A
razão de ser do setor bancário é o seu consumidor
final, e a transparência com a qual ele aprofunda esse relacionamento
se reflete no esforço de aplicar com eficácia as proposições
contidas nos seus códigos de conduta e ética, e também
na sua visão, sua missão e seus valores.
Tem sido constante o aprimoramento no uso dos diversos canais de comunicação
para a oferta de produtos e serviços aos clientes em geral.
Assim como ocorre com o meio de transmissão, o conteúdo
veiculado pelas mensagens também vem sofrendo reformulações
- pontuais ou profundas - sempre que se exige uma correta adequação
da linguagem ao pleno entendimento dos usuários dos serviços
e produtos bancários.
Em 55,0% das instituições, são realizados estudos
e pesquisas entre os públicos de interesse sobre danos potenciais
de seus produtos e serviços e adotadas medidas preventivas
ou corretivas com agilidade, para minimizar riscos à segurança,
bem como evitar danos morais e garantir a privacidade dos clientes.
Clareza
Ao estabelecer relações contratuais com os clientes,
90,0% dos bancos preocuparam-se em facilitar o entendimento e a
compreensão daquilo que foi oferecido ou adquirido. E, sabendo
que dúvidas sempre podem aparecer após a veiculação
das mensagens e mesmo depois da venda do produto ou serviço,
as instituições informaram manter um Serviço
de Atendimento ao Consumidor (por telefone ou correio eletrônico),
nos quais os clientes relatam suas sugestões e críticas,
recebem orientações e têm seus eventuais problemas
solucionados.
O mesmo percentual de instituições analisa e avalia
os indicadores de desempenho desse serviço e os utiliza em
grande parte nos processos de tomada de decisão que visam
criar, manter ou descontinuar a oferta de produtos e serviços
ou mesmo no aperfeiçoamento das práticas de atendimento.
Em 85% dos casos, os clientes são informados sistematicamente
sobre as condições e as alterações introduzidas
em produtos e serviços, como juros, prazos, vantagens e desvantagens.
Já em 37,5% das instituições são realizadas,
inclusive, pesquisas para medir o nível de satisfação
do cliente quanto ao grau de clareza na apresentação
de informações bancárias, como extratos de
contas e contratos
Comunicação
e propaganda
Uma prática comercial é o uso de peças publicitárias
para conquistar maiores mercados para os produtos e serviços
bancários. Veiculadas na imprensa, no rádio e na TV,
em outdoors, via Internet e telefone, por meio de fôlderes
à disposição na rede de atendimento ou enviados
pelo correio, exigem rigorosos cuidados na abordagem do tema ou
assunto.
Diante disso, o setor tem preocupação redobrada quanto
ao teor da informação. O principal indicador revela
que 87,5% preocupam-se com a comunicação interna e
externa, verificando previamente o alinhamento com as crenças
e os valores para que expresse posicionamento ético e transparente
ao público final.
Também
são observadas as seguintes práticas:
-
87,5% promovem a atualização do material de comunicação
destinado aos clientes, para tornar mais transparente o relacionamento
e mais segura a utilização dos produtos oferecidos.
- 50,0%
adotam políticas contra a produção e veiculação
de propaganda que coloque crianças, adolescentes, negros
(pretos e pardos), mulheres ou qualquer indivíduo em situação
preconceituosa, constrangedora, desrespeitosa ou de risco.
- 80,0%
realizam a análise prévia de peças publicitárias
para verificar a conformidade com os valores éticos e com
a legislação de defesa do consumidor, inclusive
com a apreciação dos departamentos jurídicos
das instituições.
Excelência
no atendimento
É incessante a necessidade de as instituições
ampliarem o nível de satisfação dos diferentes
públicos. Sempre com a intenção de superar
as metas estabelecidas, os bancos promovem aprimoramentos nos seus
canais de atendimento, para que expressem de forma fiel os seus
códigos de ética e atendam à legislação
de direitos do consumidor. Para isso, têm investido nos capitais,
humano e tecnológico, buscando o entendimento, a análise
e a solução das manifestações oriundas
dos consumidores.
Em 2005, por exemplo, 68,3% dos bancos afirmaram efetuar o registro
dessas manifestações, por meio de um ou mais canais
para o registro e solução das pendências: departamentos
de ouvidoria, serviços de ombudsman, centrais de atendimento
por telefone e correio eletrônico. Em alguns casos, começam
a ser utilizados modernos softwares, que auxiliam na resolução
dos problemas identificados. Além disso, 82,9% procuraram
identificar as causas dos problemas apontados e aproveitaram a aprendizagem
para atualizar ou introduzir políticas de melhoria da qualidade
dos seus produtos e serviços.
A política de treinamento dos profissionais de atendimento
também vem sendo amplamente aprimorada no âmbito das
organizações. Muitas delas mantêm programas
constantes, de periodicidade trimestral a anual, com atividades
presenciais ou desenvolvidas por meios eletrônicos.
Em 85,0% dos casos, são promovidos treinamentos contínuos
para que haja uma relação ética e de respeito
aos direitos do consumidor e 75,0% revelaram possuir programa específico
para determinar o reconhecimento de falhas, aumentar a rapidez e
propiciar autonomia na solução dos problemas.
