A História do Banco de Talentos


O Banco de Talentos, iniciativa cultural da Febraban - Federação Brasileira de Bancos, há 13 anos identifica e valoriza os bancários que desenvolvem habilidades artísticas.

Desprovido de caráter competitivo, o evento não premia e não atribui classificações. Todos os selecionados têm seus trabalhos divulgados em exposições, shows e em edições de livros, calendários artísticos e CDs que são gratuitamente dirigidos a críticos especializados, galerias de arte, bibliotecas, escolas de artes e empresários que investem em atividades culturais, assim como a autoridades e lideranças empresariais.

Os benefícios do Banco de Talentos estendem-se a todos: aos bancos, porque promove a integração das instituições com seus funcionários, clientes e toda a população que transita pela rede bancária; aos funcionários, porque oferece a oportunidade de revelarem seu trabalho a um público mais amplo, embora seletivo; e à população, que tem acesso a apresentações e exposições sempre gratuitas e de excelente nível.

Segundo a história, o Banco de Talentos surgiu por meio do encontro de Antonio Carlos Leal de Freitas e um bancário, José Mauro Peixoto, em 1993. Em um hotel de Campos do Jordão, o então superintendente de Cursos e Eventos da Febraban ao apreciar a música tocada ao piano pelo bancário, teve a idéia de desenvolver um projeto que privilegiasse o talento artístico dos bancários. Primoroso, seu objetivo era o de valorizar as pessoas e a diversidade existente no sistema bancário. Valores estes que norteiam a Missão da Febraban.

Cumprindo ciclos bienais de caráter permanente, nos anos ímpares são tradicionalmente pesquisadas as categorias Artesanato, Canto Coral, Escultura, Literatura e Teatro. Enquanto nos anos pares: Música, pintura e Fotografia

Comissão selecionadora para Música, Pintura e Fotografia (anos pares):

Música - Maestro Nelson Ayres, consagrado compositor e pianista, fundador da Orquestra Jazz Sinfônica, que já regeu algumas das mais importantes orquestras norte-americanas e européias; Arrigo Barnabé, músico e compositor; e Mônica Salmaso, intérprete vencedora do Prêmio Visa de 1999.

Pintura - Carlos Alberto Fajardo, artista plástico com diversas exposições realizadas no Exterior, doutor em Artes Plásticas e professor da ECA/USP; Rafael (Dudi) Maia Rosa, artista plástico e publicitário; e José Paianai Spaniol, artista e professor de Artes Plásticas da FAAP.

Fotografia - Rosely Nakagawa, fotógrafa, curadora de importantes mostras em todo o País e consultora da Casa Fuji; Isabel Maria Sobreira de Santana, coordenadora-geral da Editora Tempo de Imagem (Fortaleza); e Pedro Lobo, fotógrafo profissional com destacada atuação em órgãos da imprensa, radicado no Rio de Janeiro, vencedor de diversos prêmios.

Comissão Selecionadora para Artesanato, Canto Coral, Escultura,
Literatura e Teatro (anos ímpares):

Artesanato - Yara Cunha Costa, superintendente da área do Trabalho Artesanal nas Comunidades da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de São Paulo (Sutaco)

Literatura - Cláudio Jorge Willer, presidente da União Brasileira dos Escritores

Escultura - Luiz Antônio Seraphico de Assis, historiador e vice-presidente do Museu Brasileiro da Escultura (Mube)

Poesia - Milton de Godoy Campos, presidente do Clube de Poesia de São Paulo

Teatro - José Eduardo Vendramini, professor do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP).

Livros, calendários, CDs e apresentações

Encontram-se praticamente esgotados os 5 mil exemplares de livro que reúne os currículos artístico-literários dos selecionados e a reproduções de alguns de seus trabalhos, bem como as 5 mil cópias de três diferentes séries de calendários com reproduções dos trabalhos de Pintura e Fotografia.

As apresentações e exposições do Banco de Talentos ocorrem em espaços culturais como Memorial da América Latina, Auditório da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Museu Brasileiro de Escultura, Museu de Imagem e do Som, Tom Brasil e Espaço Cultural Higienópolis do Instituto de Cultura Inglesa.

O evento já rendeu 12 catálogos com os currículos e obras dos selecionados, livros de poemas e contos, calendários artísticos e CDs. Promoveu, também, festivais de teatro, espetáculos musicais, dezenas de sessões de leitura de contos e poemas e algumas centenas de apresentações de corais de bancários em entidades assistenciais - prioritariamente hospitais que atendem a população carente, asilos e creches - e também em áreas públicas, como estações de metrô, shopping centers e praças das principais cidades do País.

A cada ano são recebidas inscrições de mais de 150 municípios de quase todos os estados brasileiros. Não há precedente, em nosso País, de iniciativa cultural do setor privado que, com o objetivo de divulgar exclusivamente o trabalho de artistas amadores, tenha registrado tal longevidade. E os integrantes das Comissões Selecionadoras, assim como os próprios participantes, selecionados ou não, enfatizam de forma praticamente unânime a melhoria, a cada ano, da qualidade dos trabalhos selecionados.


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