A Arte Itinerante dos Bancários

Dezembro/2002

Os bancários-artistas selecionados em 2002 para o Banco de Talentos, evento cultural promovido pela Febraban - Federação Brasileira dos Bancos - com apoio das instituições associadas, tiveram mais motivos para comemorar. Depois da festa realizada na casa de shows Tom Brasil, em que houve a apresentação das categorias contempladas em 2002 - música, fotografia e pintura -, esses profissionais iniciaram outra etapa na divulgação de seu trabalho.

As exibições musicais foram reunidas em um CD, e as exposições de quadros e fotos tiveram caráter itinerante, explica Antonio Carlos Leal de Freitas, coordenador e um dos idealizadores do projeto. Em janeiro, estiveram na Casa da Fotografia Fuji, na Avenida Vereador José Diniz, 3.400, Campo Belo, São Paulo. Em fevereiro, as obras foram abrigadas no Espaço da Caixa, na Praça da Sé, centro da capital paulista. Em seguida, partiram para uma viagem pelo Brasil.

A festa

Na ocasião da exposição, a casa de shows Tom Brasil foi tomada por profissionais do sistema financeiro. Não para discutir transição política, inflação ou alta de juros. Naquela noite, 59 bancários-artistas foram as estrelas da nona edição do Banco de Talentos.

Logo na entrada, os convidados foram recepcionados por uma exposição de pinturas e fotos, que pendiam do teto, desciam pelas paredes e se misturavam à multidão. Arte por todos os lados. O clima não era de competição, mas de integração: todos os que estavam ali eram vencedores. Foram selecionados entre mais de 500 pessoas, oriundas dos mais diversos recantos brasileiros.

Em seguida, os presentes foram brindados com um espetáculo musical de altíssimo nível. MPB, bossa-nova, baião, chorinho... Uma mistura perfeita de ritmos e sotaques, que reafirmou a característica diversidade do evento.

Música, pintura e fotografia foram as categorias enfocadas na edição 2002. O projeto dá lugar também a artesanato, canto coral, escultura, literatura e teatro - modalidades reservadas para 2003.

Artistas duas vezes

Todos os participantes, sem exceção, são profissionais do sistema financeiro. Isso significa que, simultaneamente a partituras, tintas e flashes, esses bancários se desdobram para conciliar suas carreiras atrás dos balcões das agências.

"É melhor que terapia", diz a paulistana Rute Nunes, veterana do Banco de Talentos e funcionária da Caixa Econômica Federal há 13 anos. A artista plástica, que só trabalha com materiais recicláveis ou alternativos, participa desde a primeira edição, em 1994. Desta vez, expôs telas trabalhadas com uma mistura de cinzas e cola, cujo resultado se assemelha às imagens do solo lunar.

Claudemiro de Souza Rocha, baiano de Correntina, marca presença no evento desde 2000. Em São Paulo desde 1977, participou de diversos conjuntos se apresentando em casas noturnas - tanto na capital paulista quanto na terra natal. Toca bateria, guitarra, violão, baixo, bandolim, cavaquinho, flauta doce, acordeom, guitarra baiana, violão de sete cordas - e começa a se aventurar no violão tenor, instrumento que só é feito por encomenda. Isso tudo como atividade extracurricular - uma vez que Claudemiro trabalha há tempos na Cabesp. Neste ano, interpretou no cavaquinho o belo choro "Assim era Dante", de Índio do Cavaquinho.

O Banco de Talentos é aplaudido por todos os participantes e também pelas pessoas que têm o privilégio de assistir aos seus resultados. A paulistana Adriana Beserra Cordeiro Souza, 29 anos, é uma das entusiastas do projeto. Selecionada pela segunda vez, ela mostrou ao público seu trabalho fotográfico, que desenvolve paralelamente às atribuições na Nossa Caixa. "É muito difícil um artista conseguir, sozinho, divulgar sua obra. Esse evento é uma oportunidade que não pode ser perdida", recomenda ela.

Os 59 bancários-artistas da nona edição foram selecionados entre mais de 500 inscritos. Esse trabalho árduo - o da escolha - ficou a cargo de comissões divididas entre as categorias:

Foto - Isabel Maria Sobreira de Santana, Pedro Lobo e Rosely Nakagawa;
Música - Arrigo Barnabé, Mônica Salmaso e Nelson Ayres;
Pintura - Carlos Alberto Fajardo, Dudi Maia Rosa e José Paiani Spaniol.



Saiba Mais:

Veja as fotos da festa
A História do Banco de Talentos