
|
23
|
571,4
|
23
|
517,0
|
| Número
de beneficiados |
32
|
799.789
|
27
|
674,822
|
23
|
273.099
|
23
|
254.455
|
| Transporte
(custos do transporte em geral, como vale-transporte, ônibus) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
32
|
102,6
|
27
|
93,8
|
19
|
73,2
|
19
|
53,3
|
| Número
de beneficiados |
32
|
126.056
|
26
|
110.548
|
19
|
88.400
|
19
|
81.895
|
| Seguros
(seguros de vida e de acidentes pessoais pagos pelo banco) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
27
|
15,4
|
25
|
14,3
|
20
|
11,5
|
20
|
10,8
|
| Número
de beneficiados |
29
|
236.519
|
24
|
195.740
|
20
|
123.140
|
20
|
128.504
|
| Creches
(manutenção de creches e auxílio-creche/babá) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
31
|
129,9
|
28
|
116,0
|
20
|
77,9
|
20
|
72,2
|
| Número
de beneficiados |
31
|
71.772
|
24
|
54.036
|
20
|
51.253
|
20
|
52.339
|
| Educação
(Bolsas de Estudo) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
26
|
154,3
|
26
|
53,3
|
-
|
-
|
-
|
-
|
| Número
de beneficiados |
25
|
24.403
|
24
|
19.498
|
16
|
29.970
|
-
|
-
|
| Cursos
de nível superior |
18
|
10.103
|
23
|
11.418
|
16
|
6.137
|
-
|
-
|
| Cursos
técnicos e de especialização |
10
|
9.369
|
20
|
4.162
|
16
|
17.479
|
-
|
-
|
| Cursos
de idiomas |
16
|
2.386
|
22
|
13.646
|
16
|
3.803
|
-
|
-
|
| Programa
de Pós-Graduação e Mestrados no Brasil (custeados pelo banco) |
19
|
2.511
|
23
|
3.460
|
16
|
2.502
|
-
|
-
|
| Programa
de Pós-Graduação e Mestrado no exterior (custeados pelo banco) |
4
|
34
|
21
|
48
|
16
|
49
|
-
|
-
|
| Donativos
assistenciais (tratamento médico-hospitalar, aparelhos ortopédicos,
cadeiras de rodas, exames médicos não cobertos pelos convênios) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
5
|
2,2
|
16
|
6,3
|
4
|
5,3
|
4
|
5,0
|
| Número
de beneficiados |
4
|
2.323
|
15
|
1.856
|
4
|
1.519
|
4
|
1.002
|
| Atividades
de Lazer (subsídios e donativos para associações de funcionários,
atividades de lazer e recreação) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
10
|
7,7
|
19
|
7,0
|
-
|
-
|
|
-
|
| Número
de beneficiados |
4
|
2.323
|
19
|
93.016
|
-
|
-
|
|
-
|
| Outros
(ajuda-aluguel, licença-prêmio, salário-educação, medicamentos,
academia de ginástica, mudança, ajuda a expatriados, vacinação,
medicina e segurança no trabalho) |
| Valores
totais (R$ milhões) |
5
|
89,9
|
20
|
113,4
|
7
|
26,1
|
|
22,7
|
| Número
de beneficiados |
4
|
29.371
|
16
|
46.772
|
7
|
81.335
|
|
52.210
|
| Benefícios
concedidos (Número de empregados beneficiados) |
| Crédito
imobiliário |
10
|
89.876
|
18
|
1.381
|
-
|
-
|
|
-
|
| Outros
empréstimos em condições privilegiadas |
5
|
96.097
|
18
|
24.385
|
4
|
28.890
|
|
-
|

Saúde e segurança no trabalho
A qualidade de vida dentro e fora das dependências de trabalho,
assim como a preocupação com a segurança física
dos colaboradores, continua a ser objeto de aprimoramento por parte
do sistema bancário. Nesse sentido, 46,3% mantêm planos
e estabelecem metas que pretendem ultrapassar os padrões
de excelência em relação a esse tema, além
de realizarem campanhas regulares de conscientização
entre seus públicos e pesquisas periódicas para aferição
dos níveis de eficácia e satisfação.
