|
Pesquisa
Febraban de Projeções Econômicas
(Junho/2006)
19/06/2006
Pesquisa
realizada pela Febraban - Federação Brasileira de Bancos, na segunda
semana de junho, mostra as projeções de 51 instituições bancárias
sobre o desempenho de 30 variáveis econômicas.
Resultados consolidados de Junho de 2006
|
| Variável |
Média |
¹CV |
| Crescimento
do PIB Total em 2006 (%) |
3,58
|
0,07
|
| Crescimento
do PIB Agropecuário em 2006 (%) |
3,55
|
0,24
|
| Crescimento
do PIB Industrial em 2006 (%) |
4,26
|
0,08
|
| Crescimento
do PIB Serviços em 2006 (%) |
2,92
|
0,09
|
| Crescimento
do PIB Total em 2007 (%) |
3,68
|
0,09
|
| Taxa
Selic (% a/a) em dezembro de 2006 |
14,32
|
0,02
|
| Taxa
Selic (% a/a) em dezembro de 2007 |
13,19
|
0,06
|
| Taxa
pré de 360 dias em dezembro de 2006 |
14,60
|
0,04
|
| Taxa
pré de 360 dias em dezembro de 2007 |
13,92
|
0,09
|
| IGP-M
(%) em 2006 |
3,08
|
0,14
|
| IPCA
(%) em 2006 |
4,31
|
0,04
|
| IPCA
(%) em 2007 |
4,45
|
0,04
|
| Taxa
de câmbio (R$/ US$) em dezembro 2006 |
2,22
|
0,04
|
| Taxa
de câmbio (R$/ US$) em dezembro 2007 |
2,33
|
0,04
|
| Importação
(US$ bilhões) em 2006 |
88,77
|
0,04
|
| Exportação
(US$ bilhões) em 2006 |
129,16
|
0,03
|
| Saldo
de transações correntes (US$ bilhões) em 2006 |
8,88
|
0,20
|
| Investimento
direto (US$ bilhões) em 2006 |
15,10
|
0,08
|
| Resultado
Primário (%PIB) em 2006 |
4,27
|
0,02
|
| Operações
de crédito da carteira total (var. anual) 2006 |
17,97
|
0,04
|
| Operações
de crédito da carteira livre (var. anual) 2006 |
20,67
|
0,05
|
| Operações
de crédito da carteira direcionada (var. anual)
2006 |
12,51
|
0,03
|
| Operações
de crédito para pessoas físicas (var. anual)
2006 |
25,01
|
0,05
|
| Operações
de crédito para pessoas jurídicas (var.anual)
2006 |
15,91
|
0,06
|
| Depósitos
de Poupança (var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
8,54
|
0,14
|
| Depósitos
a Prazo (var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
19,97
|
0,12
|
| M4
(var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
15,40
|
0,02
|
| Indústria
de Fundos (var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
20,02
|
0,05
|
| Risco
Brasil (Valor em dez 2006) |
234,38
|
0,10
|
| Risco
Brasil (Valor em dez 2007) |
218,80
|
0,13
|
|
|
Fonte: Febraban com projeções dos bancos ABC Brasil; ABN
Amro Real; Alfa; Banco do Brasil; Bancoob; Banif; BankBoston;
Banrisul; Bansicredi; BBM; BES Investimento; BESC; BIC; BMC;
BMG; BNB; BNP Paribas; Bradesco; BRB; BSMB; Cacique; Caixa;
Cargill; Citibank; Credit Suisse; Daycoval; De Lage Landen
Dresdner; Fator; Fibra; HSBC; Industrial do Brasil; Indusval;
Intercap; Itaú; Itaú BBA; Itaú Corretora; J.Safra; Luso Brasileiro;
Nossa Caixa; Pactual; Paulista; Prosper; Rabobank; Rendimento;
Rural; Santander Banespa; Schahin; Tokyo Mitsubishi; Unibanco;
e Votorantim.
¹CV:
Coeficiente de Variação é igual à
razão entre o desvio padrão e a média,
e mede a dispersão das projeções; quanto
menor for o CV maior será o consenso com a projeção,
alternativamente, quanto maior for o CV mais dispersas estão
as projeções.
|
Responsabilidade
econômica
Roberto
Luis Troster*
A
responsabilidade econômica foi recompensada. É fato, a exacerbação
da volatilidade nos mercados externos teve impactos adversos no
mercado financeiro brasileiro: a moeda se desvalorizou, o risco
país aumentou e os índices bursátis caíram. Foi um comportamento
semelhante ao dos demais mercados emergentes. Todavia, diferentemente
de outras crises, o impacto no Brasil não foi dos pioress.
Evolução
das projeções da taxa Selic em dezembro de 2006
As
projeções da taxa Selic para dezembro de 2006 ilustram
o ponto. A taxa atual está em 15,25% a.a. e a projeção
média do mês de maio - anterior à turbulência
- era de uma taxa de 14,13% a.a.; e este mês aponta para uma
taxa de 14,32% a.a.. Ou seja, houve um impacto, mas pequeno e sem
alterar a perspectiva de queda nas taxas de juros.
Está
cada vez menos custoso atingir a meta inflacionária, os juros
se apresentam decrescentes. As espectativas de inflação
para 2006 e 2007, medidas pelo IPCA, estão abaixo da meta
de 4,5% desde abril. Apontando, que mesmo com o nervosismo externo,
a perspectiva é de queda da taxa básica de juros.
As
estimativas médias de outros indicadores macroeconômicos,
como taxas de crescimento, de expansão do crédito,
de investimento direto externo e risco Brasil têm uma evolução
semelhante. Corroborando que o tripé - responsabilidade fiscal,
comprometimento com as metas e flexibilidade cambial - funciona
como um bom escudo para crises externas. O próximo passo,
deveria ser usa-lo para impulsionar o crescimento a um ritmo mais
acelerado.
*Economista chefe da Febraban
Febraban
- Federação Brasileira de Bancos
Superintendência de Comunicação Social
Tel: 11- 3244 - 9833 / 9819
|