| Várias
iniciativas na área social são desenvolvidas em conjunto
pelos bancos, em um trabalho coordenado pela Febraban. O objetivo
comum é a melhoria da qualidade de vida de comunidades e colaboradores,
estimulando a inserção social e ao mundo do trabalho.
Projeto
Cisternas
Assegurar condições básicas de saúde
e higiene, de aprendizagem e de cidadania é fundamental para
a elevação do capital humano. Mas, para ser perene,
sua conquista tem de significar a garantia da sustentabilidade.
Com essa visão, a Febraban decidiu apoiar o Projeto Cisternas,
por trazer em seu bojo a transformação social resultante
do aprendizado relativo à preservação, ao acesso,
ao gerenciamento e à valorização da água.
Assim, por exemplo, a criação de demanda para material
de construção aquece a economia local; e a facilidade
de acesso à água limpa permite o cultivo de hortaliças
e a criação de cabras, proporcionando condições
de auto-sustentação para as famílias do semi-árido
da Região Nordeste.
Durante 2003, a Febraban investiu na construção de
10 mil cisternas, para uma população estimada em 50
mil pessoas. O orçamento original incluiu recursos para a
instalação de toda a infra-estrutura necessária
para as atividades do projeto, em 48 Unidades Gestoras Regionais.
Em 2005, a Febraban manteve o compromisso de construir outros 10
mil reservatórios. O valor agregado desse apoio à
Associação Programa 1 Milhão de Cisternas para
o Semi-Árido (AP1MC) envolve a criação de processos
de controle e sistemas de administração de fluxos
financeiros. A transferência desse conhecimento possibilitou
à AP1MC um melhor gerenciamento do ciclo completo do projeto:
da captação de recursos até a aplicação
final na construção das cisternas.
Desde o início do projeto até o final de 2005, foram
concluídas 20.540 cisternas, beneficiando, diretamente, mais
de 102 mil pessoas.
FIA
Dentro de sua estratégia de incentivo à destinação
de recursos de Imposto de Renda aos Conselhos dos Direitos da Criança
e do Adolescente, a Febraban deu continuidade em 2005 à divulgação
do mecanismo por meio de comunicado enviado a todos os bancos filiados.
Essa possibilidade de destinação dos recursos aos
Conselhos é uma renúncia fiscal prevista na Lei nº
8.069/90. Aos fundos de natureza contábil, administrados
por Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente -
nas instâncias Nacional, Estadual e Municipal - podem ser
destinados até 1% do Imposto de Renda devido das pessoas
jurídicas e até 6% das pessoas físicas.
Projeto
Adolescente Aprendiz
Os bancos prosseguiram, em 2005, os programas de qualificação
de adolescentes de idades de 14 a 18 anos no âmbito do Projeto
Aprendiz, cujo protocolo de intenção foi assinado
em 2004 pela Federação Nacional dos Bancos-Fenaban
e o Ministério do Trabalho e Emprego e as secretarias de
Políticas Públicas de Emprego e de Inspeção
do Trabalho.
Os
aprendizes desenvolvem atividades nas áreas administrativas,
com jornada diária de seis horas, de segunda a sexta-feira.
Para fazer parte do programa, o jovem deve estar freqüentando
o ensino regular.
Os
aprendizes recebem qualificação não só
para sua formação profissional, mas também
como cidadãos, exercendo atividades teóricas e práticas,
mediante parcerias dos bancos com entidades especializadas em educação
e profissionalização de jovens. Por meio do programa,
os aprendizes aumentam significativamente suas chances de absorção
pelo mercado de trabalho e até mesmo de permanecerem nos
bancos após o treinamento, pois a maioria das grandes instituições
adota o sistema de carreira fechada, com um fluxo permanente de
entradas e saídas.
Inclusão
social, acessibilidade e qualificação
Ao longo de 2005, os bancos desenvolveram várias iniciativas
para estimular a inclusão social de pessoas portadoras de
deficiência. Para isso, promoveram a adequação
de agências e postos de atendimento às necessidades
de acesso dos deficientes, com a construção de rampas,
banheiros, elevadores e a instalação de mobiliário
diferenciado. Da mesma forma, máquinas de auto-atendimento,
telefones e Internet incorporaram novas tecnologias, permitindo
seu uso por parte de clientes e usuários com necessidades
especiais.
Outras
iniciativas buscam identificar e qualificar portadores de deficiência
para integrarem o quadro de funcionários dos bancos. Também
estão sendo realizadas pesquisas para traçar o perfil
sociodemográfico desse público, identificar seu grau
de satisfação e uso de serviços bancários
e, principalmente, suas reais necessidades e prioridades relativas
aos canais preferenciais para o seu atendimento.
Banco
de Talentos
A valorização das pessoas e da diversidade, a promoção
de valores éticos e morais, assim como o incentivo a práticas
de cidadania e responsabilidade social são valores que norteiam
a missão da Febraban, em busca de melhoria contínua
da eficiência do sistema financeiro e de suas relações
com a sociedade, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico
e social do País.
Como uma das ações concretas da entidade na busca
desse objetivo, o Banco de Talentos é uma iniciativa cultural
que registra 11 anos de histórias de sucesso para os colaboradores
dos bancos, suas famílias e colegas de trabalho. O projeto
teve início em 1994 e se desenvolve por meio de ciclos bienais
de caráter permanente, alternando as categorias Fotografia,
Pintura e Música, com Artesanato, Canto Coral, Escultura,
Literatura e Teatro. Embora não premie e não atribua
classificações, muitos bancários não
perdem uma edição do evento.
Os trabalhos são escolhidos por comissões selecionadoras,
integradas por artistas, críticos e professores de destaque
nos meios artístico e cultural.
Em sua 12a edição, o Banco de Talentos é a
iniciativa cultural de maior longevidade na história do País
direcionada exclusivamente a artistas amadores. Sem prêmios
ou classificações, todos os trabalhos selecionados
são registrados em CDs, calendários, livros, exposições
e espetáculos. Em 2005, o Banco de Talentos abrangeu as categorias
Artesanato, Canto Coral, Contos, Escultura e Poesia.
|