Normas e procedimentos de segurança do trabalho, meio ambiente
e saúde ocupacional, reconhecidas mundialmente, começam
a ser observadas nas organizações.
Muitos bancos também têm incentivado a prática
regular de exercícios físicos dentro do horário
de trabalho (34,1%) e, visando equilibrar a vida profissional com
a pessoal, 22,0% adotam políticas nesse sentido.
Entre as instituições, 25,0% também mantêm
programas específicos dirigidos aos funcionários sobre
doenças relacionadas a drogas e ao álcool e para portadores
de HIV. Estão incluídos ainda programas para a saúde
da mulher.
Relacionamento
sindical
O relacionamento do setor bancário com entidades sindicais
é marcado pela transparência nas negociações
Sua característica mais significativa é a unificação
nacional dos acordos coletivos anuais. Critérios de transparência
nas relações entre banco e representantes sindicais
são preconizados por 87,8% das instituições
e 71,0% procuram fornecer rapidamente as informações
que afetem os trabalhadores.
Gestão
Participativa
É prática recorrente o incentivo para que os funcionários
participem dos processos decisórios que ocorrem nas organizações.
Vista como diferencial, essa prática é adotada efetivamente
por 70,0% das instituições. Em muitas delas, o planejamento
é realizado com suporte orçamentário e autonomia
em relação aos altos níveis hierárquicos.
Além disso, os bancos afirmam não interferir nos processos
decisórios para eleição dos integrantes de
comissões internas de prevenção a acidentes
ou de PLR.
Demissões
e admissões
O desligamento de pessoal, por demissão ou aposentadoria,
também merece atenção especial por parte do
setor. Cerca de 70,0% se preocupam e evitar as demissões
e, diante de inevitáveis situações, procuram
discutir alternativas com os empregados. Em 37,0% foram criados
programas de demissão voluntária e ainda oferecida
ajuda na recolocação do ex-empregado no mercado de
trabalho, enquanto a convenção coletiva de trabalho
oferece condições para a atualização
profissional dos demitidos.
Os bancos participantes da pesquisa admitiram 49.149 pessoas em
2005, enquanto demitiram 31.100. Os homens representaram 54,8% dos
demitidos e 51,6% dos admitidos, concentrando-se a movimentação
de pessoal em cargos funcionais (55,8%% e 77,8%%, respectivamente).
Por faixa etária, 57,5% dos demitidos tinham entre 26 e 45
anos, enquanto houve equilíbrio na contratação
de profissionais de até 35 anos (47,1%) e com mais de 46
anos (50,0%), indicando a busca pelo equilíbrio entre juventude
e experiência. E por lotação, tanto as demissões
quanto as admissões concentraram-se nas agências e
Postos de Atendimento Bancário (65,2% e 66,8%, respectivamente).
O turnover foi de 7,7% (8,8% no ano anterior), sendo mais elevado
em cargos de direção (14,4%).
Movimentação
de pessoal por cargo
|
Demitidos
|
Admitidos
|
Tornover(%)
|
| Total
|
31.100
|
49.149
|
7,7
|
| Cargos
de direção |
244
|
117
|
14,4
|
| Cargos
de gerência |
4.716
|
5.949
|
8,6
|
| Cargos
de supervisão, chefia, coordenação e técnico de nível
superior |
8.790
|
4.827
|
9,0
|
| Cargos
funcionais |
17.350
|
38.257
|
7,0
|
|

Aposentadoria
Quando o assunto é aposentadoria, 22% dos bancos têm
programas que preparam o profissional para deixar de desempenhar
uma atividade remunerada, oferecendo apoio na busca de uma melhor
qualidade de vida por meio do equilíbrio físico, emocional
e financeiro, além de estender benefícios como planos
de saúde e seguro de vida em grupo. Em 2005, 6.114 profissionais
participaram desses programas, em comparação a 3.241
informados em 2004.
Adicionalmente, 56,1% mantêm planos de previdência complementar
a todos os funcionários.
|