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Pronunciamento do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Márcio Cypriano, na abertura do XV Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, realizado dia 15 de junho de 2005, no Expo Transamérica, em São Paulo

Abertura Ciab

Senhoras e senhores

É uma grande honra presidir a abertura do décimo-quinto Ciab, o maior acontecimento do calendário anual de eventos do sistema bancário brasileiro.

Nestes quinze anos, nos habituamos a conhecer aqui, em primeira mão, inovações tecnológicas que vieram criar mais conforto e qualidade na prestação de nossos serviços a clientes e usuários.

O Ciab firmou-se como símbolo da permanente atualização do sistema bancário.

O processo tecnológico dos bancos é dinâmico. Ao longo dos anos, viabilizou soluções adequadas às necessidades próprias de cada período econômico.

Primeiro, permitiu a expansão das redes de agências bancárias num País de dimensões continentais, e que precisava crescer em direção ao interior.

Depois, imprimiu velocidade na troca de recursos circulantes no sistema financeiro em uma época de alta inflação.

Atualmente, os investimentos em tecnologia são fundamentais para o aumento da bancarização da população brasileira.

A tecnologia e a automação, portanto, construíram o modelo de atendimento ao cliente.

Os resultados percebidos hoje são notáveis.

O volume de transações realizadas por via eletrônica e digital aumenta ano a ano, ao mesmo tempo em que o movimento nos caixas das agências se reduz.

Internet, cartões de débito e de crédito, TEDs, DOCs e o auto-atendimento tornaram-se fundamentais para o cotidiano das pessoas.

Um exemplo desse avanço: o Brasil tem hoje 18,1 milhões de clientes de internet banking, para um parque de 30 milhões de micros. Cerca de 10% da população brasileira têm acesso ao internet banking.

O estágio de modernização tecnológica dos bancos é um indutor para a inclusão digital do brasileiro.

No primeiro evento Ciab, em 1991, a economia brasileira estava amadurecendo as condições básicas para a estabilização monetária, o que viria a acontecer pouco tempo depois.

Nossa qualidade tecnológica, nosso conhecimento técnico, nossa solidez patrimonial e o alto nível ético e transparente no relacionamento com os clientes contribuíram para a trajetória bem sucedida da estabilização econômica.

Os brasileiros sabiam que as suas economias estavam em boas mãos. E que os bancos brasileiros são confiáveis e modernos.

Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o crescimento econômico e o avanço social do País.

Nos últimos meses, o Brasil vive uma fase de redescoberta.

Voltou a confiar no crescimento da economia, na recuperação do emprego e da renda.

Essa confiança permitiu o resgate do crédito à sua natural condição de principal produto bancário. Para se ter uma idéia, completamos, em abril, uma seqüência de dezesseis meses consecutivos de crescimento do volume de empréstimos da economia.

Tão relevante quanto este dado é a informação de que essa expansão não alterou os indicadores de qualidade das carteiras.

Há espaço para continuarmos na rota do crescimento consistente das carteiras.

O Brasil tem uma baixa relação de crédito e PIB e há condições de mudar essa situação.

Temos tecnologia para dotar as operações de maior segurança; temos uma sociedade mais confiante; temos um sistema bancário disposto a irrigar crédito para investimentos produtivos e o consumo.

No entanto, algumas situações dificultam essa recuperação, como a complexa estrutura de cunhas fiscais incidentes sobre o processo de intermediação financeira.

A carga tributária chega a representar um terço do custo final dos empréstimos.

O sistema bancário tem várias qualidades e uma delas é sua reconhecida criatividade. Os acordos entre bancos e de bancos com redes de varejo ampliam a oferta de financiamentos para a economia.

O consignado tornou-se um sucesso, principalmente por permitir a melhora no perfil do crédito no Brasil.

Esta foi uma resposta de mercado aos entraves institucionais existentes na intermediação financeira.

O ambiente é favorável ao surgimento de novas oportunidades de negócios aos bancos.

Não devemos ter dúvidas de que a economia brasileira mudou suas referências. Não é mais possível que o Brasil, com suas potencialidades e vantagens competitivas naturais, seja um dos países de maior juro do mundo, com um dos mais baixos níveis de crédito.

A tendência de mudança é inexorável e devemos nos preparar, promovendo mais esforços de investimento nas áreas de tecnologia dos bancos.

Há claramente novos desafios colocados para as áreas de tecnologia. Devemos ser capazes de desenhar sistemas ainda mais ágeis e com manejo simplificado para reduzir custos, melhorar nossa eficiência e produtividade, e facilitar o acesso dos consumidores de inclusão bancária.

Os desafios estão lançados aqui no Ciab, mantendo uma tradição. É no Congresso de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras que as grandes questões do setor bancário são debatidas e novas soluções são introduzidas.

Desejo a todos um excelente Congresso. Aos Expositores muito sucesso na parceria com o Sistema Financeiro no desenvolvimento de produtos e serviços cada vez melhores, mais seguros e de menor custo.

Muito obrigado

Mais Informações:
http://www.ciab.org.br

"Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o
desenvolvimento econômico e social do País"

   

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