Outro pilar que sustenta a credibilidade do sistema bancário
está no cuidado com que são manipuladas as informações
dos clientes por parte dos colaboradores. Para a manutenção
dessa política, 80,5% treinam continuamente os profissionais
de atendimento sobre a importância de procedimentos éticos
no uso das informações privadas dos consumidores e
clientes.
Especificamente em relação ao atendimento realizado
nas agências, os bancos empenharam-se em realizar diversos
treinamentos, para aumentar a interação dos funcionários
com os clientes, efetuar mudanças comportamentais, aumentar
a clareza sobre os produtos e serviços, visando à
melhoria do relacionamento com o público em geral. Nesse
aspecto, destacam-se:
- Certificação
de pessoal pela Associação Nacional dos Bancos de
Investimento (Anbid).
- Treinamentos
sobre concessão de crédito direcionado a uma atuação
com negócios sustentáveis (que observem padrões
de responsabilidade socioambiental).
- Programas
educativos contra a lavagem de dinheiro.
- Padronização
de atividades comerciais.
- Continuidade
na busca de certificações dos padrões de
atendimento pelas normas ISO.
- Facilitação
das operações por meio de rede de auto-atendimento.
- Reconhecimento
dos funcionários que mais se destacaram no atendimento
ao cliente.
- Criação
de conselhos ou comitês de qualidade.
| Serviços
de atendimento ao clientes |
2005
|
2004
|
2003
|
| Total de ligações atendidas pelo SAC |
67.144.747
|
51.146.418
|
31.800.219
|
| Percentual de reclamações em relação ao total de ligações atendidas
pelo SAC |
2,20%
|
2,10%
|
2,90%
|
| Tempo médio de espera no telefone do SAC até o início do atendimento
(em segundos) |
56
|
31
|
180
|
| Quantidade de inovações adotadas em razão da interferência do ombudsman
e/ou do serviço de atendimento a consumidores/clientes |
278
|
110
|
185
|
Nº
de bancos participantes: 28, 23, 13 e 13 (2005) 14, 16, 11 e 8 (2004);
17, 18, 14 e 5 (2003)
Pesquisas
Tem sido fundamental a utilização de pesquisas de
satisfação dos clientes para determinar os rumos das
decisões das instituições para a melhoria ou
criação de produtos e serviços, bem como para
identificar possíveis falhas no atendimento ou mesmo facilitar
a busca por novas oportunidades de negócios.
Essas pesquisas foram realizadas em 2005 por 46,3% dos bancos, com
diferentes metodologias (Focus Group, entrevistas, dentre outras
técnicas) e com periodicidade variada (trimestral, semestral,
anual). As perguntas foram centralizadas em três pontos primordiais:
atendimento nas agências (tema abordado por 40,0%), auto-atendimento
(42,0%) e produtos e serviços (42,0%).
Privacidade
Como participam de um negócio marcado por rigorosas regras
quanto à manipulação de informações,
estabelecidas de acordo com as legislações nacional
e internacional, 90,0% dos bancos possuem políticas formais
e sistemas de proteção à privacidade dos consumidores
e clientes. Também existem recomendações para
que sejam solicitadas apenas informações pessoais
relevantes, o que ocorre em 87,5% dos casos.
Boa parte dos bancos (72,5%) também permite que o consumidor,
cliente ou usuário possa efetuar pessoalmente a inclusão,
alteração e exclusão de seus dados cadastrais,
e um quarto das instituições registra formalmente
as reclamações recebidas por desrespeito à
privacidade do cliente.
Defesa
do Consumidor
Todas as ações realizadas pelos bancos na adequação
dos produtos e serviços aos seus conceitos de transparência
e ética permitiram que, em 2005, nenhuma multa fosse aplicada
pelos órgãos de defesa do consumidor devido ao não-cumprimento
dos regulamentos referentes à informação. Apenas
20,0% receberam alguma autuação de órgãos
como Procon, Vigilância Sanitária e Instituto de Pesos
e Medidas, mas em áreas alheias aos direitos do consumidor.
Na média de 28 bancos que informaram esse item da pesquisa,
o número de processos administrativo foi em média
de 309, um recuo de 32,7% comparativamente à média
do ano anterior. O número de reclamações de
clientes e usuários dos bancos no Banco Central do Brasil
decresceu 43,2% entre 2004 e 2005, passando de 2,59 reclamações
para 1,47 em cada grupo de 100 mil clientes, revelando o grande
avanço no atendimento ao consumidor.
| Direitos
do consumidor |
2005
|
2004
|
2003
|
| Quantidade de processos administrativos (Procon, Vigilância
Sanitária e Ipem) |
8.643
|
5.513
|
6.989
|
| Quantidade
de reclamações no Banco Central para cada grupo
de 100 mil consumidores¹ |
1,47
|
2,59
|
3,41
|
Nº de
bancos participantes: 27 e 27 (2005) 16 e 15 (2004), 8 e 10 (2003)
¹ Fonte: Banco Central
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