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Pesquisa
Febraban de Projeções Econômicas
(Julho/2006)
17/07/2006
Pesquisa
realizada pela Febraban - Federação Brasileira de Bancos, na segunda
semana de julho, mostra as projeções de 50 instituições bancárias
sobre o desempenho de 30 variáveis econômicas.
Resultados consolidados de Julho de 2006
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| Variável |
Média |
¹CV |
| Crescimento
do PIB Total em 2006 (%) |
3,60
|
0,07
|
| Crescimento
do PIB Agropecuário em 2006 (%) |
3,27
|
0,26
|
| Crescimento
do PIB Industrial em 2006 (%) |
4,35
|
0,09
|
| Crescimento
do PIB Serviços em 2006 (%) |
2,95
|
0,08
|
| Crescimento
do PIB Total em 2007 (%) |
3,60
|
0,09
|
| Taxa
Selic (% a/a) em dezembro de 2006 |
14,29
|
0,02
|
| Taxa
Selic (% a/a) em dezembro de 2007 |
13,23
|
0,03
|
| Taxa
pré de 360 dias em dezembro de 2006 |
14,52
|
0,02
|
| Taxa
pré de 360 dias em dezembro de 2007 |
13,84
|
0,04
|
| IGP-M
(%) em 2006 |
3,55
|
0,14
|
| IPCA
(%) em 2006 |
4,02
|
0,05
|
| IPCA
(%) em 2007 |
4,46
|
0,05
|
| Taxa
de câmbio (R$/ US$) em dezembro 2006 |
2,22
|
0,03
|
| Taxa
de câmbio (R$/ US$) em dezembro 2007 |
2,35
|
0,03
|
| Importação
(US$ bilhões) em 2006 |
88,41
|
0,03
|
| Exportação
(US$ bilhões) em 2006 |
128,90
|
0,02
|
| Saldo
de transações correntes (US$ bilhões) em 2006 |
8,91
|
0,18
|
| Investimento
direto (US$ bilhões) em 2006 |
15,14
|
0,09
|
| Resultado
Primário (%PIB) em 2006 |
4,26
|
0,01
|
| Operações
de crédito da carteira total (var. anual) 2006 |
18,04
|
0,04
|
| Operações
de crédito da carteira livre (var. anual) 2006 |
20,92
|
0,03
|
| Operações
de crédito da carteira direcionada (var. anual)
2006 |
12,58
|
0,03
|
| Operações
de crédito para pessoas físicas (var. anual)
2006 |
25,21
|
0,02
|
| Operações
de crédito para pessoas jurídicas (var.anual)
2006 |
16,21
|
0,05
|
| Depósitos
de Poupança (var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
8,39
|
0,15
|
| Depósitos
a Prazo (var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
19,92
|
0,12
|
| M4
(var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
15,36
|
0,02
|
| Indústria
de Fundos (var. anual dez 2006/dez 2005 %) |
19,85
|
0,04
|
| Risco
Brasil (Valor em dez 2006) |
233,26
|
0,09
|
| Risco
Brasil (Valor em dez 2007) |
217,11
|
0,11
|
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Fonte: Febraban com projeções dos bancos ABC Brasil; ABN
Amro Real; Alfa; Banco do Brasil; Bancoob; Banif Investment;
BankBoston; Bansicredi; BBM; BES Investimento; BESC; BMG;
BNP Paribas; Bradesco; Brascan; BRB; BSMB; Cacique; Caixa;
Cargill; Citibank; Credit Suisse; De Lage Landen; Fator; Fibra;
Guanabara; HSBC; Indusval; ING; Intercap; Itaú; Itaú BBA;
Luso Brasileiro; Nordeste do Brasil; Nossa Caixa; Pactual;
Paulista; Pine; Rabobank; Rendimento; Rural; Safra; Santander
; Banespa; Schahin; Tokyo-Mitsubishi; UAM; UBS; Unibanco;
Votorantim; e WestLB.
¹CV:
Coeficiente de Variação é igual à
razão entre o desvio padrão e a média,
e mede a dispersão das projeções; quanto
menor for o CV maior será o consenso com a projeção,
alternativamente, quanto maior for o CV mais dispersas estão
as projeções.
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Decisão
histórica
Roberto
Luis Troster*
O
Copom, Comitê de Política Monetária do Banco
Central, se reúne esta semana para definir a taxa de juros
básica. É uma decisão histórica. A taxa
atual está em 15,25% a.a. e o mais provável é
que seja reduzida em 0,50%. A nova taxa a vigorar deverá
ser de 14,75% a.a.. Será a mais baixa desde a criação
do Copom em 1996 e a menor taxa praticada pelo Banco Central do
Brasil desde abril de 1975.
Apesar
do cenário externo turbulento com problemas no Oriente Médio,
alta do preço do petróleo e indefinições
na evolução dos juros americanos, o quadro macroeconômico
interno é adequado para a continuação do processo
de redução de juros. Todos os índices de inflação
e suas expectativas estão consistentes com uma redução
de juros e não há ameaças ao processo de estabilização
de preços no horizonte de curto prazo.
Um
reflexo do processo de redução de juros é o
aumento nas projeções de crescimento do PIB de 2006,
de 3,58% na pesquisa anterior para 3,60% na pesquisa deste mês.
As estimativas de expansão do crédito, têm sido
aumentadas nos últimos quatro meses, e estima-se uma expansão
de 18,04% em 2006, permitindo que as operações de
crédito do Sistema Financeiro Nacional alcancem o total de
R$ 716 bilhões em dezembro de 2006, o equivalente a 34% do
PIB.
O
processo de estabilização de preços é
resultado da combinação de política monetária
consistente, política de ajustes fiscais nos últimos
anos e um câmbio valorizado por um cenário internacional
conveniente para o ajuste externo brasileiro.
A curto
e médio prazo o cenário se apresenta estável
e as taxas devem ser reduzidas nas próximas reuniões.
Entretanto, a manutenção de juros num patamar baixo
e a possibilidade de reduções de juros mais significativas,
no futuro, dependem de avanços na sustentabilidade fiscal
e em ganhos de produtividade na economia. Isso demanda determinação
política.
*Economista
chefe da Febraban
Febraban
- Federação Brasileira de Bancos
Superintendência de Comunicação Social
Tel: 11- 3244 - 9833 / 9819
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